Bê-a-bá Gourmet

Vanessa Lins

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Brasil: consumo de gin aumentou em mais de 100%
Brasil: consumo de gin aumentou em mais de 100%Foto: Divulgação

Que o gin caiu na graça dos brasileiros, já não é novidade. Segundo relatório do International Wine Spirit & Research (IWSR), o volume consumido no Brasil em 2017 foi 111% maior, comparando-se com 2016, e levando em conta marcas nacionais e estrangeiras.

No universo dos importados, esse crescimento foi de 120,2% em 2017 em relação a 2016. A gigante de bebidas Pernord Ricard, detentora das marcas de gin Beefeater, Beefeater 24, Plymouth, Seagrams e Monkey 47, constatou um aumento do consumo de 115,7%. O feito ganha ainda mais relevância quando se considera que Plymouth, Seagrams e Monkey 47 desembarcarm no Brasil somente em 2017.

Ainda de acordo com a Pernord, o rótulo com consumo mais expressivo tem sido o Beefeater, o que vai levar a empresa a apostar mais no selo mais jovem de gin. Entre fim de outubro e novembro, a gente vai ver por aqui o Beefeater Pink, um gin saborizado com morango, que tem tudo para ganhar o copo de quem não abre mão de novidade. Inciialmente, vai ser vendido no e-commerce da companhia, o Drinks&Co (www.drinksandco.com.br/home) a R$ 149,90.

BOMBANDO

Bastou estacionar em um espaço aberto para o Clandestino Café lotar nos finais de semana. Depois de temporadas no Museu do Estado e no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), o ônibus cafeteria está no Jardim do Baobá, nas Graças, com fila de espera nos fins da tarde. É bom chegar cedinho pra garantir o cafezinho.

COMIDA RAIZ

Restaurante de imigrante, no Recife, é coisa rara. Dois que valem muito a pena ir são o venezuelano Arepas Y Del Caribe, no Pina, e o taiwanês ComAqui, no Espinheiro, ambos com estrutura simplona, mas comida verdadeiramente gostosa e, há quem diga, com sabores muito próximos das cozinhas originais. Recomendo.

AURA
O novo empreendimento do grupo Forneria 1121, o Aura, terá cozinha assinada pela ex-Masterchef Mirna Gomes, que ainda está desenvolvendo o menu. Mas ao que conheço do trabalho da cozinheira, pode-se esperar algo minimalista e repleto de referências brasileiras. A ver.

SUDBRACK DE VOLTA
Gourmet de plantão que vai ao Rio para comer, não pode excluir o novo Sud Pássaro Verde, da chef Roberta Sudbrack, no Jardim Botânico. A casa é despojado, aconchegante, e reflete a nova fase da carreira da cozinheira: cozinhar o simples com toda a técnica que a cozinheira dispõe - que não é pouca. Vá de pizzeta e clafoutis de pêra.

DICA DE VIAGEM
O Nosso, em Ipanema, do chef Bruno Katz, é uma das ótimas surpresas desse momento de renovação do mercado gastrô do Rio de Janeiro. Descolado e com atendimento profissa, vale se esbaldar com a carta de drinques focada em rum e belisquetes de primeira, como o tartar de atum com mandiopan negro e as ostras com sorbet de manga e pipoca de quinoa.

*É editora do caderno Sabores e escreve quinzenalmente neste espaço. Instagram: @quintopecado 

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