Cena de 'Bacurau'
Cena de 'Bacurau'Foto: Victor Jucá/Divulgação

O Festival de Cannes, na França, começou na última terça-feira (14) com a exibição da comédia zumbi "Os mortos não morrem", de Jim Jarmusch, depois que os atores Javier Bardem e Charlotte Gainsbourg abriram oficialmente a mostra. Nome consagrado do cinema independente norte-americano, Jarmusch é assíduo na Croisette, onde em 1984 levou a Câmara de Ouro com "Estranhos no Paraíso" e em 2005, com o Grande Prêmio, com "Flores Partidas".

O espanhol Pedro Almodóvar é outro nome consagrado na mostra competitiva. Ele aspira pela sexta vez ao prêmio máximo do festival com "Dor e Glória", protagonizado por Antonio Banderas e Penélope Cruz.

Além de Almodóvar, outro filme latino-americano que concorre à Palma de Ouro é o brasileiro "Bacurau", dirigido pelos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com Sonia Braga no elenco, ao lado de nomes como Barbara Colen e o alemão Udo Kier. O filme será exibido nesta quarta-feira (15), depois de ter divulgado seu teaser na última sexta-feira (10).



Produzido no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, o terceiro longa-metragem de Kleber Mendonça Filho gira em torno da morte de Dona Carmelita (Lia de Itamaracá), de 94 anos, uma mulher forte e querida na comunidade. Depois deste fato, os moradores de Bacurau descobrem que o povoado começa a sumir misteriosamente do mapa. Kleber já competiu pela Palma de Ouro em 2014, com "Aquarius".

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Dos 21 filmes em competição, quatro foram realizados por mulheres, entre elas a austríaca Jessica Hausner e a franco-senegalesa Mati Diop, a primeira diretora negra competindo pela Palma de Ouro da história da mostra. Quentin Tarantino, outro habitué da mostra, apresentará seu aguardado "Era uma vez em Hollywood", protagonizado por Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, que atuam juntos pela primeira vez.

Controvérsia

Uma controvérsia sacudiu o Festival em torno do ator francês Alain Delon, que receberá uma Palma de Ouro honorária por sua carreira. O grupo feminista Women and Hollywood o criticou por suas declarações "racistas, homofóbicas e misóginas"do passado. Os organizadores saíram em defesa desta lenda do cinema francês, de 83 anos, que disse que a homossexualidade é "antinatural".

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