Jorge Vercillo celebra quase 30 anos de carreira
Jorge Vercillo celebra quase 30 anos de carreiraFoto: Divulgação


Na estrada desde os anos 1990, o cantor e compositor Jorge Vercillo se tornou referência para o som pop/MPB romântico explicitado em canções como “Homem-Aranha” e “Monalisa”. Mesmo com a indústria musical em tempos de "vacas magras", Vercillo, graças à base de fãs fiéis, segue em pleno ritmo de turnê e toca neste sábado (12), às 21h, no Cabanga Iate Clube (Avenida José Estelita, s/n).

“Recife sempre foi um dos lugares que eu tive uma melhor aceitação da minha música, antes mesmo de estourar no Rio de Janeiro, eu já trabalhava bastante minhas músicas aí. Não acredito que há uma explicação lógica, o público nordestino se identifica com as canções, existe realmente uma relação especial”, conta o músico, em entrevista à Folha de Pernambuco.

Jorge Vercillo leva ao palco o show “Experiência”, que propõe um encontro mais intimista com o público. “Tem horas que eu desço do palco e vou cantar com o pessoal. Em outras, deixo que a plateia cante partes das letras, o legal é justamente ter essa proximidade”, afirma.

O repertório mescla sucessos como “Ela Une Todas as Coisas” e “Final Feliz” e canções menos tocadas. Vercillo aproveita ainda a oportunidade para testar material inédito que deve integrar o novo álbum de estúdio, ainda sem data.

O músico comemora a recente onda de artistas que investem na MPB romântica, como Tiago Iorc e a dupla AnaVitória. “É bacana haver espaço e público para essa geração nova. É sinal de que a música, quando é boa, tem uma força grande, e deve sempre evoluir”, pontua.

O show deste sábado terá abertura da cantora mineira Roberta Campos ("Minha Felicidade"), apresentando repertório do elogiado “Todo Caminho é Sorte”. Os ingressos custam R$ 100, R$ 60 (social + 1kg de alimento) e R$ 50 (meia).

Duas perguntas > Jorge Vercillo, cantor e compositor

Mesmo com a mídia física, como CDs, em baixa, você continua com um público fiel e lota shows. A que credita esse sucesso?

Hoje em dia, eu preciso estar sempre na estrada para conseguir me manter. O artista não ganha mais com venda de discos, isso é fato. Até ferramentas da internet, com streaming, ainda são muito embrionárias em questão de remuneração. O pessoal que me acompanha se conecta com as músicas.

Nas últimas semanas, houve polêmica com a nova canção de Chico Buarque, com muitas críticas tratando a letra como um “romantismo datato”. Como vê essa questão?

É relativo, cada um vai interpretar de uma forma. O Chico fez e ainda faz músicas geniais, é um privilégio para nós, brasileiros, ter um artista desse nível ainda produzindo, isso deveria ser celebrado. Ele sempre usou uma poesia e uma linguagem muito bonita. É uma pena, por exemplo, você ver outros artistas que fazem sucesso hoje, com um universo simbólico tão pobre.

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