Felicidade Cordel
Felicidade CordelFoto: Thiago Britto/Folha de Pernambuco

Ela carrega no nome o sentimento de alegria e, no sobrenome, o legado de um grande representante da música pernambucana. Felicidade Cordel, filha do cantor e compositor Nando Cordel, agrega em sua música todas essas características que a acompanham desde o batismo. Após mais de 10 anos cantando ao lado do pai, ela segue firme em carreira solo. Para consolidar essa nova fase, a cantora preparou o show "Felicidade Cordel canta Gonzaguinha", reverenciando a obra do artista carioca, filho do Rei do Baião. A apresentação ocorre nesta sexta-feira (9), às 20h30, no Teatro Barreto Júnior.

A homenagem ao compositor de músicas como "O que é? O que é?" e "Lindo lago do amor" foi uma ideia das irmãs de Felicidade, Tauana e Fernanda, que são coprodutoras do espetáculo. "Quando começamos a conversar sobre fazer um projeto cantando algum artista consagrado, elas sugeriram Gonzaguinha, que foi parceiro musical do meu pai. Então, fui estudar mais profundamente o repertório dele. Não são composições fáceis. É bem desafiador", afirma.

Foram selecionadas 16 canções para o show. Além de alguns dos trabalhos mais famosos do homenageado, a cantora abre um momento para a obra de Luiz Gonzaga, destacando a relação entre pai e filho. A apresentação ainda conta com participações do Duo Luamarte e da cantora Bia Medeiros, novos nomes da música em Pernambuco.

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Felicidade começou a cantar ainda aos 12 anos de idade, atuando como backing vocal de Nando Cordel. Lançou seu primeiro disco em 2017 e já está trabalhando em um novo. Será um EP, composto de quatro singles, com previsão de lançamento para o primeiro semestre do próximo ano. As composições são assinadas, em parceria, pela cantora e o pai. Ao contrário do anterior, mais ligado ao pop, o próximo projeto terá uma sonoridade mais regionalista. "Não quero perder essa coisa das raízes, que eu neguei durante muito tempo, quando estava tentando me encontrar como cantora. Pretendo misturar os sons pernambucanos com a nova MPB", adianta.



A cantora não nega a influência do pai em sua carreira, mas está em busca de firmar seus próprios passos. "Não é fácil ser filha de um artista reconhecido nacionalmente. Existem muitas comparações e, graças a Deus, meu pai construiu um legado muito bom para mim e meus irmãos. Por isso, eu estava numa confusão mental de saber o que escolher como artista. Hoje, tenho certeza que o que eu quero fazer é música boa, assim como o meu pai, mas com a minha própria identidade", defende.

Um nome que abre portas

Felicidade foi batizada com esse nome pelo pai, que a adotou ainda bebê. O nome foi motivo para o bullying na adolescência, mas hoje é visto pela cantora como uma marca, que abre portas nos lugares onde ela chega. "Carrego uma responsabilidade. A pessoa não pode ser triste com esse nome. Esperam que você seja alegre o tempo todo. É bem louco, mas eu gosto do meu nome", diz.

Serviço:

Show "Felicidade Cordel canta Gonzaguinha"
Nesta sexta-feira (9), às 20h30
Teatro Barreto Júnior (Rua Est. Jeremias Bastos, Pina)
R$ 50 + 1kg de alimento não perecível (ingresso solidário), R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada)
Informações: (81) 3361-5363

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