Djavan, cantor e compositor
Djavan, cantor e compositorFoto: Leo Aversa/Divulgação

Djavan é mesmo um fazedor de melodias, além de letrista que consegue facilmente entoar versos, por exemplo, em um samba entrelaçado de amores e Phalaenopsis, Cyrtopodium e Violáceas, algumas das espécies de orquídeas citadas em uma das faixas do seu disco mais recente “Vesúvio” (2018), apresentado neste sábado (25) em show no Classic Hall, a partir das 21h.

Ocasião em que clássicos dos seus 40 anos de carreira serão alternados com as novidades do 24º disco que mostra um (já conhecido) lado pop mais evidenciado do cantor e compositor alagoano. “Quis imprimir o gênero mais acentuadamente, dessa vez, para dar mais fluidez no entendimento”, contou em entrevista à Folha de Pernambuco.

Mas perceber Djavan nunca foi uma tarefa difícil, mesmo em suas construções conhecidamente metafóricas. Em “Vesúvio”, porém, a ideia de aproximação com o público fica perceptível em “Solitude e em “Cedo ou Tarde”, hits que trazem à tona questões políticas sobre um Brasil e um mundo, de acordo com ele, “em construção”. “Foi para tocar nas mazelas que envolvem o nosso país, em todos os sentidos, assim como para abordar problemas reais que afligem a todos, que essas canções foram pensadas. E sim, com mais ênfase e clareza”, completou ele que em “Cara de Índio” ("Djavan", 1978) e “Imposto” ("Matizes", 2007) também musicou letras circunstancial e politicamente pensadas.

Leia também:
Deborah Blando: 'Música no Brasil virou pornográfica ou de corno'
Cena musical pernambucana trilha caminhos Brasil afora
Música, dança e literatura na programação de maio da Caixa Cultural

E para não dizer que Djavan não falou das flores e da sua relação (também já conhecida) com a natureza, voltemos, literalmente, às suas orquídeas, descritas em uma das faixas ("Orquídea"), como uma forma de exaltar o cultivo do músico por flores e outras espécies de plantas. “Os nomes científicos, em latim, carregam uma música própria. O desafio foi harmonizar todas elas ali. O resultado me agradou muito”, confessou ele que poetizou pelo menos 16 tipos da família “orchidaceae” para "Vesúvio".

Playlist
“É um paradoxo, mas apesar de ter tantos clássicos em 40 anos de carreira, não é algo simples formatar um roteiro para show”, admitiu Djavan, quando questionado sobre o que traria para o Recife, além das boas novas do disco novo. Uma dificuldade que o fez preparar uma espécie de votação na internet, para escolha das músicas de sua trajetória que deveriam voltar com a turnê de “Vesúvio”, com o intuito de promover a interação entre palco e público.



“'Sina', 'Samurai', 'Flor de Lis' e 'Oceano' não podem faltar. Assim como "Flor do Medo", que me surpreendeu quando vi que estava entre as mais pedidas dos fãs”, ressaltou ele que deve incluir também “Esquinas” ("Lilás", 1984), após duas décadas sem cantá-la em shows. “Fiquei abismado quando percebi isso”, esbravejou.

Mas como ele próprio fez questão de salientar, “a fila anda e as novas criações precisam ser mostradas ao público”. Neste sábado (25), portanto, é dia de “djavanear o que há de bom” dos seus 40 anos de música e de “Vesúvio”, turnê que deve circular em palcos do Brasil e do mundo pelo menos até 2020, momento em que as novas ideias que já fervilham, serão colocadas em prática em mais um projeto de (boa) música. “(...) porque tudo tem que acontecer com antecedência”, concluiu.

Serviço
Djavan, turnê "Vesúvio"

Onde: Classic Hall (av. Agamenon Magalhães, s/n, Olinda)
Neste sábado (25), às 21h
A partir de R$ 50 (arena meia-entrada), na bilheteria do Classic Hall e no site Bilhete Certo

Ouça "Orquídea", do álbum "Vesúvio"

Djavan, cantor e compositor
Djavan, cantor e compositorFoto: Leo Aversa/Divulgação
Djavan, cantor e compositor
Djavan, cantor e compositorFoto: Leo Aversa/Divulgação
Capa de 'Vesúvio', 24º álbum de Djavan
Capa de 'Vesúvio', 24º álbum de DjavanFoto: Divulgação

veja também

comentários

comece o dia bem informado: