José Augusto se apresenta nesta quarta (12), no Baile dos Namorados, na Arcádia Apipucos
José Augusto se apresenta nesta quarta (12), no Baile dos Namorados, na Arcádia ApipucosFoto: Reprodução/Instagram

Sabe de uma coisa, caro leitor? Ai de quem não rasga o coração para viver amores e paixões e toda pieguice de trilhas sonoras e declarações ritmadas por canções devastadoras, tais quais as cantadas na década de 1980, época de ouro dos hits românticos que, vale ressaltar, permanecem sendo entoados por pulmões eufóricos (e apaixonados), é claro. Por exemplo, quem nunca soltou um desesperado "Quando eu diiigo que deixei de te amar, é porque eu te aaaaamoooo. Quando eu digo que não quero mais voooocê, é porque eu te queeeeeero"?

Bastam os primeiros acordes da lendária "Evidências" (1989) para que plateias efusivas, rodas de amigos ou um solitário fone de ouvidos (re)ativem sentimentalismos. Aliás, nada como o "dono" deste hino, o cantor e compositor José Augusto, para embalar a noite do Dia dos Namorados e fazer um "Um Brinde ao Amor", seu mais recente single que também dá nome ao show, apresentado nesta quarta-feira (12) no Baile dos Namorados, na Arcádia Apipucos, Zona Norte do Recife.

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"Sou conservador, do tempo em que músicas ficavam para sempre e ultrapassavam o tempo. Hoje há pressa e imediatismo no trocar de faixas no rádio com uma velocidade que não sei se dá para marcar alguma canção", justifica José Augusto, em entrevista à Folha de Pernambuco. De fato. "Evidências" cai bem para qualquer geração e em qualquer ritmo e, embora seja considerada por ele, originalmente, um pop-romântico, foi com a dupla Chitãozinho & Xororó que ela ganhou as paradas de sucesso no início da década de 1990.



"Eu me sinto um privilegiado de tê-la considerada como um clássico da música sertaneja", enfatiza o compositor, que emplacou outras centenas de canções, conhecidas em outras vozes da música brasileira - boa parte delas compostas junto com Paulo Sérgio Valle.

Mas, apesar de se dizer grato por interpretações dadas às suas letras e canções, José Augusto lamenta, também por outros compositores, que não têm seus nomes citados na autoria das músicas. "Fico envaidecido por ter sido o compositor, e aqui não vai nenhum ego de querer que fosse um sucesso meu. Mas deveria ser obrigatório dizer os nomes de quem compõe as músicas, porque acho que isso educa as pessoas a saberem de quem é o que".

Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, o cantor e compositor carioca permaneceu focado em uma estética assumidamente romântica, emplacando sucessos que, embora sem a efervescência de "Evidências", também permanecem na ponta da língua de públicos variados. "Porque acho que não dá para mexer no que está ganhando", salienta ele. E já que é assim, a garantia de afinação do público vai ser comprovada, também, com os sucessos "De Que Vale Ter Tudo na Vida" (1973), "Chuvas de Verão" e "Sábado", ambas de 1987 e "Aguenta Coração (1990)", alguns bons exemplos das áureas "músicas-chicletes".

Já o single "Um Brinde ao Amor" integrará o repertório como a mais recente novidade de suas composições. "É uma canção nova, gravada com o Fábio Jr. e a ideia é gravar com colegas, músicas minhas ou de outras pessoas que eu goste, para posteriormente chegar a um DVD. Vamos brindar os casais com essa inédita mas também será um show que contará uma história traduzida em músicas que fizeram parte de minha carreira, seja como cantor ou como compositor", explicou.

Adilson Ramos e os Garçons Cantores também embalam o clima da noite, a partir das 21h. Os ingressos estão disponíveis no site Ticket Folia, em quiosques de shoppings da cidade e na bilheteria do Arcádia Apipucos (Rua de Apipucos, 568), com valor a partir de R$ 150. O baile, que conta com apoio da Prefeitura do Recife, também pretende arrecadar fundos para contribuir com associações e entidades sociais da cidade.

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