Adoçante não calórico
Adoçante não calóricoFoto: Marcos Santos/USP Imagens

Há tempos que o adoçante é produto onipresente na mesa brasileira. Tão popular quanto as polêmicas que rondam o ingrediente indicado, na maioria das vezes, para quem precisa controlar o consumo de açúcar. Para desmistificar suspeitas como tendência para causar câncer ou desregular as taxas de glicose no sangue, a organização não governamental Salud en Corto, formada por uma equipe de especialistas em saúde e nutrição, divulgou a lista das verdades necessárias sobre o consumo consciente do produto.

Mas antes de colocar os ‘pingos nos is’, vale lembrar que os adoçantes são classificados em dois tipos. Os calóricos incluem frutose, xylitol e manitol. Esse grupo tem quantidade baixa de calorias e de outros nutrientes, sendo indicado para quem quer perder peso. Já os não calóricos, formados por sacarina, aspartame e estévia, não são metabolizados pelo organismo e podem ser recomendados para diabéticos. É neste tipo, também chamado de edulcorantes, que a ONG se ateu para responder mitos e verdades, baseado em estudos científicos comprovando que, sim, eles podem ajudar na dieta de muita gente, inclusive crianças.

No conteúdo organizado pela especialista em nutrição clínica e indústria de alimentos, Maricarmen Osés, a questão que mais chama atenção é que seu consumo não causa câncer. A afirmação é reforçada pelo professor Carlo La Vecchia, da Universidade de Milão, na Itália, que é um dos autores de um artigo sobre o tema que foi publicado nos Anais de Oncologia da Oxford Academy e que traz evidencias epidemiológicas sobre a ausência de associação entre adoçantes de baixas calorias e o risco de várias neoplasias comuns.

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A falta de comprovação científica para certas patologias também inclui que “eles não provocam alergias, nem problemas gastrointestinais em crianças - e podem ser incorporados nas suas dietas como uma ferramenta adicional para combater o sobrepeso e a obesidade, de acordo com artigo publicado recentemente na Revista Mexicana de Pediatria”, aponta Maricarmen Osés. Outra questão polêmica diz que bebidas light ou sem calorias não modificam o apetite. Quem atesta é um grupo de cientistas liderados pelo professor Marc Fantino do Centro de Pesquisa Biomédica Aplicada, do Centro Hospitalar Regional de Montgelas, em Givors, na França. Eles analisaram os padrões alimentares de 80 mulheres e 86 homens saudáveis e sem excesso de peso ao longo de várias semanas e constataram que não houve alteração do comportamento alimentar dos mesmos, independentemente do consumo de bebidas com adoçantes não calóricos ou água.

Por fim, um ponto que muita gente, certamente, desconhecia. “Eles podem ser melhores que água para manter o peso corporal”, segundo pesquisa publicada no Internacional Journal of Obesity. A explicação é que os adoçantes de baixa caloria satisfazem o desejo pelo sabor adocicado sem as calorias do açúcar, favorecendo o consumo de outros nutrientes e, portanto, auxiliando na dieta.

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