Vida Saudável

Ney Cavalcanti e Solange Paraíso

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Emagrecer, fazer exercícios físicos e melhorar alimentação são metas
Emagrecer, fazer exercícios físicos e melhorar alimentação são metasFoto: Da editoria de Arte

Quando o ano inicia é comum ansiarmos por realizações dos projetos mais importantes. Quanto à saúde, as metas vão da estética corporal à cura de uma doença séria, ao êxito de um transplante, etc.

Estar saudável depende de muitos fatores. Somos dotados de defesas orgânicas e o ambiente também atua em nosso bem-estar físico, mental, social e espiritual.

Quando o equilíbrio é “quebrado”, instalam-se os sinais e sintomas que indicam o surgimento de doenças. Sobre algumas delas pode-se estabelecer o controle, a depender do estilo de vida e do seguimento das prescrições dos profissionais.

Neste campo, a cada dia são anunciados os avanços das técnicas e dos aparelhos ultramodernos que contribuem para o diagnóstico e a cura...

No entanto, ainda cabe a nós um poder inalienável: somos sujeitos de nossa própria história e a saúde resulta em grande medida das escolhas que fazemos diariamente. O que comemos e bebemos, o quanto e como dormimos, se somos ativos e praticamos lazer, como lidamos com a competitividade, a ansiedade e o estresse, etc., definem este bem-estar.

Os bons hábitos de alimentação consolidados na infância (muitas vezes substituídos por outros menos saudáveis, ditados pela correria cotidiana) são a base da saúde na vida adulta. Por mais que os nutricionistas e os demais profissionais de saúde estimulem as pessoas com argumentos técnicos e científicos, creio que, no íntimo, com bom senso e moderação cada um intui um caminho a seguir.

Este caminho foi alicerçado em algo bem maior que a simples intuição, haja vista a forte influência que a cultura alimentar exerce em indivíduos, famílias e comunidades.

Não somos tolos para considerar que a intuição e a cultura são, em si, mais importantes que tudo. A educação se constitui o fator sobre o qual apostamos boa parte dos resultados positivos em alimentação e saúde.

Se negarmos a importância da educação, estaremos negando a força que tem a mudança decorrente do aprendizado. É importante que esta intrincada teia de processos se construa, se amplie e se entenda para que o homem, protagonista do milagre da vida, se aproprie desta dupla tarefa: racionalizar suas escolhas, e ao mesmo tempo beneficiar-se de tudo que resulta do estar saudável.

Acho interessante quando as pessoas definem objetivos aparentemente simples, ligados à saúde: emagrecer (ou engordar), ficar em forma, parar de fumar, parar de beber, fazer exercícios, divertir-se mais, dormir mais.

E na ansiedade de querer resultados imediatos, se surpreendem com a dificuldade em atingir pelo menos dois destes objetivos simultaneamente. Há muitas coisas subliminares a todos estes aspectos do comportamento que, se não percebidos ou não valorizados, boicotam tudo.

A máxima, hoje tão banalizada, “você é o que você come”, merece boa reflexão por parte de todos nós. Afinal, podemos ter, dentre as metas para o novo ano, este dever de casa, que, se levado com empenho, reforçará a autoestima tão necessária às várias realizações humanas!

 Agora, parafraseando uma citação da querida nutricionista Alice Varejão: “ser saudável é uma escolha que precisa ser confirmada várias vezes”. FELIZ ANO NOVO!!!

*É nutricionista e atua no Tribunal de Justiça de Pernambuco no Núcleo do Programa Saúde Legal

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