Foram encontrados 3 resultados para "Agosto 2017":

Mutirão da Compesa
Mutirão da CompesaFoto: Divulgação

Até o próximo sábado (26), a Companhia de Abastecimento de Pernambuco (Compesa) dará oportunidade de financiamento de dívidas para os moradores dos bairros do Ipsep e Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. A Compesa instalou agências móveis em quatro pontos estratégicos desses bairros para que os moradores tenham acesso aos serviços personalizados. Ao quitar o débito, o cliente evitará penalidades como o corte e negativação de nome no Serviço de Proteção ao Credito-SPC/Serasa.

Segundo o diretor de Mercado e Atendimento da empresa, Eduardo Sabino, além de negociar dívidas, com opção de parcelamento em até 36 meses ou descontos atrativos para o pagamento à vista, os moradores podem solicitar revisão de conta, conserto de vazamentos em hidrômetros ou na rua e serviços de manutenção na rede de esgoto. O atendimento é imediato, realizado logo após á solicitação, sem que o cliente precise deslocar até uma unidade física ou ligar para o Call Center da empresa.

Além dos incentivos de parcelamento e descontos à vista, a Compesa vai ofecerer ainda a opção de postergar o vencimento da negociação efetivada para o dia 05 de setembro."Estamos em meados de agosto e sabemos que algumas pessoas podem perder a oportunidade por receber os seus proventos no início de cada mês", revela Eduardo Sabino.

Os bairros do Ipsep e Imbiribeira contabilizam mais de R$ 9 milhões em débitos e são regiões que recebem água todos os dias. "Somente nos últimos 12 meses a inadimplência nesses bairros cresceu 40%. O nosso objetivo é resgatar esses clientes, oferecendo todas opções de negociação possíveis para que eles se tornem adimplentes",esclarece o diretor. Diferentemente de outros programas de negociação de dívida nos bairros, essa nova edição agrega outros produtos, como serviços técnicos e operacionais.

Contas a pagar
Contas a pagarFoto: Reprodução/Pixabay

Só quem já passou por complicações financeiras sabe o quanto a preocupação com as dívidas pode nos deixar apreensivos. Isso é natural, já que as finanças representam uma parte importante de nossas vidas. Se elas não andam bem, o nosso bem-estar também acaba comprometido.

Para evitar que isso aconteça, repensar os hábitos de consumo é fundamental e exige muito controle e determinação. Todos os dias nos deparamos com “promoções” que falam com o nosso emocional, e, inconscientemente, somos estimulados a comprar sem necessidade.

Em junho, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic): 24% das famílias brasileiras têm contas em atraso.

Divulgados em maio, os números da Serasa, por sua vez, são ainda mais preocupantes: mais de 60 milhões de brasileiros estão com o nome sujo e, juntos, acumulam uma dívida de R$ 274 bilhões.

A origem do endividamento no país é, também, cultural. Quando se trata de finanças, o brasileiro costuma “apagar incêndios” – ou seja, não se prepara para os imprevistos e, quando eles vêm, trazem desordem e aflição.

Modificar a postura e a maneira de enxergar o dinheiro é uma medida tão importante quanto complexa. Começar a fazer reservas e mudar os hábitos de consumo nem sempre são tarefas simples. Muitas vezes, é necessário fazer transformações no estilo de vida, abrir mão de luxos antigos e se dispor a sair da zona de conforto. Inicialmente, essas medidas podem parecer duras e até gerar alguns desentendimentos, mas se fazem necessárias para que o seu estilo de vida seja adaptado à sua renda. Tudo em busca de um bem ainda mais valioso: a sua tranquilidade.

* Dora Ramos é orientadora financeira com formação em Coaching e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial - www.fharos.com.br.

Segundo Oliva, objetivo é buscar resgate do consumidor
Segundo Oliva, objetivo é buscar resgate do consumidorFoto: Divulgação

Quem está devendo no banco por motivos que fogem do seu controle, como o desemprego, agora poderá negociar suas dívidas com condições especiais. É que, atento ao alto número de pessoas que entraram no rol de desempregados e endividados em função da crise econômica, o sistema bancário brasileiro decidiu oferecer um atendimento diferenciado aos chamados “inadimplentes por eventos especiais”.

As novas regras foram aprovadas pelo Conselho de Autorregulação Bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e também vão beneficiar aqueles que devem por conta de doenças graves, casos de morte na família ou divórcios. “O objetivo é buscar o resgate econômico e financeiro do consumidor que está em uma situação de vulnerabilidade porque perdeu uma parte importante do seu rendimento de uma forma brusca”, explicou o diretor de autorregulação da Febraban, Amaury Oliva, contando que este compromisso foi firmado no último dia 10 e deve entrar em vigor em no máximo 180 dias.

Leia também:
Desemprego chega a 13% e tem 1ª queda desde dezembro de 2014
Fechamento de bancos no Brasil bate recorde


Ainda segundo Oliva, cada banco vai desenvolver seu modelo de negociação. Mas são muitas as opções de acordo. Os endividados podem ganhar, por exemplo, descontos, parcelamentos de dívida e até a possibilidade de migrar para uma linha de crédito mais barata. E junto a isso serão oferecidas noções de educação financeira aos endividados. “Queremos nos antecipar aos problemas”, justificou.

Por conta disso, os bancos ão oferecer condições diferenciadas de negociação a quem paga suas parcelas em dia, mas corre o risco de perder essa capacidade de adimplência em um futuro próximo. “Vamos ficar atentos aos consumidores que estão em dia com suas obrigações, mas enfrentam grau de endividamento excessivo. Mas eles terão que comprovar a situação complicada”, informou Oliva, dizendo que esse benefício vale para quem tem a maior parte do salário comprometida por débitos.

Essa ação preventiva ainda vai fazer com que os bancos assumam uma postura mais proativa na negociação de dívidas. “Hoje, é natural receber pedidos de negociação dos clientes. Mas o banco já acompanha o endividamento deles. Sabe quanto ele deve no cartão, há quanto tempo está no cheque especial. Por isso, vai passar a procurar esse consumidor para negociar essa dívida”, explicou o diretor.

E a Febraban espera ganhar com as mudanças. Oliva explica que haverá ganhos para o consumidor, que terá atenção especial; para os bancos, que com isso querem criar uma relação de confiança com os clientes e ainda devem reduzir o índice de inadimplência, recebendo mais recursos; e também para a economia brasileira. “Há um ganho porque o consumidor terá condições de continuar no mercado de consumo”, defendeu.

comece o dia bem informado: