Endividados devem portar documentos que comprovem os débitos
Endividados devem portar documentos que comprovem os débitosFoto: Fernando Portto/SJDH

Começar o ano sem dívidas. Essa é uma das metas mais comuns nas resoluções de Ano Novo dos brasileiros. Quem precisa de uma força extra para chegar lá pode aproveitar alguns eventos pela Região Metropolitana do Recife. Nesta sexta-feira (24) acontece o último dia do Mutirão de Renegociação de Dívidas do Procon Recife e, na próxima segunda-feira (27) começa o 3° Feirão Limpa Nomes no Cabo de Santo Agostinho.

O Mutirão no Recife, no Compaz Governador Eduardo Campos, no Alto Santa Terezinha, atende das 9h às 14. Há 300 senhas disponíveis por ordem de chegada. Lá, o consumidor poderá negociar débito com condições especiais junto a empresas de telefonia fixa e móvel (Oi, Claro, Tim e Vivo), com a Celpe e com a Compesa. Também poderá fazer acordos para pagamento do IPTU do Recife.

No Shopping Costa Dourada, no Cabo de Santo Agostinho, o Feirão Limpa Nomes começa na próxima segunda-feira (27) e vai até 3 de dezembro, com atendimentos da 9h às 17h. Moradores de Ipojuca, Ribeirão, Escada e de toda a Mata Sul do Estado podem participar.

A expectativa dos organizadores é atender 2,5 mil pessoas. A Caixa Econômica Federal já prometeu descontos de até 90% nas negociações e, no caso de débitos com IPTU e ISS, será possível abater até 100% dos juros e multas. Celpe, Compesa, SPC, Serasa, administradoras de cartões de crédito e outras instituições também estão confirmadas, bem como serviços de biometria e emissão das 2° vias da carteira de identidade.

É importante lembrar que, para participar desses eventos, o consumidor precisa estar com os documentos pessoais (RG e CPF), um comprovante de residência e um documento que comprove o débito (faturas do cartão ou contas de luz, por exemplo). Mais informações sobre o Mutirão do Procon Recife estão disponíveis no 0800 2811311 ou 3355.3290. O Feirão Limpa Nome não divulgou telefones de atendimento ao público.

Black Friday
Black FridayFoto: Pixabay

Uma pesquisa, realizada pela empresa Ebit, mostrou que 81% dos 5.300 consumidores do Brasil entrevistados pretende comprar algo pela internet na Black Friday, que este ano acontece no dia 24 de novembro. O levantamento mostra que a data promocional vem ganhando força entre os brasileiros. A mesma pesquisa mostrou que 44% desses 5.300 compraram algo no ano passado, sendo que um quarto em lojas físicas. Na hora das compras, é preciso muita atenção. Confira as dicas da empresa Top People, especializada em trade marketing:

- Fazer uma lista dos itens que deseja comprar para evitar compras que não são prioritárias;

- Fazer uma segunda lista dos itens de compras para o Natal. Caso caiba dentro do orçamento, poderá aproveitar os preços ofertados;

- Realizar as pesquisas de preços dos itens antes da Black Friday;

- Utilizar a internet como meio para realizar a busca de preços;

- No dia da compra ter as pesquisas salvas no celular ou impressas;

- Concretizar a compra se os descontos e condições forem favoráveis;

- Aproveitar a oportunidade do evento, não achar que conseguirá no dia seguinte melhores ofertas;

- Aproveitar os estoques que as redes disponibilizam no dia do evento.

Serão distribuídas diariamente 300 senhas de atendimento, que será feito no Compaz
Serão distribuídas diariamente 300 senhas de atendimento, que será feito no CompazFoto: Maurício Ferry/arquivo folha

Quem está com as contas em atraso terá uma oportunidade de organizar a situação financeira antes do Natal e do Ano Novo e ainda poderá aproveitar o pagamento do 13º salário para limpar o nome. O Mutirão de Renegociação de Dívidas da Prefeitura do Recife, que acontece de 21 a 24 de novembro, terá a participação de companhias de telefonia (Claro, Oi, TIM e Vivo), das concessionárias de energia e água (Celpe e Compesa) e de bancos públicos e privados, além de representantes da própria administração municipal para negociar débitos do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

De acordo com a organização do evento, as empresas e instituições participantes oferecerão descontos nos juros e condições especiais de parcelamento dos débitos.  A depender da empresa fornecedora, será possível realizar o acordo de negociação de débito na hora. Em outros casos, a empresa terá um prazo para responder ao Procon Recife e ao consumidor, informando a melhor proposta de negociação. Serão avaliados os casos de pessoas com o nome negativado por não pagarem em dia faturas do cartão de crédito, o saldo do cheque especial, contas de água, de energia, de telefone, prestações de empréstimos e financiamentos.

Apenas moradores do Recife podem participar. Serão distribuídas 300 senhas por dia para os atendimentos e é melhor chegar cedo, já que o expediente do Mutirão começará às 9h e terminará às 14h, no Compaz Governador Eduardo Campos, localizado no Alto Santa Terezinha. Para ser atendido, o consumidor precisa estar com o RG, CPF, comprovante de residência e documentações que comprovem o débito (pode ser uma fatura ou ainda carta de cobrança). O devedor deve comparecer pessoalmente ou, se isso não for possível, pode mandar um representante com uma procuração registrada em cartório.

Maiores informações podem ser obtidas no Procon Recife, na Boa Vista, nos telefones 0800.2811.311 e 3355.3290, ou ainda pelo e-mail procon@recife.pe.gov.br. O órgão fica na rua Carlos Porto Carreiro, 156, e atende das 8h às 13h.

Serasa
Outra boa oportunidade para se livrar das dívidas é o Feirão Limpa Nome da Serasa. É que mais de mil empresas estão participando da iniciativa e muitas delas oferecem até 90% de desconto para os clientes em atraso. E há condições diferenciadas tanto em grandes empresas como bancos, financeiras, cartões de crédito e operadoras telefônicas, quanto em pequenos negócios como escolas de idiomas e varejistas. O feirão é online e a negociação é feita pelo site www.feiraolimpanome.com.br, até o próximo dia 30.

A Caixa Econômica Federal também está com condições de negociação diferenciadas neste fim de ano. É a campanha #quitafácil, que vai até 28 de dezembro com abatimentos de até 90% do valor total da dívida.

Cálculo do endividamento
Cálculo do endividamentoFoto: Marcos Santos/USP Imagens

De olho nos brasileiros que pretendem usar o 13º salário para pagar dívidas, a Serasa Experian realiza mutirão de negociação online com a expectativa de beneficiar milhares de consumidores. É que mais de mil empresas estão participando do chamado Feirão Limpa Nome da Serasa e muitas delas estão com descontos de até 90% para os clientes em atraso.

“Estamos reunindo as empresas que querem recuperar seu crédito com as pessoas que estão querendo pagar”, explicou o diretor de estratégias da Serasa, Raphael Salmi, contando que, neste ano, o mutirão acontece apenas pela internet para que empresas de todo o País possam participar da iniciativa. “Temos grandes empresas como bancos, financeiras, cartões de crédito e lojistas, mas também pequenos negócios como escolas de idiomas e varejistas”, disse.

Ainda segundo Salmi, as condições do feirão, que segue até o próximo dia 30, são as melhores do mercado. “Os descontos são maiores que os ofertados ao longo do ano. Podemos dizer que a possibilidade de negociação está 30% maior”, calculou, garantindo que a negociação é simples. “Ao se cadastrar no site, o consumidor verifica as dívidas listadas no Serasa e as empresas que participam do feirão. Depois, pode fazer a negociação e baixar o boleto da empresa credora no próprio site”, explicou, revelando que mais de quatro milhões de pessoas já acessaram o site do feirão.

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Caixa
A Caixa Econômica Federal também está com condições de negociação diferenciadas neste fim de ano. A intenção é regularizar a situação cerca de 3,4 milhões no País, sendo 200 mil em Pernambuco. É a campanha #quitafácil, que vai até 28 de dezembro, em todas as agências e no site do banco.

Gerente regional da Caixa, João Carlos Sá Leitão contou que os descontos podem chegar a 90% do valor original da dívida, mas não contemplam o crédito habitacional. A campanha se restringe a operações comerciais como financiamentos de veículos, cheque especial, antecipação de recebíveis e empréstimos. A renegociação pode ser feita tanto por pessoas físicas quanto jurídicas, além das famílias interessadas em quitar os débitos deixados por entes falecidos. As pessoas jurídicas, no entanto, só podem negociar o débito de forma presencial.

Coach José Neto
Coach José NetoFoto: Divulgação

Para quem está precisando organizar a vida financeira, uma boa opção acontece neste domingo (29), no Hotel Marante Plaza, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O coach José Neto promete ensinar como obter mais ganhos no curso “Autoridade Financeira”, que trabalha com conceitos e exercícios práticos do Coaching Integral Sistêmico (CIS).

Esta é a segunda edição do curso. Os participantes vão aprender a eliminar os obstáculos psicológicos para estabelecer metas reais, sair das dívidas, programar o melhor uso do dinheiro e descobrir qual é o seu modelo ideal de riqueza.

O participante é desafiado a traçar metas financeiras reais. Segundo José Neto, nem sempre ganhar dinheiro faz com que a pessoa se sinta feliz ou use bem os recursos. Ele diz que o curso não oferece soluções mágicas ou lúdicas, envolve uma reprogramação e um aconselhamento focado na saúde financeira. Para ele, o mais importante é nunca desistir dos sonhos, manter sempre uma visão positiva do futuro e aprender com os erros.

Serviço:
CURSO “AUTORIDADE FINANCEIRA” – Metodologia CIS
Quando: 29 de outubro
Onde: Marante Plaza Hotel
Horário: Das 8h às 20h
Investimento individual: R$ 297,00
Inscrições: Sympla

O comprometimento médio da renda mensal dos brasileiras com dívidas chegou a 30%. No Recife, índice foi ainda menor: 27%
O comprometimento médio da renda mensal dos brasileiras com dívidas chegou a 30%. No Recife, índice foi ainda menor: 27%Foto: Alfeu Tavares

Ao contrário do Governo Federal, que continua acumulando déficits primários, as famílias brasileiras estão aprendendo a lidar melhor com o arrocho financeiro criado pela crise econômica. Tanto que, nos últimos dois anos, mais de 280 mil famílias conseguiram sair do endividamento. O ruim é que boa parte dos novos adimplentes só alcançou esse feito graças à redução do consumo, retardando a recuperação do setor de serviços, o que mais pesa no Produto Interno Bruto (PIB) do País.

A conclusão faz parte da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em informações do Banco Central (BCB), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) relativas ao ano passado.

“Em 2014 e 2015, tivemos um período de recessão bastante forte, com contração na renda média do brasileiro tanto por conta do aumento do desemprego quanto pelo aumento dos preços dos produtos básicos. E isso restringiu de forma significativa o orçamento familiar, trazendo um cenário nocivo em relação à taxa de endividamento. Mas, em 2016, passamos a ver um cenário mais positivo”, desenvolveu a assessora econômica da FecomercioSP, Júlia Ximenes.

Ela explicou que, após ter crescido entre 2014 e 2015, a proporção de famílias endividadas nas capitais brasileiras caiu de 61% para 57% em 2016. Com isso, o número dessas famílias também diminuiu, passando de 9,149 milhões no fim de 2014 para 8,868 milhões em dezembro de 2016 - no Recife, esse montante caiu de 365 mil para 345 mil. E o valor das dívidas acompanhou esse movimento, perdendo R$ 1 bilhão em dois anos. A FecomercioSP explica que as prestações devidas pelas famílias brasileiras em um mês somavam R$ 16,8 bilhões em 2014, mas passaram a acumular R$ 15,8 bilhões ao fim de 2016. Consequentemente, o valor médio devido por família baixou de R$ 1.832 para R$ 1.777 ao longo dos últimos dois anos. Com isso, o nível de comprometimento médio da renda mensal das famílias brasileiras com dívidas chegou a 30%, nível considerado saudável pela federação. “E no Recife, esse grau é bastante saudável: 27%”, contou Júlia.

Segundo a assessora da FecomercioSP, três fatores foram determinantes para a redução do nível de endividamento das famílias brasileiras: a dificuldade de acesso ao crédito, o início da queda de preços dos produtos básicos e a própria conscientização financeira da população. “Naturalmente, há menos famílias endividadas porque o setor financeiro passou a ser mais rigoroso no momento de permitir a aquisição de crédito e por conta do custo desse crédito.

Além disso, produtos básicos como alimentos, transporte e habitação passaram a subir menos e isso fez com que sobrasse mais renda para as famílias. Mas também houve uma racionalidade maior por parte delas”, explicou Júlia, concluindo que o “período de crise contribuiu muito para que os brasileiros tivessem mais sabedoria no momento de administrar a tomada de crédito, por ressaltar os custos desse crédito e a nocividade dos juros”.

Essa reorganização financeira, no entanto, se deu através da redução das compras. “Na maior parte das vezes, as famílias que conseguiram sair dessa situação de endividamento tiveram uma alteração no padrão de consumo”, disse Júlia. Ela explicou que, diante da redução da renda média - segundo a FecomercioSP, o rendimento médio da família brasileira caiu 2,7% nos últimos dois anos, chegando a R$ 4.187,78 -, foi preciso priorizar a compra de itens básicos, deixando para depois itens não essenciais e que carecem de um crédito maior para serem adquiridos, como os eletrodomésticos e as roupas. “É por isso que, quando observamos as vendas do varejo, os setores que mais sentem os efeitos da restrição monetária são os de bens duráveis e semiduráveis”, comentou a assessora da FecomercioSP.

O vendedor Fernando comprou um carro, mas não vem conseguindo pagar os boletos. Ele está constrangido porque anda recebendo cobranças no trabalho e quer saber se precisa mesmo atender esses telefonemas. Confira as dicas da consultora Georgina Santos, da Ágilis/RH.

Segundo Marcela, consumidor quer ter acesso a benefícios
Segundo Marcela, consumidor quer ter acesso a benefíciosFoto: Divulgação

As fintechs, startups do ramo financeiro, vêm chamando a atenção dos brasileiros por oferecer serviços monetários com taxas menores e menos burocracia que os bancos. A Nubank, por exemplo, conquistou milhares de usuários no início do ano ao lançar um cartão de crédito que não cobra anuidade. E agora outra empresa está revolucionando o ‘dinheiro de plástico’. É a Trigg, cartão de crédito digital que ‘devolve’ parte do dinheiro gasto em compras na fatura seguinte.

“Não queríamos ser só mais um cartão gerenciado por aplicativos. Por isso, fizemos uma série de pesquisas para encontrar um diferencial e chegamos a este modelo que oferece cashback, ou seja, dinheiro de volta”, explicou a head e fundadora da Trigg, Marcela Miranda, contando que essa ideia também atende ao desejo dos clientes de receber um benefício fácil de ser usado. “Nas nossas pesquisas, constatamos que 80% das pessoas achavam importante que o cartão tivesse algum tipo de benefício. Só que apenas 15% delas já tinham usado esse benefício, seja porque as milhas venciam ou não eram suficientes para a compra de uma passagem aérea”, justificou Marcela, dizendo que, na Trigg, o benefício funciona como um desconto na fatura seguinte.

Há cinco meses no mercado, a Trigg já recebeu solicitações para 228 mil cartões. Mas é preciso lembrar que o valor de cashbak corresponde aos gastos de cada cliente. “De tudo que você compra no cartão, volta um percentual. Mas esse percentual varia de 0,55% a 1,3% de acordo com os seus gastos. Quem usa até R$ 600 por mês, por exemplo, vai receber um cashback de 0,55%. Mas, se eu gastar R$ 1 mil, eu recebo R$ 7 de cashback.

E se a fatura der R$ 3 mil, o cashback é de R$ 30”, detalha Marcela. O cálculo do percentual é feito no site da Trigg.

Ela admite que o valor só chega a ser representativo se o cliente gastar muito no cartão. Para pagar a anuidade com cashback, por exemplo, é preciso ter fatura média de R$ 1,4 mil. “A anuidade custa R$ 118,80. São R$ 9,90 por mês. Mas há uma isenção nos três primeiros meses”, informou Marcela, dizendo que a Trigg cobra essa taxa para pagar o cashback. “Com anuidade zero, não conseguiríamos oferecer benefícios”, afirmou.

Os cartões Trigg são solicitados e liberados de forma online, por um aplicativo de celular. Basta baixar o app, informar seus dados e esperar a liberação da empresa. Não é preciso ter conta no banco para ter o cartão, por exemplo.

Mutirão da Compesa
Mutirão da CompesaFoto: Divulgação

Até o próximo sábado (26), a Companhia de Abastecimento de Pernambuco (Compesa) dará oportunidade de financiamento de dívidas para os moradores dos bairros do Ipsep e Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. A Compesa instalou agências móveis em quatro pontos estratégicos desses bairros para que os moradores tenham acesso aos serviços personalizados. Ao quitar o débito, o cliente evitará penalidades como o corte e negativação de nome no Serviço de Proteção ao Credito-SPC/Serasa.

Segundo o diretor de Mercado e Atendimento da empresa, Eduardo Sabino, além de negociar dívidas, com opção de parcelamento em até 36 meses ou descontos atrativos para o pagamento à vista, os moradores podem solicitar revisão de conta, conserto de vazamentos em hidrômetros ou na rua e serviços de manutenção na rede de esgoto. O atendimento é imediato, realizado logo após á solicitação, sem que o cliente precise deslocar até uma unidade física ou ligar para o Call Center da empresa.

Além dos incentivos de parcelamento e descontos à vista, a Compesa vai ofecerer ainda a opção de postergar o vencimento da negociação efetivada para o dia 05 de setembro."Estamos em meados de agosto e sabemos que algumas pessoas podem perder a oportunidade por receber os seus proventos no início de cada mês", revela Eduardo Sabino.

Os bairros do Ipsep e Imbiribeira contabilizam mais de R$ 9 milhões em débitos e são regiões que recebem água todos os dias. "Somente nos últimos 12 meses a inadimplência nesses bairros cresceu 40%. O nosso objetivo é resgatar esses clientes, oferecendo todas opções de negociação possíveis para que eles se tornem adimplentes",esclarece o diretor. Diferentemente de outros programas de negociação de dívida nos bairros, essa nova edição agrega outros produtos, como serviços técnicos e operacionais.

Contas a pagar
Contas a pagarFoto: Reprodução/Pixabay

Só quem já passou por complicações financeiras sabe o quanto a preocupação com as dívidas pode nos deixar apreensivos. Isso é natural, já que as finanças representam uma parte importante de nossas vidas. Se elas não andam bem, o nosso bem-estar também acaba comprometido.

Para evitar que isso aconteça, repensar os hábitos de consumo é fundamental e exige muito controle e determinação. Todos os dias nos deparamos com “promoções” que falam com o nosso emocional, e, inconscientemente, somos estimulados a comprar sem necessidade.

Em junho, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic): 24% das famílias brasileiras têm contas em atraso.

Divulgados em maio, os números da Serasa, por sua vez, são ainda mais preocupantes: mais de 60 milhões de brasileiros estão com o nome sujo e, juntos, acumulam uma dívida de R$ 274 bilhões.

A origem do endividamento no país é, também, cultural. Quando se trata de finanças, o brasileiro costuma “apagar incêndios” – ou seja, não se prepara para os imprevistos e, quando eles vêm, trazem desordem e aflição.

Modificar a postura e a maneira de enxergar o dinheiro é uma medida tão importante quanto complexa. Começar a fazer reservas e mudar os hábitos de consumo nem sempre são tarefas simples. Muitas vezes, é necessário fazer transformações no estilo de vida, abrir mão de luxos antigos e se dispor a sair da zona de conforto. Inicialmente, essas medidas podem parecer duras e até gerar alguns desentendimentos, mas se fazem necessárias para que o seu estilo de vida seja adaptado à sua renda. Tudo em busca de um bem ainda mais valioso: a sua tranquilidade.

* Dora Ramos é orientadora financeira com formação em Coaching e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial - www.fharos.com.br.

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