A pesquisa também apontou que pelo menos 66% idosos mantêm independência financeira
A pesquisa também apontou que pelo menos 66% idosos mantêm independência financeiraFoto: Fotos Públicas

Quase metade da população idosa é a principal fonte de renda nos lares do país. Pelo menos é o que aponta levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) quando apontam que 43% dos brasileiros acima de 60 anos são os principais provedores e responsáveis por pagamento de contas e despesas.

O percentual aumenta entre os homens (53%) e, de um modo geral, 91% dos idosos no Brasil contribuem com o orçamento da residência, sendo que em 25% dos casos colaboram com a mesma quantia que os demais membros da família. Somente 9% não ajudam com as despesas.

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, uma mudança demográfica e comportamental dessa população ajuda a explicar os percentuais, com casos de aposentado que, por exemplo, é a única fonte de sustento da família. E o aumento da expectativa de vida dos brasileiros também é um fator importante, com idosos mais ativos, com mais autonomia financeira e trabalhando por mais tempo.

Outro dado que reforça a independência financeira de boa parte dos idosos é que 66% não recebem ajuda financeira de parentes, amigos, pensão ou programa social. Além dos 34% que contam com algum tipo de ajuda.

Padrão de vida piorou na terceira idade

Se por um lado o estudo mostra que os idosos são de grande importância para o sustento de seus lares, por outro, se observa também que muitos deles apenas conseguem pagar suas contas, sem que haja sobras de dinheiro para realizar um sonho de consumo ou investir. De modo geral, 39% dos idosos brasileiros até conseguem pagar suas contas sem atrasos, mas fecham o mês sem recursos excedentes.

Outros 14% nem sempre conseguem pagar as contas e algumas vezes precisam fazer esforço para administrar o dinheiro que recebem e 4% nunca ou quase nunca conseguem honrar os compromissos financeiros. Os idosos em situação financeira confortável, ou seja, pagam as contas e ainda sobra dinheiro, são 42% da amostra.

Para manobrar o orçamento, recorrer ao crédito acaba sendo uma saída prática, apesar de arriscada. Pelo menos 51% dos idosos costuma fazer empréstimos, utilizar cartão de crédito ou cheque especial para pagar as contas e conseguir cumprir compromissos mensais. Recorrer a uma reserva financeira seria a solução mais indicada, mas apenas 39% dos idosos possuem dinheiro guardado.

Metodologia
Foram entrevistados consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais, nas 27 capitais brasileiras. A pesquisa pode ser acessada na íntegra no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas



Educação financeira via WhatsApp
Educação financeira via WhatsAppFoto: Paullo Allmeida / Folha de Pernambuco

Lidar com as próprias finanças ainda é algo difícil para a maior parte dos brasileiros, tanto que 62 milhões de pessoas estão inadimplentes no País, segundo o SPC. Mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quer mudar essa realidade. Por isso, elaborou um guia básico de educação financeira para a população. E essas dicas serão repassadas gratuitamente pelo WhatsApp.

Leia também:
Pernambuco tem 703 mil sem emprego
Procon Recife realiza mutirão de renegociação de dívidas na próxima semana
Número de endividados e inadimplentes cresce de julho para agosto
Hábito de poupar segue tímido no País


Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, José Alexandre Vasco explicou que o WhatsApp é um modo simples e efetivo de alcançar a população, já que mais de 120 milhões de brasileiros, de todas as idades e classes sociais, usam o aplicativo. “Queremos nos aproximar dos cidadãos e percebemos que o WhatsApp tem uma ampla aceitação, especialmente no público que queremos atingir: a nova classe média e as pessoas da classe C que não têm renda estável”, explicou Vasco, contando que o projeto teve um resultado positivo quando foi testado em comunidades do Rio de Janeiro. “As pessoas gostaram de receber nossas mensagens e várias disseram que conseguiram poupar com as dicas. Por isso, agora lançamos o projeto em larga escala em todo o Brasil”, contou.

Batizado de Precisamos Falar Sobre Dinheiro, o projeto começa na próxima segunda-feira (19) com um programa de educação financeira elaborado por especialistas da CVM e psicólogos. São três meses de mensagens sobre organização financeira, poupança e noções básicas de investimentos - dicas que chegarão diariamente pelo WhatsApp de diversas formas: texto, áudio e até memes. Os interessados em receber essas informações só precisam se cadastrar na lista de transmissão da CVM enviando, também pelo aplicativo, a mensagem “Quero Participar” para o número (21) 99450-5914. E quem perder o início do “curso” não precisa se preocupar, pois a CVM promete reiniciar o programa depois desses três meses.

“A informação é o primeiro passo para que o indivíduo tenha uma visão clara do seu orçamento e encontre um caminho adequado para atingir seus objetivos. Por isso, vamos trabalhar com finanças pessoais básicas para ajudar as pessoas a organizar sua vida financeira, saindo do endividamento e se possível começando a poupar”, contou Vasco, garantindo que todos conseguirão acompanhar o programa. “Vamos tratar de competências básicas, como orçamento doméstico. Ou seja, são mensagens para quem está começando a enveredar nas finanças pessoais”, afirmou Vasco, destacando que o objetivo do Precisamos Falar Sobre Dinheiro é fomentar a poupança mesmo nas classes mais baixas.

"O Brasil tem uma taxa de poupança muito baixa. E essa taxa ainda vem caindo. Mesmo nos anos de crescimento, quando 40 milhões de pessoas saíram da pobreza, essa taxa caiu. Ou seja, não é só uma questão de renda, mas uma questão cultural. Precisamos, então, ampliar a conscientização financeira da população”, justificou Vasco, afirmando que um alto grau de poupança amplia o bem estar financeiro dos cidadãos e também da economia nacional, pois favorece os investimentos produtivos. E quem já pode pensar em investimentos desse tipo também pode contar com orientações da CVM, só que no site e nas redes sociais do órgão, que é vinculado ao Ministério da Fazenda.

Pets são mimados no Ano do Cão em Hong Kong
Pets são mimados no Ano do Cão em Hong KongFoto: Isaac Lawrence / AFP

Para quem acha que cuidar de um animal de estimação basta comprar a ração todo mês, atenção: você pode acabar endividado. O educador financeiro Fabrizio Gueratto, do Canal 1Bilhão, fez essa conta e concluiu que a criação de um pet pode passar de R$ 66 mil até o fim da vida.

Segundo ele, é como comprar um carro. Além da gasolina é preciso levar em conta os gastos com IPVA, seguro e manutenção, por exemplo. Gueratto fez a conta considerando os gastos de um brasileiro de classe média com um cão de médio porte. A ração custa em torno de R$ 135 por semana, ou R$ 1.620 ao mês. Em dez anos, são R$ 16,2 mil.

O banho em pet shops pode resultar em mais de mil reais por ano. Se o dono resolve fazer um plano de saúde para o animal - e assim evitar sustos com a fatura do veterinário - a conta fica ainda mais alta. Entram na conta também remédios, antipulgas e acessórios. E se o animal foi comprado, não adotado, esse valor deve entrar na conta também.

O lado bom de ter um cachorro ou gato, todo mundo já sabe. Mas vale ir para a ponta do lápis e fazer a conta direitinho para ver se o bichinho cabe ou não no seu orçamento. 

Prefeitura do Recife distribui carnês do IPTU
Prefeitura do Recife distribui carnês do IPTUFoto: Arthur de Souza

Os moradores do Recife têm até o dia 30 de novembro para indicar o imóvel que vai receber o desconto de até 50% no IPTU de 2019. Só pode participar quem está em dia com os pagamentos da taxa. O processo é incrivelmente burocrático, mas vale a pena: o abatimento chega a 50% do valor do IPTU, podendo ser transferido para outro imóvel caso passe desses 50%. Confira o passo a passo:

Primeiro, crie uma senha web para acessar o serviço, neste link. Depois de preencher o formulário desta página, imprima o documento gerado, assine, digitalize e salve como PDF. Deixe à mão também versões em PDF do seu RG e CPF. O tamanho total dos aquivos não pode ultrapassar 15 MB.

Em seguida, clique neste link para fazer o procedimento de desbloquear a senha.  Preencha seus dados e clique no botão 'Enviar senha para o email' - você vai precisar desse código para concluir o processo e ele pode demorar alguns minutos. Você vai receber um segundo email da Prefeitura com o número do processo de liberação da senha. Esse passo é o mais demorado, pode nem chegar no mesmo dia.

Clique nesse link para acompanhar se a senha foi liberada.  

Nesse outro link você pode fazer o cadastro do imóvel

A partir daí, ao fazer compras, lembre de informar o CPF para inserir na nota fiscal e depois receber um crédito de 30% do valor pago de Imposto Sobre Serviços (ISS). Ou seja: toda vez que pagar a mensalidade escolar, reparos no carro, estacionamentos ou consultas médicas, por exemplo, você gera créditos que depois viram desconto no seu IPTU. O desconto não precisa estar vinculado ao CPF.

Poupança
PoupançaFoto: Reprodução/Pixabay

Criado para conscientizar a população sobre a importância de ter reservas financeiras, o Dia da Poupança é celebrado nesta quarta-feira (31) com um grande desafio. Afinal, devido à recessão, são poucos os que ainda conseguem poupar algum dinheiro no País. Em agosto, por exemplo, só 16% dos brasileiros fizeram isso, segundo a CNDL/SPC Brasil. E a maior parte dessa pequena parcela da população colocou o dinheiro na caderneta de poupança, que já não rende mais tanto quanto antes e pode ter a rentabilidade novamente reduzida nesta quarta caso o Copom volte a cortar a taxa básica de juros (Selic).

Leia também:
Copom inicia reunião para definir taxa básica de juros
Juros do rotativo do cartão de crédito sobem para 278,7% ao ano
Depósitos na poupança superam retiradas em R$ 3,7 bi no mês de julho
Bancos e Justiça farão mutirão para destravar acordo da poupança
Apesar de fala de Bolsonaro, líderes avaliam que Previdência não avança na Câmara em 2018


Na pesquisa da CNDL/SPC Brasil, a maior parte dos não poupadores (45%) explicou que não guardou dinheiro porque não teve renda suficiente. Outros 15% reforçaram essa situação dizendo que estão desempregados. Já o restante admitiu imprevistos (15%) e descontrole financeiro (12%). “O contexto econômico afetou o orçamento. Mas, mesmo com algumas melhorias na economia, os brasileiros seguem sem poupar, porque não têm uma cultura de poupança”, avaliou o financista Arthur Lemos, dizendo que, por isso, é importante escolher bem o destino do que for poupado. “Já é tão desafiador fazer sobrar dinheiro no fim do mês que, quando sobra, deveríamos buscar o investimento que entrega o maior retorno possível”, afirmou.

Não há consenso, porém, quanto à melhor fonte de investimento. Até a poupança, que é usada pela maioria dos poupadores (59%), é alvo de discussões. É que a caderneta perde rentabilidade quando a Selic fica menor que 8,5%, como acontece hoje. Diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Oliveira explicou que, com juros acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Quando os juros estão menores, porém, essa rentabilidade reduz para o equivalente a 70% da Selic mais a TR. Atualmente, como a TR está zerada e a Selic bate 6,5%, a poupança rende 0,37% ao mês ou 4,55% ao ano.

“Já a rentabilidade do Tesouro Direto entrega, ao menos, a Selic”, afirmou Lemos, que, por isso, recomenda o investimento nesse título público. “É preciso ficar atento, porém, às taxas de administração cobradas pelos bancos. Muitas são altas para um pequeno investidor. Então, a poupança pode ser boa para pequenos investimentos”, frisou Oliveira.

Com a dúvida, os poupadores têm começado a diversificar os investimentos. O Tesouro Direto, por exemplo, nunca teve tantos investidores ativos: foram 697 mil em setembro. Outra aplicação que tem crescido é a previdência privada, porque, como explicou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, com a possibilidade da Reforma da Previdência, “a preocupação com a aposentadoria começa a entrar no radar do poupador brasileiro”. Segundo o SPC Brasil, o número de poupadores que recorre a esse instrumento subiu de 9% para 19% neste ano.

Poupadores têm diversas opções de escolha de reservas financeiras
Poupadores têm diversas opções de escolha de reservas financeirasFoto: Pixabay

Apenas dois em cada dez brasileiros pouparam algum valor da renda, pensando na aposentadoria. Os números, que correspondem a 19% de poupadores, foram apresentados pelo Indicador de Reserva Financeira da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Embora pequeno, houve um crescimento na comparação com o janeiro deste ano (9%). Já outros 45% destinam reservas para possíveis imprevistos, enquanto 28% fizeram para garantir um futuro melhor da família e 25% para o caso de ficarem desempregados. De acordo com o levantamento, o valor médio poupado foi de R$ 354.

E entre as principais formas de reserva financeira está a previdência privada, mencionada por 10% dos entrevistados, à frente de outros investimentos menos tradicionais, como Tesouro Direto (7%), CBD (5%), LCI (3%) e bolsa de valores (2%). No entanto, a velha caderneta de poupança ainda lidera o destino das reservas com folga (59%). Já 18% afirmam deixar o dinheiro em casa e outros 18% na conta corrente, enquanto 10% aplicam em fundos de investimento.

Aposentadoria
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a crise fiscal dos últimos anos e a questão previdenciária ocuparam lugar de destaque no debate político e econômico. Os números do levantamento revelam que a preocupação com a aposentadoria começa a entrar no radar do poupador brasileiro, mas a principal motivação para a formação de reserva ainda são os imprevistos.

Outra dado importante é de que a conjuntura econômica, com alto índice de desemprego e queda do poder de compra, segue prejudicando o orçamento familiar. Pelo menos quatro em cada dez pessoas (40%) que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos em setembro. Desse universo, 16% disseram destinar para uma situação inesperada e 9% para pagar dívidas. Outros 9% usaram para realizar uma compra e 7% para complementar renda.

Metodologia
O objetivo da sondagem é acompanhar mensalmente a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange doze capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais.

A amostra foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A pesquisa completa pode ser acessada no link https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos



Dívidas
DívidasFoto: Felipe Ribeiro / Arquivo Folha

Ter problemas financeiros em decorrência de dívidas em excesso, é o óbvio. Mas, além deles, as consequências emocionais e de comportamento que os devedores adquirem, também devem ser levados em conta. E não são poucos os casos de pessoas que se sentem mais ansiosos por causa dos débitos.

De acordo com levantamento feito nas capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), pelo menos seis em cada dez inadimplentes – o que equivale ao percentual de 58% - passaram a ter sintomas de ansiedade.

Outros sentimentos que a maioria dos inadimplentes passou a vivenciar em algum grau foram também a insegurança em não conseguir pagar as dívidas (59%) e o estresse (52%). Há ainda uma parcela considerável de devedores que passaram a se sentir angustiados (47%), com sentimento de culpa (46%) e desanimados (41%) após as pendências.

A pesquisa também mostra que os atrasos de pagamento afetaram a autoestima de 41% dos entrevistados e quase um terço (31%) sente-se envergonhado perante a família e amigos por estarem devendo. Além disso, a preocupação com a imagem transmitida aos outros é algo que parte dos entrevistados leva em conta: 12% citam o medo de não conseguir um emprego por estarem devendo e 5% temem ser considerados desonestos pelas demais pessoas. De modo geral, 56% dos inadimplentes demonstram um alto grau de preocupação com as dívidas em atraso que possuem.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o estado emocional do devedor interfere de forma direta na maneira com que ele lida com suas finanças. Sentimentos negativos dificultam o processo de organização das contas e é preciso que ele encontre formas de não se deixar abater pelas preocupações.

Vícios
A inadimplência também fez com que os consumidores buscassem meios de fugir de preocupações com a situação financeira. De acordo com a pesquisa, 22% das pessoas com contas atrasadas passaram a descontar a ansiedade em algum vício como cigarro, comida ou álcool e 15% passaram a gastar mais do que o costume com compras. Mesmo inadimplentes, 26% dos entrevistados admitem não terem feito ajustes no orçamento e 22% não abriram mão de compras que costumavam fazer.

O humor de boa parte dos entrevistados também foi impactado pelo endividamento, causando abalos até mesmo na vida social das pessoas. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (40%) ou mal-humorado (40%), além de ter menos vontade de sair e de se socializar com outras pessoas (32%). Outra constatação é que as pessoas podem reagir de forma oposta entre si em um momento de abalo emocional por causa das dívidas. Assim, enquanto uns sentem insônia (33%) e mais vontade de comer (26%), outros sofrem com perda de apetite (16%) e vontade de dormir fora do normal (24%).

Metodologia
A pesquisa ouviu consumidores com contas em atraso há mais de 90 dias, abrangendo ambos os gêneros de pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais. A íntegra da pesquisa pode ser acessada em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Semana Municipal do Crédito Produtivo segue até a próxima sexta-feira (26)
Semana Municipal do Crédito Produtivo segue até a próxima sexta-feira (26)Foto: Henrique Lima

Em alusão aos 19 anos da Lei da Micro e Pequena Empresa, começa nesta segunda-feira (22) e segue até a próxima sexta (26) a Semana Municipal do Crédito Produtivo realizada pela Prefeitura do Recife (PCR), em parceria com os bancos Santander e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A ideia é de que micro e pequenos empreendedores tenham a possibilidade de solicitar crédito e negociar dívidas.

A ação, gratuita, acontecerá nas unidades da Sala do Empreendedor localizadas no edifício-sede da prefeitura (Bairro do Recife), em Casa Amarela e no Compaz Ariano Suassuna (Cordeiro) – neste, o atendimento terá início a partir da terça-feira (23).

De acordo com a gerente de Captação de Empreendimentos da PCR, Márcia Melo, o intuito é facilitar o acesso dos pequenos empresários a informações sobre crédito e estimular o crescimento dos negócios de forma sustentável. Para tanto, os interessados poderão conversar diretamente com os agentes financiadores.

O crédito produtivo varia de R$ 500 a R$ 15 mil. O investimento dos valores pode ser empregado como capital de giro ou em compras de equipamentos para melhoria da estrutura de pequenos negócios. A operação financeira pode ser realizada através de grupos solidários ou de forma individual, com juros que variam de 2% a 3,2% ao mês.

Sala do Empreendedor
O espaço foi pensado para orientar as pessoas sobre temas como formalização de empresas, créditos produtivos para Microempreendedor Individual (MEI), microempresas, Empresas de Pequeno Porte (EPPs) e empreendedores informais, cursos de aperfeiçoamento, informações sobre o Programa Municipal de Compras Governamentais e concessão de alvará, licenças ambientais e sanitárias e tributações.

Os Postos de atendimento da Sala do Empreendedor estão localizados no andar térreo do edifício-sede da Prefeitura (Centro Público de Casa Amarela – Av. Norte, 5600), Compaz Governador Eduardo Campos (Av. Aníbal Benévolo, s/n, Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife) e Compaz Escritor Ariano Suassuna (Av. General San Martin, s/n, esquina com a Abdias de Carvalho, Zona Oeste do Recife).

Serviço:
Semana Municipal do Crédito Produtivo
De segunda-feira (22) a sexta-feira (26)
 

Os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%)
Os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%)Foto: Agência Brasil

Em comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas a prazo nas duas semanas anteriores ao Dia das Crianças cresceram 7,71%, de acordo com dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A alta de 2017 sucede um crescimento de 8,25% observado no mesmo período e já entre 2015 e 2016, as vendas haviam caído -3,59% e -12,20%, respectivamente.

Apesar das vendas para o Dia das Crianças acumularem dois anos seguidos de alta, o movimento nas lojas ainda não recuperou as perdas aprofundadas no período da recessão econômica. Mesmo com a alta de 7,71% em 2018, as vendas a prazo amargam um resultado 1,30% menor do que em 2014, por exemplo.

Dia das Crianças



Para o presidente da CNDL José Cesar da Costa, o crescimento das vendas é positivo, especialmente, quando se considera que o Dia das Crianças é a última data comemorativa antes do período natalino. Ainda de acordo com ele, o balanço é positivo para o varejo, que já começa a sentir um pequeno reaquecimento das vendas, depois de enfrentar um cenário econômico desfavorável nos últimos anos.

Na data comemorada este ano, de acordo com o SPC Brasil e CNDL, os presentes mais procurados foram roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%), com um gasto médio de R$ 187.

Metodologia
O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 28 de setembro e 11 de outubro deste ano.

 

O desperdício é um dos atos não-sustentáveis praticados pelo consumidor brasileiro
O desperdício é um dos atos não-sustentáveis praticados pelo consumidor brasileiroFoto: Divulgação/Senado Federal

O consumo consciente ainda não é uma realidade concreta para mais da metade do consumidor brasileiro, embora as pessoas reconheçam a importância de atitudes sustentáveis, poucos vêm adotando práticas mais responsáveis no dia a dia. Foi o que constatou uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizada em todas as capitais do país.

De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros se encaixam no grupo de ‘consumidores em transição’, ou seja, com hábitos de consumo consciente ainda aquém do desejado. Os pouco ou nada conscientes somam 14% de entrevistados, ao passo que apenas 31% podem ser considerados ‘consumidores conscientes’.

Os dados fazem parte do Indicador de Consumo Consciente (ICC), que em 2018 atingiu 73%, mantendo-se estável em relação ao ano passado (72%). O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente. Para chegar-se ao resultado são aplicadas perguntas relativas aos hábitos, atitudes e comportamentos da rotina dos brasileiros, considerando os aspectos financeiros, ambientais e sociais.

O estudo indica que embora as pessoas enxerguem o consumo consciente como fator que pode fazer diferença na qualidade de vida, essa preocupação nem sempre se traduz em ações concretas. Prova desse contrassenso é que se por um lado os entrevistados demonstram não praticar com muita frequência atitudes sustentáveis, por outro quase a totalidade (98%) considera importante ou muito importante ter uma vida com hábitos de consumo mais consciente — seja pela economia de recursos de água e energia, reduzindo as compras ou pelo reaproveitamento das coisas.

O aspecto financeiro é o que mais influencia as práticas de consumo consciente entre as pessoas. Sair comprando de forma inconsequente tem diversas implicações negativas e a mais percebida pelo consumidor é aquela que impacta sua vida de forma imediata, ou seja, quando pesa no bolso.

Práticas conscientes
O levantamento aponta que dentre as várias práticas que já fazem parte da rotina dos brasileiros, destacam-se: sempre pesquisar preço, que resulta na compra dos itens mais baratos (92%), avaliar previamente o orçamento para saber se é possível levar ou não um determinado produto (91%) e optar por não adquirir algo novo quando o bem ainda pode ser usado ou até mesmo consertado (90%).

Além disso, 88% dos entrevistados disseram ter o costume de fazer na própria casa alguns serviços que poderiam ser contratados fora para economizar, como manicure, pet shop, cinema e lanches. Outros 87% garantem que sempre planejam as compras do dia a dia, como supermercados, feiras e pequenas aquisições.

A pesquisa também indica que há um esforço por parte dos consumidores em controlar o orçamento e economizar ao máximo. Enquanto 78% sempre pedem descontos em suas compras, 77% não recorrem ao cheque especial ou ao limite do cartão de crédito para conseguir fechar as contas do mês. Para 75%, uma forma de economizar é consumir somente frutas e verduras da época, por serem mais baratas. Outros 72% evitam fazer compras parceladas para não comprometer o seu rendimento mensal.

Daqui a alguns anos...
Uma boa notícia refere-se à adoção de hábitos sustentáveis do ponto de vista ambiental, que já estão incorporados à rotina dos brasileiros, segundo revela a pesquisa. Ao considerar o consumo racional de água, a atitude mais adotada pelos entrevistados (92%) é fechar a torneira enquanto se escova os dentes.

Em seguida, aparecem os que afirmam controlar todo mês o valor da conta de água (86%), ensaboar a louça com a torneira da pia fechada (85%), não considerar um exagero a crença de que um dia a água irá acabar (85%) e não lavar a casa ou a calçada com mangueira (83%).

Quanto ao uso racional de energia elétrica, que tem grande impacto social e ambiental, há também uma conscientização crescente dos brasileiros. Apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados é a principal prática (95%) mencionada. O segundo hábito mais comum de economia está ligado ao controle do valor da conta de luz (90%) e o terceiro é passar roupas apenas quando existe um volume grande de peças (82%).

Há ainda 76% de consumidores que têm a preocupação em verificar a quantidade de energia que determinado eletrodoméstico gasta antes de comprá-lo e 73% que dão preferência à utilização de lâmpadas de LED na residência.

Entre as ações de preservação do meio ambiente, as mais comuns citadas na pesquisa são doar ou trocar um produto antes de jogá-lo fora (86%) e evitar imprimir papéis para reduzir gastos e prejuízos ao planeta (79%). Em contrapartida, há um sinal de alerta: mais da metade só acha importante praticar o consumo consciente daqui a alguns anos, quando problemas mais graves atingirem o meio ambiente (55%).

Metodologia
Foram entrevistados 824 consumidores entre os meses de maio e junho, nas 27 capitais brasileiras. A pesquisa pode ser acessada na íntegra no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas


comece o dia bem informado: