Indicador mostra que empresários têm visão mais negativa sobre a economia do país do que do próprio negócio
Indicador mostra que empresários têm visão mais negativa sobre a economia do país do que do próprio negócioFoto: Arquivo

Micros e pequenos empresários se mantêm confiantes, mesmo com o quadro de eleições no Brasil. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o índice registrou 51,0 pontos em setembro - em agosto o índice foi de 51,1 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que o resultado observado está muito próximo da marca que separa o ambiente de otimismo e pessimismo dos empresários.

Indicador de confiança do MPE


A avaliação do atual desempenho da economia tem puxado o indicador para baixo, em contraste com as perspectivas para o futuro da própria empresa e da economia, que apresenta pontuações melhores. Já o Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção dos últimos meses, ficou em 39,8 pontos e o Indicador de Expectativas, que projeta um horizonte futuro de seis meses, marcou 59,4 pontos.

De acordo com o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados mostram que a maioria dos empresários de menor porte está otimista com o futuro, mas ainda em compasso de espera.

Micro e pequenos empresários avaliam que economia piorou, embora percepção sobre desempenho dos negócios seja menos negativa. Mais da metade (53%) dos micro e pequenos empresários consideram que a economia piorou nos últimos seis meses e apenas 17% dos entrevistados notaram uma melhora no período.

Por outro lado, quando analisado o desempenho do próprio negócio, a percepção é um pouco melhor, já que 24% notaram avanços na sua empresa,enquanto 36% observaram uma piora. E dentre os que perceberam uma piora em seus negócios, a queda das vendas desponta como principal razão, mencionada por 77% dos entrevistados.

Já outros 30% destacaram aumento nos preços de matéria prima e produtos, enquanto 10% ainda sentem consequências da inadimplência de seus clientes. Para os que notaram melhora na performance do próprio negócio, mais de metade (61%) disse ter vendido mais no período e 23% atribuem a uma melhora da gestão da empresa.

E se o último semestre frustrou a maioria dos micro e pequenos empresários, o indicador mostra que as expectativas para os próximos meses são de otimismo. Em termos percentuais, mais da metade (57%) disse estar confiante no futuro do próprio negócio, ante 11% que demonstrou pessimismo.

Entre os que demonstram confiança, a maior parte (29%) novamente afirma fazer uma boa gestão da empresa. Além desses, 27% alegam não saber ao certo a razão de estarem otimistas, apesar de acreditarem que coisas boas irão acontecer.

Pensando na economia, os resultados são um pouco piores, mas ainda há um clima de otimismo: 36% estão confiantes, mas quase a metade (47%) também não sabe justificar os motivos. Além disto, 21% apostam no amplo mercado consumidor e 21% esperam um cenário político mais favorável.

Embora a maioria relativa dos entrevistados tenha boas expectativas com relação ao futuro do próprio economia, há os que se consideram pessimistas (24%), principalmente em razão das incertezas políticas (65,6%).

Ainda de acordo com o levantamento, 39% consideram ter tido um bom desempenho de vendas. Para 41%, o resultado foi regular e 18% avaliam como ruim ou péssimo. Em relação às perspectivas para os próximos seis meses, a maior parte acredita que o faturamento irá crescer (46%) e apenas 4% apostam em queda na receita. Já 42% esperam um faturamento igual.

Para o presidente do SPC Brasil, o segundo semestre tem datas comemorativas importantes para o varejo que devem aquecer as vendas. É natural perceber esse otimismo com relação ao faturamento.

Entre os que têm expectativa de crescimento no faturamento, 32% atribuem essa performance a novas estratégias de vendas. Outros 31% não possuem uma razão concreta, 24% apostam na diversificação do portfólio de produtos para ampliar a receita e 19% pretendem investir na melhoria da gestão.

Metodologia

O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”.Os dados podem ser acessados, na íntegra, através do endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

 


Dia das Crianças deve movimentar R$ 9,4 bilhões no varejo, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil
Dia das Crianças deve movimentar R$ 9,4 bilhões no varejo, aponta pesquisa CNDL/SPC BrasilFoto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco

Mais da metade dos brasileiros deve ir às compras no Dia das Crianças – comemorado no próximo dia 12 de outubro. Dados de uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontam que pelo menos 72% dos consumidores vão comprar presentes, um aumento que traz a expectativa de que o varejo movimente uma média de R$ 9,4 bilhões. Em 2017 o percentual de pessoas que compraram presentes foi de 67%..

Ainda de acordo com o levantamento, 39% das pessoas presentearão filhos, sobrinhos, netos ou afilhados, mas pretendem gastar o mesmo valor que o ano passado, enquanto 24% planejam comprar menos. No total, cada consumidor deve desembolsar, em média, R$ 187 com presentes.

O Dia das Crianças representa a última festa comemorativa antes do Natal e dará sinais de como será o desempenho das vendas no final do ano. As intenções de compra da data servirão de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal, principalmente em um momento que o poder de compra das famílias continua sendo afetado pelas dificuldades econômicas, de acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Orçamento apertado
Os impactos da crise ainda estão presentes no dia a dia das pessoas e contribuem para que boa parte gaste menos nas datas comemorativas. A principal razão para que haja um freio no consumo daqueles que pretendem gastar menos este ano deve-se ao orçamento apertado, pelo menos é o que pensa 34% dos entrevistados. Enquanto 24% desejam economizar, 18% estão desempregados e por essa razão se veem impossibilitados de comprar e 9% têm outras prioridades de aquisição, como carro e casa. Há ainda os que precisam pagar dívidas em atraso (8%).

Apesar da cautela, a pesquisa mostra que 30% pretende comprar dois presentes e 25% apenas um. E 66% espera pagar os produtos à vista e o dinheiro será a opção de 51% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece o cartão de crédito parcelado (34%) e em terceiro, o cartão de débito (28%). Entre os que planejam parcelar as compras, a média de prestações é de quatro parcelas.

os shopping centers são o lugar preferido de 42% dos consumidores para fazer suas compras, embora 35% optem pela internet, provavelmente motivados pela comodidade e praticidade de encontrar seus presentes. Já 28% mencionaram que buscarão o tradicional comércio de rua.

Inadimplência
O estudo aponta ainda que oito em cada dez consumidores – o que representa 80% - pretendem pesquisar preços antes de comprar, principalmente as mulheres (84%) e as classes C e D (82%). Entre os que adotam a prática da comparação pela internet, o índice é de 77%, com o Google sendo o meio de pesquisa mais utilizado como site de busca (66%). Também há os que recorrem aos portais e aplicativos de comparação de preços (51%) e os sites de ofertas (48%). Muitos entrevistados disseram ter o hábito de pesquisar preços também em lojas de rua (46%), principalmente as mulheres (51%).

Presentes
No ranking dos itens que devem ser mais comprados aparecem as roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%). Em tempos de dificuldades, uma opção que atrai muitos consumidores é dividir o valor dos presentes com outras pessoas como forma de economizar. Cerca de 15% afirmaram que pretendem dividir o valor das compras, sendo que 50% vão fazê-lo com o cônjuge, enquanto 24% com o pai ou mãe da criança e 21% com outros familiares.

Para 32%, a divisão do preço do presente será usada como estratégia de redução dos gastos. Mas parcela significativa dos consumidores também respondeu que vai dividir a compra por estar com o orçamento apertado (26%) ou por estar desempregado (22%). Já um em cada oito entrevistados respondeu que espera pagar os presentes sozinhos (80%), sobretudo os homens (86%).

Em relação ao protagonismo dos pequenos no momento da escolha dos presentes e a influência do círculo de convívio e dos meios de comunicação nos hábitos de consumo das crianças, o estudo indica que para 37% dos entrevistados existe pressão da criança para comprar o que ela deseja. Por outro lado, 62% das crianças não fazem qualquer tipo de pressão para ganharem o presente almejado.

Metodologia
A pesquisa foi realizada com 819 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de compras no Dia das Crianças. Em um segundo levantamento, 600 casos mostrou o público interessado em comprar presentes na mesma data. Veja a pesquisa na íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Na hora de investir, gerentes de bancos e internet são os meios mais procurados por investidores
Na hora de investir, gerentes de bancos e internet são os meios mais procurados por investidoresFoto: Reprodução

Na hora de escolher como e onde investir, o tradicional gerente de banco e a internet figuram como as fontes de informação mais confiáveis para a maioria dos investidores brasileiros. A afirmação veio de uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizada em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que mostrou um percentual de 53% dos brasileiros que procuram informações para investir buscando orientações com o gerente do banco em que são correntistas e 47% consultam a internet.

E para as pessoas acima de 55 anos, o percentual aumenta para 74% de preferência em buscar os gerentes, já 63% dos investidores mais jovens optam pelo universo virtual. Amigos e parentes (38%), consultores especializados (28%), departamento de orientação dos bancos (27%) e programas de TV (13%) são as demais fontes buscadas por quem deseja investir..

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o investidor deve diversificar as fontes de informações e não depender exclusivamente do gerente do banco para assumir escolhas financeiras. Ainda de acordo com ela, investir envolve planejamento e conhecimento para discernir e fazer boas escolhas, sendo o ideal a busca pelo maior número de referências e reflexão sobre elas..

A pesquisa também apontou que há os que não buscam orientação. Cerca de 70% acabam escolhendo as modalidades de investimento mais conhecidas, 19% tomam decisões sozinhos e 10% delegam a função para terceiros.

E na hora de escolher o tipo de investimento, 55% dos brasileiros que investem priorizam aplicações consideradas fáceis de resgatar. Outras características valorizadas pelos entrevistados são baixo risco (52%), facilidade de compreensão (51%) e não exigir tanta burocracia na hora de aplicar (50%). Outras necessidades são poder iniciar o investimento com um aporte inicial baixo (38%), previsibilidade de retorno (38%) e custos ou taxas (37%).

A pesquisa ainda mostra que, dentre os brasileiros que possuem reserva financeira, 81% aplicam o dinheiro em alguma modalidade de investimento, com predomínio das aplicações tradicionais e conservadoras como a caderneta de poupança (69%), principalmente. Outras modalidades que completam o ranking são previdência privada (12%), fundos de investimentos (12%), tesouro direto (9%), CDBs (9%) e ações em bolsa (5%).

No geral, 60% dos investidores investem sempre no mesmo tipo de aplicaçãoe 24% costumam copiar investimentos que as outras pessoas fazem, sem verificar se é o mais indicador para sua situação. As aplicações mais rejeitadas e que os entrevistados jamais investiriam são criptomoedas (33%) e debêntures (28%).

Metodologia
A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e abrange doze capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém.

Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais, com pessoas de idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. Acompanhe a pesquisa complea no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Sudeste continua puxando alta, com aumento de 16,31% no número de companhias devedoras
Sudeste continua puxando alta, com aumento de 16,31% no número de companhias devedorasFoto: Pedro revillion/fotos públicas

O volume de empresas com contas em atraso e incluídas nos cadastros de inadimplentes continua crescendo a taxas elevadas. Em agosto de 2018 foi registrado um aumento de 9%, ante o mesmo período do ano passado. A alta foi puxada mais uma vez pela Região Sudeste, que subiu 16,31% no número de empresas devedoras. Com exceção da Região Norte, que teve um avanço na quantidade de devedores (1,9%), as demais também apresentaram aceleração: 4,4% no Sul, 3,2% no Centro-Oeste e 3,1% no Nordeste.

Os dados são do Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Com relação ao número de pendências devidas pelas empresas, o crescimento foi de 7,4%. Ao avaliar as dívidas por setor credor, serviços apresentou maior alta: um crescimento de 9,7% na comparação com o ano passado. Em seguida aparece a indústria (5,8%) e o comércio (1,8%). Já o ramo da agricultura foi o único a ter queda na inadimplência (-1,7%).

Sudeste continua puxando alta, com aumento de 16,31% no número de companhias devedoras


Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, os dados ainda são reflexo das dificuldades econômicas presentes no cenário brasileiro. Segundo ele, apesar da economia dar sinais de recuperação e a inflação ter recuado, há uma considerável distância entre os níveis atuais de atividade e os que antecedem a crise.

Recuperação de Crédito
Outro indicador mensurado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o de Recuperação de Crédito, que avalia o processo de quitação das dívidas em atraso. O índice vem acelerando desde junho, e em agosto, a variação acumulada dos 12 meses foi de 2,6% — maior alta desde dezembro de 2015.

A análise da recuperação de crédito por setor devedor revela que, do total de empresas que saíram do cadastro de devedores mediante pagamento, a maior parte (45%) atua no setor de comércio. Além dessas empresas, 41% atuam no setor de serviços e 9% na indústria.

Metodologia
O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Os material pode ser acessado por meio do endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Cerca de 5% dos consumidores do país conseguiram quitar as dívidas
Cerca de 5% dos consumidores do país conseguiram quitar as dívidasFoto: Felipe Ribeiro/arquivo folha

Apesar do percentual médio de 5% dos consumidores do país que conseguiram quitar dívidas em atraso - e o número é considerado expressivo, já que é a maior alta desde setembro de 2015 -  41% da população adulta do país, entre agosto e julho, ainda está inadimplente. Os dados foram apontados pelo Indicador de Recuperação de Crédito mensurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

Os números são obtidos a partir das exclusões de registros de inadimplência mediante pagamento integral da dívida ou renegociação do débito. A abertura do indicador mostra que o volume de quitação de dívidas foi mais expressivo na região Centro-oeste, que cresceu 12,39%, seguida do Sudeste (8,31%) e do Nordeste (7,09%). Já nas regiões Norte (-10,38%) e Sul (-3,10%) houve queda na quantidade de inadimplentes que regularizaram sua situação financeira.

Do total de inadimplentes que quitaram suas pendências em agosto, a maior parte (44%) tem entre 30 e 49 anos. A segunda faixa que mais recuperou crédito é a dos que têm mais de 65 anos (13%), seguido dos devedores com idade entre 18 e 29 anos (12%). Já a abertura por gênero mostra uma leve predominância de mulheres entre os devedores que mais colocaram suas contas em dia, com 52% de participação contra 48% dos homens.

Entre todas as dívidas que foram pagas em agosto, 55% são com instituições bancárias, como faturas de cartões de crédito, cheque especial, financiamentos, empréstimos e seguros. O segundo tipo de dívida em atraso que mais foi colocada em dia é com companhias de serviços básicos, como água e luz, que representam 26% do total de pendências quitadas. Em terceiro lugar aparecem as dívidas regularizadas no crediário ou boleto no comércio, com 10%. Já as pendências com empresas de telecomunicação, como contas de telefonia, TV por assinatura e internet, representaram um total de 3% em fevereiro. 

O dados completos levantados pela CNDL e SPC Brasil podem ser acessados no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

A seguir, veja quais são os seis passos que podem auxiliar na regularização de uma dívida

- Identificar o tamanho da dívida: consumidor deve calcular exatamente o quanto deve. Se não souber ao certo, o recomendável é procurar os credores para descobrir;

- Analisar o quanto pode pagar por mês: saber o quanto possui para negociar é fundamental ao discutir a dívida com o credor. Se o valor não for suficiente, vender algum bem ou procurar renda extra por meio de ‘bicos’ pode ser uma alternativa;

- Aprender a priorizar a dívida: as dívidas que possuem maiores taxa de juros deve e que implicam corte de serviços em caso de não pagamento devem ser priorizadas;

- Negociar o valor da dívida de forma realista: assim como consumidor tem interesse em regularizar sua situação, o credor também quer reaver uma pendência. Por isso, vale a pena tentar negociar. Mas o consumidor só deve propor um acordo que ele consiga cumprir;

- Trocar uma dívida cara por outra mais barata: se não houver dinheiro para quitação integral da dívida, o consumidor deve propor uma mudança no tipo de financiamento, procurando alternativas mais baratas. Um bom exemplo é trocar a dívida do cartão de crédito por um crédito consignado, que cobra juros mais baratos;

- Fazer portabilidade de crédito: também é possível encontrar um banco que aceite financiar a dívida em condições melhores que o atual banco, reduzindo o custo dos juros.

Consumidores estão pessimistas com o futuro da economia, pós-eleições
Consumidores estão pessimistas com o futuro da economia, pós-eleiçõesFoto: Pixabay

Os consumidores brasileiros estão divididos em relação ao futuro da economia após as eleições de outubro, que vai eleger o presidente que assumirá o comando do país até 2022. De acordo com pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) nas 27 capitais, 34% das pessoas acreditam que a situação ficará mais favorável e 33% acha que tudo vai permanecer como está e há, ainda, 17% que acredita em uma piora do quadro. O levantamento demonstra que boa parte da percepção negativa sobre as eleições decorre da constatação de que o país ainda sofre consequências da crise.

Pelo menos seis em cada dez (63%) brasileiros avaliam que a situação econômica do país está pior do que há um ano, enquanto 24% consideram que a situação é a mesma e somente 13% acham que ela está melhor. Para os brasileiros, mesmo com o fim da recessão, a maior parte dos impactos da crise ainda persistem, como desemprego elevado (90%), aumento de impostos (89%), endividamento das famílias (88%) e inadimplência crescente (86%).

A respeito do próximo governo, 44% das pessoas ouvidas acreditam que haverá aumento dos preços, o mesmo percentual para aumento do dólar e 42% para a elevação dos juros. Já sobre os rumos do desemprego, as opiniões se dividem: 33% acham que haverá mais cortes de vagas, enquanto 32% acreditam em criação de novos postos de trabalho. Para 28%, a situação permanecerá a mesma.

Diante da expectativa de um cenário macroeconômico mais difícil, 45% dos que estão pessimistas acreditam que terão de economizar mais e manter a disciplina nos gastos depois das eleições e 43% disseram que será mais complicado manter as contas em dia em 2019.

Eleições
A pesquisa também apontou que mais da metade (53%) dos consumidores está com uma percepção negativa sobre as eleições presidenciais – o percentual sobe para 59% entre a parcela feminina de entrevistados. Somente 18% das pessoas ouvidas reconhecem estar confiantes com a eleição, enquanto 26% estão neutros.

Para os pessimistas com o processo eleitoral, a maior parte (34%) afirma não ter boas opções de candidatos à disposição. De forma semelhante, 30% não confiam nos nomes que disputam o Planalto, ao passo que 28% não acreditam que o novo presidente será capaz de promover mudanças positivas para a população na economia. Há ainda 27% de pessoas que estão desacreditadas com a possibilidade de renovação na política.

Considerando apenas a opinião dos brasileiros otimistas com as eleições, 39% acham que o novo governo terá mais estabilidade política para aprovar matérias de interesse para o país e 35% depositam esperança no fato de a sociedade estar mais vigilante com os políticos. Outros 18% de entrevistados esperam uma melhora porque haverá mudanças com relação às políticas adotadas pelo atual governo.

Mudanças
Quase 70% dos entrevistados esperam grandes mudanças com o presidente eleito. E de acordo com a opinião da maioria das pessoas, o combate à corrupção, o desemprego e a criminalidade devem ser prioridades no próximo governo. De modo geral 69% espera que o presidente eleito faça grandes mudanças em relação ao que vem sendo feito. Outros 26% argumentam em favor de mudanças pontuais, desde que sejam mantidos determinados programas e reformas já colocados em práticas e somente 5% desejam a continuidade das políticas do atual governo.

Outros assuntos considerados relevantes para a nova gestão são a necessidade de ajuste fiscal (23%) e o corte de impostos (22%). Dentre as diretrizes que vão nortear o novo governo, 61% discordam da avaliação de que o presidente deve intervir menos na economia. Dessa forma, 88% pensam que o vencedor deve fortalecer a produção nacional e 73% concordam que a prioridade deve ser a distribuição de renda. Outros temas que recebem destaque são o estímulo ao comércio internacional (70%) e a garantia de direitos às minorias (67%).

Metodologia
A pesquisa ouviu 800 brasileiros de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. A pesquisa completa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Endividamento de famílias fica estável de agosto para setembro
Endividamento de famílias fica estável de agosto para setembroFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

O consumidor voltou a ter confiança na economia. Pelo menos é o que indica pesquisa feita pelos Dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que registrou um crescimento de 3,47% no Indicador de Confiança do Consumidor (ICC). O percentual revela que houve um aumento do índice pela segunda vez consecutiva, que atingiu em agosto 42,4 pontos e em julho 41, 0 pontos. Mas apesar do pequeno avanço, por não ter superado os 50 pontos, ainda é notória a diferença entre o sentimento de confiança e o de pessimismo dos consumidores.

As incertezas do cenário eleitoral somadas à tímida recuperação da economia seguem afetando a confiança dos brasileiros, mesmo com a melhora do indicador no último mês, de acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, que também ressaltou a questão do emprego e da renda como variáveis essenciais na formação da confiança.

O ICC - composto pelos subindicadores de Percepção do Cenário Atual e o de Expectativas para o Futuro - apontou quem em agosto o Indicador de Percepção do Cenário Atual obteve a marca de 29,8 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas pontuou 55,0, mantendo-se acima dos 50 pontos desde o início da série, exceto em junho deste ano, quando chegou a 48,6 resultado da greve dos caminhoneiros.

Acompanhe o gráfico:

Gráfico ICC

Gráfico ICC - Crédito: Divulgação

Em termos percentuais, a sondagem revela que 81% dos consumidores consideram ruim o desempenho da economia no momento atual. Outros 17% acham o cenário regular e apenas 1% avaliam que o quadro é bom. A principal queixa entre os que fazem uma avaliação negativa do cenário econômico é o desemprego, mencionado por 73% desses consumidores. Em seguida, aparecem a percepção de que os preços estão elevados (58%) e as altas taxas de juros (36%).

Essa percepção negativa também impacta a própria vida financeira dos brasileiros: 41% consideram sua situação financeira ruim. Já 49% afirmam que as finanças se mantêm regular e 10% dizem que estão boas. Para os que que mencionaram enfrentar aperto, o elevado custo de vida é o principal motivo para essa percepção negativa, citado por metade desses consumidores (50%). Entre outras razões apontadas estão o desemprego (43%), a queda da renda familiar (27%), a perda de controle financeiro (10%) e os imprevistos (10%).

Já para os poucos que enxergam o momento atual de sua vida financeira como bom ou ótimo, o controle das finanças teve papel fundamental — mencionado por 65%. Também foram citados aspectos, como posse de uma reserva financeira (22%), aumento dos rendimentos (19%), aumento da renda familiar (16%) e conquista recente de um novo emprego (9%).

Pessimismo
Quando questionados sobre as perspectivas para a economia nos próximos seis meses, 35% mostraram-se pessimistas e 42% disseram não estar nem otimista nem pessimista. Apenas 18% afirmaram estar otimistas. Entre os pessimistas, 57% ressaltaram que a corrupção é o principal motivo da expectativa negativa de recuperação do cenário econômico.

O clima de otimismo é melhor ao avaliarem sobre o que esperam para o futuro da própria vida financeira. A sondagem revela que mais da metade (58%) tem boas expectativas para os próximos meses. Os pessimistas, por sua vez, somaram 8%, enquanto 29% não têm expectativas nem boas nem ruins.

A sondagem também chama a atenção para o custo de vida, apontado por 49% dos entrevistados como o principal peso sobre o orçamento familiar. O endividamento é um fator que se destaca, mencionado por 17%, seguido do desemprego e a queda dos rendimentos mensais (10%). Essa percepção sobre o custo de vida reflete, mesmo com a queda da inflação, a perda de renda real durante o período mais agudo da crise.

Já sobre evolução de preços, 92% notaram aumento das contas de luz na comparação entre agosto e julho. Para 90%, a alta foi percebida no valor dos produtos vendidos nos supermercados e 86% viram os preços dos combustíveis dispararem. Na sequência, aparecem os itens de vestuário (70%), bares e restaurantes (68%) e telefonia (65%).

Pesquisa
Foram entrevistados 800 consumidores que responderam a quatro questões principais: a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da economia; a avaliação sobre a própria vida financeira; a percepção sobre o futuro da economia e a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. O Indicador e suas aberturas mostram que há confiança quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica falta de confiança.

A análise do Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) pode ser visualizada no endereço

https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Inadimplência no Brasil cresceu pelo 11º mês consecutivo
Inadimplência no Brasil cresceu pelo 11º mês consecutivoFoto: Bruno Campos/arquivo folha

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) constatam que o número de inadimplentes no Brasil aumentou em 3,63% no último mês de agosto – percentual que confirma que o crescimento dos endividados chegou ao 11º consecutivo na comparação anual. Em número absoluto são cerca de 62,9 milhões de brasileiros que estão com restrições no Cadastro de Pessoa Física (CPF). Disso decorrem as dificuldades de crédito para, por exemplo, ter financiamentos aprovados ou realizar compras no crediário.

Contudo, se na comparação anual houve um aumento de brasileiros com contas atrasadas, na comparação mensal a inadimplência apresentou ligeira queda. Na passagem de julho para agosto, sem ajuste sazonal, diminuiu em -0,71% a quantidade de pessoas inadimplentes. É a segunda queda mensal seguida observada pelo SPC Brasil.

Na opinião do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, apesar de o pequeno recuo nos últimos 30 dias, a inadimplência segue elevada. E a reversão desse quadro passa por uma aceleração da atividade econômica, em especial, do emprego e renda, que são os fatores que mais pesam para a confiança do consumidor.

Regiões

A pesquisa por Região traz a informação de que a inadimplência avançou de forma generalizada. Mas é no Sudeste que o crescimento foi maior (10,52%) com 49% da população adulta com pendências financeiras. Já a Região Norte vem em seguida com 3,76%, Nordeste (3,22%), Sul (2,67%) e Centro-Oeste (1,87%).

Ainda de acordo com os dados, proporcionalmente, a Região que concentra o maior número de inadimplentes é o Norte: 49% da sua população adulta está com o CPF restrito, o que representa 5,9 milhões de consumidores negativados. A segunda Região mais inadimplente é o Nordeste, que tem 43% dos adultos com contas em atraso ou 17,4 milhões de consumidores com restrições ao crédito. No Centro-Oeste são 5 milhões de inadimplentes (42% da população adulta local), no Sudeste há um total de 26,1 milhões de negativados (39% dos residentes acima de 18 anos) e no Sul, aproximadamente 8,5 milhões de pessoas com pendências financeiras (37% da população adulta).

Idosos

Outro indicador revela que é entre a população mais velha que se observa o aumento mais acentuado da inadimplência. Na comparação entre agosto de 2018 com agosto de 2017 aumentou em 9,56% a quantidade de inadimplentes com idade de 65 a 84 anos. Considerando apenas os brasileiros de 50 a 64 anos, a alta foi de 6,26%, enquanto na população de 40 a 49 anos, houve um aumento de 4,77% no número de negativados. Entre os consumidores de 30 a 39 anos, a alta da inadimplência foi de 1,69% em agosto.

A inadimplência apresentou queda somente entre os mais jovens. Considerando a população de 18 a 24 anos, houve um recuo considerável de -23,20%, ao passo que entre os brasileiros de 25 a 29 anos, a queda foi de -5,63%.

Para Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, o comportamento distinto entre as faixas etárias é reflexo da entrada tardia dos jovens no mercado de trabalho e também da permanência prolongada dos idosos como força produtiva do país. Já entre os idosos, avalia ele, a renda mais curta nessa faixa etária e o aumento expressivo de gastos com saúde, por exemplo, podem desajustar o orçamento.

Em números absolutos, a maior parte dos inadimplentes está compreendida na faixa dos 30 aos 39 anos: são 17,9 milhões de pessoas nesse momento da vida que não conseguem honrar seus compromissos financeiros. Considerando a população de 40 a 49 anos, são 14,1 milhões de inadimplentes e outros 13 milhões que possuem de 50 a 64 anos. Na população idosa, que vai dos 65 aos 84 anos, são 5,4 milhões que estão com o CPF restrito. Na população mais jovem, os números também são expressivos: 7,8 milhões de inadimplentes com idade de 25 a 29 anos e 4,5 milhões com contas atrasadas que têm de 18 a 24 anos.

Pesquisa

As informações disponíveis fazem referência a capitais e interior das 27 Unidades da Federação (UF’s). A pesquisa completa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.

Pelo menos 48% dos usuários de cartão de crédito ficaram negativados por não pagarem a fatura
Pelo menos 48% dos usuários de cartão de crédito ficaram negativados por não pagarem a faturaFoto: Reprodução/Internet

Exceder o orçamento com o uso do crédito não é incomum entre os consumidores, ao contrário, é cada vez mais recorrente a inadimplência nesse tipo de compra. Pelo menos é o que aponta pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que trouxe os dados de que 58% dos consumidores que recorreram ao crediário no último ano já ficaram negativados por atrasar prestações e 48% dos usuários de cartão de crédito por não pagarem a fatura. Já o cheque especial (30%) foi a modalidade que menos deixou quem utiliza o serviço com nome sujo.

O levantamento mostra também que antes de contratar crédito, parte de seus usuários costumam analisar as tarifas e os juros praticados ao fazer um financiamento (71%) ou contrair um empréstimo (70%). Enquanto 45% ignoram as taxas do cheque especial e três entre dez (30%) reconhecem que não avaliam os encargos do cartão de crédito na hora de aceitar uma proposta.

Ao serem questionados sobre quais gastos controlam entre as modalidades utilizadas, 85% afirmam que ficam de olho no cheque pré-datado, 77% nas parcelas do  financiamento e 75% do empréstimo. Ao mesmo tempo, o crediário (31%) e o cartão de crédito (30%) são os instrumentos que têm menor atenção.

Aumento do limite

Um comportamento que pode ter sérias consequências financeiras para os consumidores é o de aceitar cartões de crédito oferecidos por bancos ou lojas sem avaliar sua real necessidade. De acordo com a pesquisa, quatro em cada dez brasileiros (41%) dizem sim a ofertas de cartões de crédito de bancos ou lojas. Ao receber contato de instituições ou empresas oferecendo cartões, 15% aceitam somente se tiver isenção de anuidade e outros 15% se de fato precisarem, enquanto 7% apenas porque gostam de ter crédito disponível e 3% acabam contratando sem sequer avaliar sua real necessidade.

Já o percentual dos que aceitam propostas de instituições para aumentar o limite de cheque especial é de 37%. Quando recebem ofertas de bancos para limite maior do cheque ou crédito extra, 19% concordam apenas se houver necessidade, 14% para ter “crédito disponível caso precisem” e 4% aceitam a proposta sem avaliar se precisam. No entanto, 32% dispensam a oferta por afirmar não existir necessidade de crédito ― especialmente os homens (36%) e consumidores com mais de 55 anos (52%).

A pesquisa mostra ainda que o cartão de crédito lidera o ranking dos instrumentos de crédito mais utilizados no último ano, com 67% das menções. Em segundo lugar surge o crediário, como carnês, boletos e cartões de loja (27%). Na sequência aparecem o limite do cheque especial (17%), o empréstimo consignado em bancos (14%) e o empréstimo pessoal em bancos (12%).

Pesquisa

A pesquisa ouviu 910 consumidores em todas as regiões brasileiras, entre homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e de todas as classes sociais. A pesquisa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

Livros usados são alguns dos itens preferidos pelo consumidor que quer economizar
Livros usados são alguns dos itens preferidos pelo consumidor que quer economizarFoto: Flickr

Adquirir produtos usados ou como são mais conhecidos, os de ‘segunda mão’, é uma boa alternativa para quem quer economizar na hora das compras. E não são poucas as pessoas que utilizam esse meio para poupar o bolso. Pelo menos é o que aponta pesquisa realizada com consumidores em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) que mostra, inclusive, um ranking de quais são os objetos usados mais adquiridos ao longo dos últimos doze meses.

Encabeçando a lista estão os livros, comprados por 54% das pessoas e os automóveis e motos, obtidos por 43% dos consumidores. Seguem entre os ‘mais queridos’ os eletrônicos e os imóveis, ambos com 38% da predileção e os smartphones e eletrodomésticos empatam em 36%. A maioria dos entrevistados acredita que não é preciso comprar um produto novo para estar satisfeito com o seu uso.

A pesquisa ainda revela que há um bom número de pessoas que deseja se desfazer de objetos pessoais e ainda lucrar com isso. Os bens pessoais que os entrevistados mais colocaram à venda nesse período foram os eletrônicos (40%), smartphones (40%), automóveis (39%), móveis (36%) e eletrodomésticos (36%). Há ainda um terço (33%) de consumidores que decidiram se desfazer de roupas e acessórios.

Por outro lado, 81% dos entrevistados que compraram utensílios para cozinha ou itens de cama, mesa e banho acreditam ser mais vantajoso adquirir o produto novo diretamente na loja do que um já usado por outra pessoa. O mesmo vale para smartphones (66%), eletrodomésticos, como geladeira, fogão e TV (66%) e roupas e acessórios (65%).

Poupar

A oportunidade de diminuir gastos e poupar é um dos objetivos da maioria das pessoas que optam pela aquisição de produtos usados. Dentre os que compraram ou venderam produtos usados nos últimos 12 meses, 65% calcularam a economia proporcionada, sendo 41% no caso da compra e 24% com a venda. Entre esses, nove (92%) em cada dez consumidores acreditam que a economia de dinheiro com a compra de usados foi significativa para o bolso. Os sites ou aplicativos especializados e o contato com amigos e conhecidos se destacam entre os principais locais para compra e venda de usados.

Pesquisa 

A pesquisa ouviu 824 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais do país e acima de 18 anos. A íntegra da pesquisa pode ser acessada em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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