Planejamento é essencial para controle das finanças pessoais
Planejamento é essencial para controle das finanças pessoaisFoto: Pixabay

Pelo menos 35% dos brasileiros afirmam que a renda é insuficiente para pagar as contas em dia e 46% disseram que não falta dinheiro, mas também não sobra com a renda que possuem e apenas 13% dizem estar com as contas no azul, sobrando para as compras ou investimentos. Esses são os dados de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), na última quinta-feira (6).

O levantamento revelou também que dois em cada dez consumidores tiveram o acesso ao crédito negado nas compras a prazo no mês de julho, tendo como principais motivos a falta de comprovação de renda e recursos insuficientes.

Para o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, esses números refletem o fato de a maioria dos brasileiros viverem dentro de um padrão de vida acima daquele que o orçamento lhes permite. A orientação é que, logo que receber o salário, a pessoa já retire a quantia mensal necessária para a realização dos sonhos, colocando o montante na melhor opção de investimento de acordo com o prazo.

Muitos hábitos podem levar ao descontrole financeiro. Veja abaixo quais são eles e como fazer para evitá-los:

1 - Falta de planejamento: As pessoas não sabem para onde vai seu dinheiro, não possuem controle. As pessoas não se dão conta que o descontrole financeiro não acontece nos grandes gastos, mas sim nos pequenos. Para evitar que isso ocorra, o correto é o preenchimento de uma caderneta diária de todos os gastos, que chamamos de apontamento, e realizar uma planilha mensal por três meses, conhecendo os seus verdadeiros números.

2 - Comprar por impulso: Algumas perguntas devem ser feitas antes de fazer uma compra, como: estou comprando por necessidade real ou movido(a) por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas colocará em risco a realização dos sonhos que priorizei com a família? Também é importante pesquisar o melhor preço em pelo menos três lojas diferentes, entre físicas e virtuais, para pagar menos e conseguir descontos.

3 - Ter o hábito de parcelar: Este é um hábito cultural do brasileiro, por isso, ao agir dessa maneira, as pessoas não percebem que estão se endividando. Para piorar, muitas vezes, o consumidor se esquece de colocar esses valores no orçamento, o que pode comprometer seriamente as finanças. Caso seja fundamental parcelar, deverá constar no orçamento mensal da pessoa, que sempre que receber seus rendimentos separará parte do valor para pagar essa dívida. Também é interessante ter uma poupança paralela, para que, em caso de imprevistos, tenha como arcar com esses valores.

4 - Pagar sem questionar: Todo produto ou serviço é cobrado com larga margem de lucro, portanto é sempre válido pedir descontos, especialmente se estiver pagando à vista. Muitos têm vergonha ou receio, portanto negociar valores deve se tornar um hábito em 2018, pois é preciso aprender a valorizar o dinheiro. É importante também sempre rever os pacotes que contrata, como de TV a cabo, internet e planos de celular, pois é comum que haja itens que paga mas não utiliza. É interessante estar sempre de olho na concorrência, pois muitas vezes há pacotes mais completos e mais baratos.

5 - Abusar do crédito fácil: Buscar ferramentas de crédito fácil, como empréstimos, crediários, financiamentos, limite do cheque especial e pagar o mínimo de cartão de crédito são formas comuns de endividamento. O mercado oferece milhares de produtos de fácil acesso, contudo, os juros cobrados são abusivos e fazem com que a inadimplência se torne alta. A solução é evitar esses meios, buscando se educar financeiramente e mudando o comportamento errôneo em relação a lida com o dinheiro. No caso de cartão de crédito, o ideal é ter só um e, em caso de descontrole, até mesmo eliminar. Também é interessante não ter limite de cheque especial.

6 - Não pensar no futuro: Muitos não têm o hábito de se preparar para o futuro mas, especialmente agora com as mudanças na aposentadoria pelo INSS, é importante rever essa atitude. O primeiro passo é pensar no padrão de vida que deseja ter após se aposentar, lembrando que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente. Muitos brasileiros se aposentam e precisam continuar trabalhando ou dependem da ajuda financeira de parentes. Lembre que o quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e atingir a quantia desejada. Para descobrir o número da sua aposentadoria, preencha a planilha com a fórmula para a independência financeira.

7 - Só poupar se sobrar: Muitos brasileiros não conseguem poupar dinheiro porque deixam para fazer isso apenas se sobrar no final do mês. Portanto, em 2018, é imprescindível começar a praticar um orçamento financeiro diferente, que priorize os sonhos e não as despesas. Ao invés de fazer Ganhos (-) Gastos = Lucro/Prejuízo, faça Ganhos (-) Sonhos (-) Gastos. Dessa forma, a poupança para os sonhos será a prioridade e os gastos serão readequados, mudando o padrão de vida em beneficio da conquista dos sonhos da família. Apesar de ser muito importante, a realização dos sonhos tende a ser deixada em segundo plano; isso precisa mudar, começando pelas atitudes. Não adianta agir da mesma maneira sempre, esperando ter um ano diferente.

8 - Não sonhar: Não ter planos para o futuro e, consequentemente, poupanças para conquista-los, leva ao consumismo de forma pouco pensada. Vejo que a grande maioria abandonou o hábito de sonhar. Para sair deste problema, é recomendável fazer um exercício simples: refletir sobre o que se quer em curto prazo (nos próximos doze meses), no médio (entre um e dez anos) e no longo prazo (a partir de dez anos). Tendo isso estabelecido, deve cotar os valores e destinar parte de seu dinheiro para esse fim. Com os sonhos sempre em mente, será muito mais difícil cair nas armadilhas do consumismo e do crédito fácil.

9 - Buscar status social: Acreditar que consumir é importante para ser aceito socialmente faz com que as pessoas comprem sem ter condições. Isso porque acreditam que possuir alguma coisa é o que fará a diferença para os outros, e não o que ela realmente é. O consumo dessa maneira irá apenas suprir a dificuldade de relacionamento interpessoal. A solução para esta questão é ter objetivos claros e perceber que é muito mais importante ter conteúdo do que ter produto.

10 - Sucumbir ao marketing e à publicidade: Estar suscetível às ações de marketing e publicidade faz com que as pessoas comprem o que não precisam ou mesmo não têm condições. Isso acontece diariamente por falta de orientação. O caminho para evitar esse problema é buscar conscientização para abandonar o hábito de comprar por impulso, especialmente quando estiver com as emoções alteradas, triste, com baixa autoestima ou com bastante empolgação.

O cartão de crédito é uma das modalidades de crédito mais comuns utilizadas pelos consumidores
O cartão de crédito é uma das modalidades de crédito mais comuns utilizadas pelos consumidoresFoto: Marcos Santos/Fotos Públicas

O uso do cartão de crédito não está condicionado tão somente a compras de alto valor, mas também de despesas que incluem, por exemplo, produtos de primeira necessidade. É o que aponta levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). De acordo com os órgãos, alimentos de supermercados lideram esse tipo de compra, com 63% das menções, em seguida vêm os remédios e os combustíveis, com 45% e 37% respectivamente. Já roupas, calçados e acessórios figuram nas últimas colocações com 36%.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, como o cartão crédito é uma modalidade de crédito pré-aprovada, seu uso é um dos mais populares como forma de pagamento. “Hoje o cartão de crédito já não é uma exclusividade dos bancos. Redes varejistas e fintechs já oferecem o instrumento, tornando-o ainda mais acessível para várias camadas da população”, explica a economista.

Leia também:
Juros do cartão de crédito rotativo estão mais altos
Rotativo do cartão de crédito pagará juros regular


Dados do levantamento mostraram que em junho 40% dos brasileiros recorreram à modalidades de crédito, sendo o cartão de crédito o mais comum, citado por pelo menos 35% dos consumidores. Crediário e carnê também estão na lista, com 8% de utilização. Empréstimos têm 5%, assim como o cheque especial. Os financiamentos são os últimos com 3%. Mas há os que não se utilizaram de nenhuma modalidade de crédito no período, chegando a 60%.

Embora aliado para socorrer o consumidor que não tem condições de comprar à vista, o cartão de crédito pode trazer sérios problemas financeiros ao bolso de quem o utiliza. A CNDL e o SPC Brasil apuraram quem em junho 25% dos usuários entraram no rotativo, por não quitarem a fatura integral. Os que pagaram o valor cheio da fatura somam 72%. A média de gastos, considerando os que souberam informar o valor gasto com as compras em junho, é de R$ 1 mil.

Consumo

Apenas 13% dos brasileiros estão com contas em dia. A maioria permanece no limite do orçamento e as razões, entre outras, são preços elevados e queda da renda. O Indicador de Propensão ao Consumo investigou a vida financeira dos consumidores e confirmou que somente uma minoria se encontra em situação confortável. Em cada dez brasileiros, 80% vivem no aperto financeiro, 44% não tem sobras de dinheiro no orçamento e 36% estão com todos os compromissos financeiros quitados (36%). Os próprios consumidores reconhecem as causas dos endividamentos, direcionando-as para os preços elevados, queda na renda, desemprego e descontrole dos gastos.

O Indicador abrangeu doze capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A íntegra do Indicador pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos.

Dia dos Pais traz otimismo para o segmento de e-commerce
Dia dos Pais traz otimismo para o segmento de e-commerceFoto: Reprodução/Internet

Em meio à incerteza econômica que paira sobre o País, o Dia dos Pais chega trazendo otimismo ao setor varejista. Para o segmento de e-commerce, que faturou R$ 59,9 bi só no ano passado, a perspectiva também é positiva. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) espera que 6,82 milhões de compras sejam feitas pela internet no período que antecede a data, gerando uma movimentação de R$ 2,24 bi - estimativa 8% maior que os resultados do ano passado.

De acordo com o levantamento, as categorias que os usuários mais compram para presentear os pais são moda e acessórios, informática, celulares e eletroeletrônicos. Enquanto o acesso à internet aumenta no Brasil e o consumidor ganha mais confiança, o setor de compras online expande mesmo frente à crise. Nesse cenário, as lojas online se preparam para as vendas. Com a data, a loja Noha, especializada em calçados, prevê um aumento de 5% nas vendas. “É um momento muito bom para nosso setor. É nosso segundo Natal. Um sapato é um presente que muita gente dá para o pai. Virou até uma tradição”, contou o sócio Simmon Carrazzone.

A loja nasceu como e-commerce e só depois expandiu para os shoppings. “Foi uma forma de atingirmos mais rápido outros estados. Estamos com nosso projeto de expansão através de franquias, e muita gente conheceu a Noha comprando online e ficou interessado em ser franqueado”, afirmou.

Leia também:
Pernambucanos em peso no e-commerce nacional
Debate sobre e-commerce chega ao Interior pernambucano


Essa possibilidade de escalar um número maior de consumidores é uma das características do e-commerce, como explica o vice-presidente da ABComm, Rodrigo Bandeira. “Essa integração amplia os horizontes da loja. Dessa forma, o empresário que vende pontualmente em uma cidade, através da internet consegue atingir o país inteiro. Isso é fundamental para o aumento de vendas e visibilidade”, destacou Bandeira. “Loja física tem limitações como feriado e fim de semana, enquanto uma loja virtual está aberta 24h por dia, a todo momento”.

A pernambucana Mjölnir, loja online de roupa, também é exemplo. Apesar de sediada em Recife, a maior demanda parte de outros estados. “Para você ter ideia, 80% das vendas são de fora”, detalhou o sócio João Victor Menezes. A aposta do negócio para atrair os clientes durante as datas comemorativas são os cupons de desconto. Com o Dia dos Pais, o empreendimento espera ter um aumento de vendas em agosto 60% maior do que em julho. A crescente do e-commerce pode ser explicada pela entrada de mais pessoas no mercado, explica Ricardo Bandeira. “Além disso, as pessoas que compravam tradicionalmente pelo computador, estão partindo para compra pelo smartphone, aumentando a frequência das vendas”.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) constatou que 74% dos brasileiros usam o celular em algum momento da compra - seja para pesquisar preços ou finalizá-la. O estudo também apontou as principais motivações que levam o consumidor a comprar pela internet. O frete grátis é o fator mais citado (68%), seguido pelo tempo de entrega reduzido (42%) e pela possibilidade de comprar na loja online e trocar ou devolver na loja física (30%).

Indo às compras

A quem vai comprar o presente do pai pela internet, Rodrigo Bandeira dá a dica para o presente chegar a tempo: vale calcular o prazo de entrega. “É importante ter essa antecipação para lidar com qualquer imprevisto”. A segurança também deve ser levada em conta. “Buscar lojas confiáveis, marcas conhecidas, ou com forte presença na internet. Olhar os canais de reclamações, como o site Reclame Aqui, dá um norteamento para ver se aquela loja atende bem às demandas e como ela age quando se depara com problemas”, orientou. “E sempre pesquisar o melhor preço e buscar condições de pagamento que tenham descontos adicionais”.

Caminhão de Adimplência Quita Fácil da Caixa oferece descontos em dívidas
Caminhão de Adimplência Quita Fácil da Caixa oferece descontos em dívidasFoto: Divulgação/Agência Caixa de Notícias

Clientes pessoa física e pessoa jurídica em débito com a Caixa Econômica Federal (CEF) poderão ter descontos de até 90% em dívidas feitas há mais de 360 dias com o banco. Endividados poderão regularizar seu crédito em atraso no Caminhão da Adimplência Quita Fácil no Recife.

O mutirão estará no Parque de Exposições de Animais, na avenida Caxangá, nº 2200, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, entre a próxima quarta-feira (9) e o dia 23 de agosto. Os atendimentos serão feitos de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

Leia também:
Caixa fecha agências e vende imóveis em 2018 para perseguir lucro de R$ 9 bi
Percentual de famílias com dívidas sobe pela primeira vez no ano


Segundo a CEF, a iniciativa tem como objetivo facilitar a regularização dos atrasos com os clientes para que restabeleçam suas capacidades financeiras. Além do Caminhão da Adimplência, o banco oferece o site www.negociardividas.caixa.gov.br, o telefone gratuito 0800 726 8068 (opção 8) e as agências bancárias para a regularização. Até 31 de dezembro, os clientes podem procurar qualquer um desses meios de atendimento para negociar suas dívidas.

Mutirão para renegociação de dívidas
Mutirão para renegociação de dívidasFoto: Gustavo Glória/Folha de Pernambuco

Entre os dias 13 e 17 de agosto o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), do Centro Universitário Wyden UniFBV, promove mutirão gratuito para regularização de débitos de empresas e consumidores negativados e que desejam negociar a dívida. A iniciativa acontece das 13h30 às 17h30, no campus da instituição, e pretende aproximar a relação dos alunos de Direito que integram o NPJ com a prática da conciliação. Qualquer interessado pode participar da ação, desde que munido de documento de identificação, CPF e comprovante de residência. A expectativa é de que mais de 200 pessoas sejam atendidas.

“Serão negociadas débitos das prestadoras de serviços na área de segurança, dívidas de escolas e de condomínio. Os acordos serão homologados e encaminhados para o Judiciário. As pessoas que participarem do mutirão, vão sair com as pendências negociadas”, garante o coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas da UniFBV, Carlos Key. 

Leia também:
Celpe e bancos lideram negociações no Mutirão dos Superendividados
Percentual de famílias com dívidas sobe pela primeira vez no ano


A Câmara de Mediação e Conciliação da UniFBV é conveniada com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e firma acordos celebrados no NPJ, que são homologados por sentença judicial. O Núcleo promove em média quatro mutirões gratuitos por ano para regularização de débitos, com foco na facilitação do diálogo entre as partes e mediação das negociações.

Serviço
Mutirão do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) / Centro Universitário Wyden UniFBV
De 13 a 17 de agosto, no campus da instituição
Rua Jean Emile Favre, 422, Imbiribeira
Telefone: 4020-4900
Acesso gratuito

É hora de vender o carro?
É hora de vender o carro?Foto: Hugo Carvalho/Arte/Folha de Pernambuco

Como eu uso o carro? A resposta a essa pergunta é o fator determinante para decidir se vale a pena vender seu automóvel. A consultora Georgina Santos, da Ágilis/RH, enumera os gastos que precisam ser postos no papel na hora de tomar essa decisão.

Confira no vídeo abaixo:

Endividados devem portar documentos que comprovem os débitos
Endividados devem portar documentos que comprovem os débitosFoto: Fernando Portto/SJDH

O município de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, recebe nesta quarta (2), o primeiro Mutirão dos Superendividados deste ano do Procon-PE. Os atendimentos seguem até o próximo sábado (5), sempre das 8 às 12h, na Diocese de Palmares.

A ação irá contar com a participação de todos os bancos, através da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), além de Celpe, TIM, Claro, Vivo, NET e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), empresa que faz o abastecimento de água no local.

No mutirão, o consumidor terá a oportunidade de negociar também dívidas do IPTU com a Prefeitura de Palmares. Os advogados do Procon/PE estarão no local para mediar as negociações e garantir que o consumidor receba de fato uma proposta diferenciada e que se enquadre em sua realidade financeira.

Todas as empresas, exceto os bancos, realizarão audiências no momento do atendimento e o consumidor já sairá do local com uma proposta fechada de negociação. Para ser atendido, são necessários os seguintes documentos: original e cópia da carteira de identidade, CPF e do comprovante de residência, além de documentos que possam comprovar a reclamação, como nota fiscal, ordem de serviço, fatura, comprovante de pagamento, contrato, entre outros. Caso no documento conste o nome de outra pessoa, que não seja o titular, também é preciso apresentar uma procuração reconhecida em cartório.

Dinheiro
DinheiroFoto: Pixabay

Seis em cada 10 brasileiros (58%) admitem que nunca, ou somente às vezes, dedicam tempo a atividades de controle da vida financeira, e 17% dos consumidores, sempre ou frequentemente, precisam usar cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo pedir dinheiro emprestado para conseguir pagar as contas do mês. O percentual aumenta para 24% entre os mais jovens. Há, também, aqueles que precisam recorrer ao crédito para complementar a renda, segundo a pesquisa.

Os dados, obtidos em pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais, mostram que a organização financeira não é uma tarefa que atrai os consumidores.

Leia também:
Educação financeira é assunto de criança
Inadimplência do consumidor abre o ano com alta de 2,10%


Para o educador financeiro José Vignoli, do portal Meu Bolso Feliz, uma vida financeira saudável depende do esforço de cada consumidor em buscar informação e exercitar a disciplina para incorporá-la no seu cotidiano.

“Muitas pessoas poderiam, facilmente, ter acesso às informações necessárias para ter um orçamento mais equilibrado, mas não parecem conseguir. Elas pensam que dá trabalho, ou que é muito difícil manter o controle sobre as despesas, e se esquecem de que trabalhoso mesmo é encarar o endividamento e a restrição ao crédito. Lidar com o dinheiro exige disciplina e comprometimento para viver dentro da sua realidade financeira e não tomar decisões equivocadas”, afirmou Vignoli.

O mestrando Murilo Gouveia disse que espera mudar seus hábitos financeiros em breve. “Eu já fiz planilhas anos atrás, mas hoje não faço mais porque os gastos variam, e ganho muito mal, mas agora vou trocar de emprego e quero me organizar.”

Equilíbrio
Uma prova de que a vida financeira equilibrada traz mais satisfação e tranquilidade é que 56% dos consumidores ouvidos na pesquisa disseram que se sentem melhor quando planejam as despesas para os próximos seis meses. O problema, novamente, é que nem sempre isso acontece na prática, porque 48% deles nunca ou somente às vezes fazem um planejamento cuidadoso dos passos a seguir para ficar dentro do orçamento nos meses seguintes. O problema surge com mais força entre os consumidores de baixa renda (classes C, D e E), com 51% de citações na pesquisa.

A executiva de vendas Marta Ferreira afirmou que já perdeu o controle das contas e que hoje tenta ser mais organizada. “Dedico meu tempo sempre para fazer minhas contas quando recebo, uso uma caderneta e faço minhas anotações. Antes, confesso que não fazia, mas depois que fui perdendo o controle do que pagava resolvi anotar meus gastos.”

Planejar-se para realizar um sonho de consumo também não é um hábito comum para a maioria dos consumidores. Os que estabelecem metas e as seguem à risca, quando querem adquirir um bem de mais alto valor, como uma casa, um automóvel ou realizar uma viagem, por exemplo, somam 48% da amostra.

Nesse caso, o comportamento é mais frequente entre as pessoas das classes A e B, com 59% de menções. Os que nunca ou somente às vezes fazem esse tipo de esforço somam outros 48% dos entrevistados. Há ainda 38% que nem sempre têm planos.

A contabilista Iana Leite, que se definiu como "bem controlada nas finanças", só neste ano começou a juntar dinheiro para investir em um imóvel. “Este ano comecei a transferir todo mês um dinheiro fixo para uma poupança. Assim que tiver um valor, vou comprar um apartamento ou uma casa.”

Matemática

Os consumidores ouvidos no levantamento afirmaram que ter algum tipo de familiaridade com matemática e conhecimento sobre números torna mais fácil exercer controle sobre a vida financeira. Em cada 10 brasileiros, seis (61%) consideram que informações numéricas são úteis na vida financeira diária e 62% dizem que aprender a interpretar números é importante para tomar boas decisões financeiras. Porém, nem sempre essas pessoas procuram, de fato, informar-se a respeito desses temas.

A pesquisa detectou que 19% dos entrevistados não costumam prestar atenção em assuntos que envolvem números, percentual que aumenta para 24% entre os homens e 27% entre os mais jovens. Há ainda 39% que nunca ou somente às vezes calculam o quanto pagam de juros ao parcelar uma compra e 53% que fazem esse cálculo com frequência. Quando parcelam alguma compra, um terço (33%) dos entrevistados nem sempre sabem se já têm outras prestações para pagar.

“O conhecimento sobre juros é essencial para as finanças de quem parcela compras ou contrata algum financiamento. Os juros encarecem o valor total a ser pago pelo consumidor, principalmente em casos de atrasos, e se não são bem analisados e pesquisados em várias instituições, podem comprometer a organização do consumidor”, ressaltou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A busca de informações com especialistas também não é hábito de boa parte dos brasileiros. Apenas três em cada 10 (31%) disseram que sempre, ou frequentemente, procuram dicas de especialistas sobre gestão financeira. Além disso, somente 17% costumam participar de cursos, palestras e seminários para aprender a administrar o próprio orçamento; e 49% nunca participam dessas atividades, ao passo que 25% dizem que, às vezes, procuram esse tipo de informação.

“Hoje com a facilidade de acesso à internet, esse número poderia ser muito maior. Há uma grande oferta de conteúdo de qualidade, e gratuito em portais, vídeos e até mesmo nas redes sociais, que tratam da relação com o dinheiro de forma leve, descomplicada e aplicada às situações comuns do dia a dia”, destacou Vignoli.

Mesmo com as novas tecnologias, a professora Aline Ferraz controla as contas no papel mesmo. “Eu dedico um tempo para me organizar e uso agenda. Sou meio antiquada, anoto o que eu gasto e confronto para saber o que sobra.”

Já a empregada doméstica Eliane Neres disse que faz um controle mental das despesas e depois anota tudo. “Quando recebo o salário, anoto tudo o que já foi pago no lápis, e também não gasto mais do que ganho.”

Consumo por impulso
Parte expressiva dos entrevistados revelou que compra por impulso e toma atitudes de consumo desregradas. Quando estão fazendo compras, um terço (33%) dos brasileiros nunca, ou apenas às vezes, avalia se realmente precisa do produto, para não se arrepender depois. Além disso, 45% nunca, ou somente às vezes, conseguem resistir às promoções e comprar apenas aquilo que está planejado.

A analista de qualidade Mayara Ruda Silveira disse que é bem controlada e raramente cede às tentações. “Adoro fazer planilhas. Geralmente eu planejo os gastos antes, sou bem controlada. Uma coisa ou outra acabo comprando por impulso.”

A pesquisa mostra também que os consumidores adotam posturas desaconselháveis do ponto de vista financeiro. Por exemplo, 19% dos entrevistados consideram mais importante gastar dinheiro hoje do que guardar para o futuro, embora 77% reconheçam que, às vezes, ou nunca, se comportam assim.

Sobre pensar no futuro, a pesquisa detectou que muitos não se sentem preparados para investir. Somente 38% disseram que confiam na própria capacidade de identificar bons investimentos e 22% que desconhecem os tipos de aplicações com melhor taxa de retorno. Apenas metade (51%) da amostra sabe sempre, ou com frequência, o quanto precisa guardar todos os meses.

“Certas modalidades podem render muito mais, mas também estão sujeitas a variações e perdas mais significativas. Adequar o tipo de investimento à personalidade e à situação financeira de quem vai investir é essencial. Perfis mais avessos ao risco pedem modalidades mais conservadoras, enquanto consumidores mais ousados podem optar por investimentos mais voláteis e com maior possibilidade de retorno”, explicou a economista Marcela Kawauti.

Planejamento das contas
Planejamento das contasFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Além de vir acompanhado com os gastos acumulados do fim de ano, janeiro é o mês que dá largada para as compras dos materiais escolares. Seja nas lojas físicas ou até mesmo pela internet, os preços de materiais podem variar bastante. Por isso, é importante planejar as compras para economizar sem ter que abrir mão da qualidade nos estudos e sem ultrapassar o limite do orçamento financeiro.

Leia também
Procon identifica diferença nos preços do material escolar no Recife
Ipem-PE apreende 4 mil itens de material escolar irregulares na RMR
Preço do material escolar pode variar


O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta que os consumidores precisam, antes de tudo, “pesquisar os preços e, principalmente, negociar os valores das compras”.

Reinaldo explica que, para ter sucesso na economia familiar, é necessário “realizar um diagnóstico da vida financeira da família, para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar”.

Confira algumas orientações elaboradas pelo presidente da Abefin para equilibrar a economia com a qualidade nos estudos:

1. Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos;

2. Antes ir às compras, a família pode analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo;

3. No caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível, se estiverem em boas condições de uso;

4. Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas;

5. A partir daí, é preciso fazer muitas pesquisas e traçar um orçamento para ter noção do gasto total;

6. Não é preciso necessariamente comprar todos os itens na mesma loja, mas se for fazer é válido pedir descontos;

7. No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado;

8. O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2017 por vários meses.

Frustrada
FrustradaFoto: Pixabay

O Brasil fechou 2017 com 62,2% das famílias brasileiras endividadas de acordo com a última Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). E quase 10% das famílias não terão condições de pagar suas dívidas. Para quem se encontra nessa situação, está disponível online e gratuitamente o curso “Como quitar suas dívidas” da DSOP Educação Financeira.

Com carga horária de dez horas de conteúdos e exercícios, o curso permanece gratuito até o dia 31 deste mês. Para garantir o acesso, basta entrar na página do curso e preencher as informações. Será enviado um e-mail com um link e cupom promocional, Na página do link enviado, o interessado insere o cupom e garante o acesso gratuito ao curso.

Leia também:
Quase metade das pessoas que sacaram FGTS usou dinheiro para consumo
Despesa de janeiro exige planejamento

comece o dia bem informado: