Bolsa de valores
Bolsa de valoresFoto: Reprodução/Internet

O mercado financeiro termina a semana curta com desempenho mais modesto que os números eufóricos da segunda-feira (8), marcada pela confirmação da vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa de segundo turno contra Fernando Haddad (PT) na corrida eleitoral.

Além da véspera de feriado, que tende a deixar investidores mais cautelosos, a tormenta nas Bolsas americanas também pesou sobre o mercado local. Nesta sexta (12), não há negociações devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida.

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A Bolsa brasileira fechou a quinta-feira (11) em queda de 0,90%, a 82.921 pontos, bem distante da máxima de 86 mil pontos. No acumulado da semana, a alta é de 0,73%. O giro financeiro ficou ao redor de R$ 14 bilhões.

O dólar avançou 0,39%, a R$ 3,7790, mas, na semana, a moeda americana caiu 2%. No mercado doméstico, investidores confirmaram a expectativa de vantagem de Bolsonaro contra Haddad no segundo turno, segundo dados divulgados pelo Datafolha na quarta-feira (10).

O militar registrou 58% dos votos válidos, contra 42% para o candidato petista.
Na próxima segunda-feira (15), será divulgada uma nova pesquisa Ibope sobre o segundo turno.

A liderança de Bolsonaro foi considerada positiva pelo mercado, mas a notícia não foi incorporada aos preços, em um dia em que investidores preferiram embolsar lucros.

"Para os ativos domésticos há ventos favoráveis vindos da política: pesquisa Datafolha mostrou que Bolsonaro abriu vantagem de 16 pontos, mas dado o ambiente de aversão ao risco presente nos mercados globais, a tendência positiva pode se reverter ao longo do pregão", disse a SulAmérica Investimentos em relatório.

"A queda de quinta-feira reflete o feriado de desta sexta e uma perspectiva ruim lá fora", afirma Alexandre Espírito Santo, da Órama.

Ele acrescenta que investidores ficaram mais cautelosos após falas recentes de Bolsonaro colocando limites a privatizações, defendidas amplamente por Paulo Guedes, indicado oficialmente como ministro da Economia (Fazenda e Planejamento) em um eventual governo Bolsonaro.

Lá fora, o dia foi mais uma vez negativo para as Bolsas mundiais. Índices americanos recuaram com força pelo segundo pregão consecutivo, reflexo do receio de que o Fed (Federal Reserve, o banco central do EUA) promova aumentos adicionais nas taxas de juros do país.

Investidores também reagem à perspectiva de que o acirramento da guerra comercial possa afetar o crescimento econômico mundial.

O índice Dow Jones caiu 2,13%, o S&P 500 perdeu 2,06% e o Nasdaq, 1,25%.
Bolsas europeias e asiáticas também tiveram um dia majoritariamente negativo.
Com a alta de juros no radar, o presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar a elevação das taxas pelo Fed nesta quinta (11).

"[A queda das bolsas] é uma correção [dos mercados] que penso que está sendo causada pelo Fed com as taxas de juros", disse. "Acredito que o Fed está fora de controle."

Apesar da crítica, Trump afirmou que não planeja demitir o presidente da entidade, Jerome Powell. A queda em Nova York ocorreu mesmo com dados de inflação abaixo do esperado.

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