Desenvolvimento Sustentável

Renato Raposo

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Feliz 2018
Feliz 2018Foto: Pxhere

Esta é a última coluna de 2017 e vou aproveitá-la para fazer uma reflexão para 2018, mais especificamente sobre as eleições. Independentemente de questões partidárias ou ideológicas, é preciso levantar a régua da política pernambucana e elevar a prestação de serviços públicos para patamares civilizatórios aceitáveis. É preciso que os postulantes ao Governo do Estado assumam formalmente compromisso de campanha pela adoção da Agenda 2030 da ONU e dos seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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Há em Pernambuco importantes lideranças comprometidas com a bandeira do Desenvolvimento Sustentável. A Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) tem no estado quatro líderes com mandato: Débora Almeida, prefeita de São Bento do Una (PSB); Raquel Lyra, prefeita de Caruaru (PSDB); Sérgio Xavier, secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rede); e Tadeu Alencar, deputado federal (PSB). A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), por sua vez, é presidida pelo prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), que representa a Confederação Nacional de Municípios (CNM) na Comissão Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Cnods).

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O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE), presidido por Roberto Montezuma, e o Inciti – Pesquisa e Inovação para as Cidades, liderado por Circe Monteiro, são organizações representativas da Sociedade Civil e da Academia, respectivamente, que também tem feito importantes contribuições para o tema do Desenvolvimento Urbano Sustentável. No Núcleo de Gestão do Porto Digital e no C.E.S.A.R, novas lideranças como André Araújo e Andréa Santos vêm trabalhando para incluir o princípio da geração de valor compartilhado no dia-a-dia dos empreendedores e empresas que apoiam a criar.

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Esses e tantos outros grupos representativos da sociedade pernambucana, assim como nós, da imprensa, estaremos vigilantes sobre a assunção da Agenda 2030 como compromisso de campanha.

Não há uma só menção a “desenvolvimento sustentável”, por exemplo, no recente manifesto “Pernambuco quer mudar”, lançado por um amplo espectro de lideranças estaduais, todos potenciais candidatos ao cargo de Governador, como os senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PMDB); o deputado federal Bruno Araújo (PSDB); e o ministro José Mendonça Filho (Democratas).

A mensagem é também dirigida ao governador Paulo Câmara, que concorre à reeleição. Assim como se endereça ao prefeito do Recife, Geraldo Júlio, e a todos os prefeitos de Pernambuco, eleitos em 2016. É preciso somar esforços e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável devem ser a bússola a guiar o destino de Pernambuco.

A cidadania está farta da corrupção revelada pela Lava Jato e 2018 será ano de afastar, pelo voto, aqueles que não estão sintonizados com o espírito do tempo. Queremos desenvolvimento econômico, sim — mas não a qualquer custo. Queremos desenvolvimento sustentável, para o qual são requisitos indispensáveis a erradicação da corrupção e da pobreza extrema.

Entre ganhar dinheiro e salvar o mundo, os pernambucanos querem os dois.

Feliz Ano Novo.

* Renato Raposo escreve semanalmente para o Portal FolhaPE. Ele é consultor de comunicação, atua com foco em transparência e responsabilidade social corporativa e é empreendedor cívico na Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS).

** A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.  

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