Desenvolvimento Sustentável

Renato Raposo

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Rachel Pontes, secretária-executiva de Relações Internacionais de Pernambuco
Rachel Pontes, secretária-executiva de Relações Internacionais de PernambucoFoto: Divulgação

“Todos os dias o Governo tem desafios urgentes que demandam muita energia e, às vezes, a agenda do futuro fica sem a atenção necessária. Mas aqui em Pernambuco nós invertemos essa agenda desde o Governo Eduardo Campos e estamos preparando nosso estado para ser o Pernambuco que a gente quer, numa ótica de desenvolvimento sustentável”. Foi com essa fala que o governador Paulo Câmara abriu o seminário Cooperação Técnica Internacional, realizado ontem no auditório do Apolo 235, do Porto Digital, pela Secretaria Executiva de Relações Internacionais do Governo de Pernambuco.

O evento contou com a presença da cônsul-geral da China, Li Feiyue; do cônsul-geral e do cônsul-geral adjunto do Japão, Jiro Maruhashi e Tadao Furukawa, respectivamente; do vice-cônsul de Portugal, Marco Ferreira de Melo; do coordenador-geral de Cooperação Técnica e Parcerias com Países Desenvolvidos da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Wófsi Yuri de Souza; do coordenador do Escritório de Projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Salvador, Frederico Lacerda; e do secretário de Representação em Brasília e Relações Internacionais da Prefeitura do Recife, Giovani Oliveira; dentre outros.

O Recife é considerada a capital diplomática do Nordeste, por contar com o escritório regional de representação do Itamaraty e com uma rede de mais de 30 representações consulares — dentre as quais de seis países do G8. No campo da diplomacia comercial, há agências de promoção de negócios e câmaras de comércio de vários países, o que confirma a vocação histórica da cidade como centro de intercâmbio comercial e vai consolidando sua vocação internacional. O prestígio do evento é sinal de que os secretários de relações internacionais da Prefeitura e Governo do Estado vêm excelendo em seus papéis.

 

Missões internacionais em Pernambuco

Missões internacionais em Pernambuco - Crédito: Divulgação

O prestígio do evento é ainda mais importante na medida em que apresenta a cooperação técnica internacional como instrumento auxiliar de promoção de desenvolvimento, no momento de grave crise por que atravessa o Brasil e, por decorrência, os estados, não constituindo-se Pernambuco em exceção. É, por fim, importante, porque cria a oportunidade para gestores públicos, empresários e representantes da sociedade civil iniciarem ou estreitarem contato com autoridades, especialistas e organismos internacionais.

 

Acordos de cooperação e memorandos vigentes

Acordos de cooperação e memorandos vigentes - Crédito: Divulgação

A fala inicial do governador Paulo Câmara foi um sopro de ar puro para aqueles que empunham a bandeira do desenvolvimento sustentável. Ao aludir à agenda do futuro inaugurada pelo ex-governador Eduardo Campos, Câmara resgatou o Plano Estratégico de Longo Prazo Pernambuco 2035, uma bem elaborada visão de futuro que parece andar meio esquecida, realizada com o apoio do Movimento Brasil Competitivo e com a valiosa consultoria da TGI, Ceplan e Macroplan.

Num ano em que os pernambucanos elegerão seu próximo governador, a agenda do desenvolvimento sustentável e, particularmente, a Agenda 2030 da ONU, estão mais do que nunca em pauta e serão cobradas pela população a todos aqueles que postulam o cargo máximo do executivo do estado. O futuro é sustentável e os pernambucanos estão mais que preparados para ele.

 

*Renato Raposo escreve semanalmente para o Portal FolhaPE. Ele é fundador do BIGG - Benchmark de Iniciativas de Governança e Gestão e empreendedor cívico na Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS).

**A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas. 


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