Diplomacia Econômica

Rainier Michael

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Trilhar um caminho nunca antes desbravado. Essa inquietude é condição para a solução de problemas
Trilhar um caminho nunca antes desbravado. Essa inquietude é condição para a solução de problemasFoto: Reprodução/Pixabay

Mas, afinal, como definir Design Thinking? Trilhar um caminho nunca antes desbravado. Buscar materializar o que ninguém jamais ousou. Essa inquietude da alma e coração, típica das mentes inventivas, é condição para aflorar a capacidade criativa do ser humano na solução de problemas.

Como este “conceito/abordagem” poderia revolucionar a Diplomacia Econômica? Em um mundo onde o Design Thinking está revolucionando a forma como procuramos soluções para o nosso dia-a- dia e fazemos negócios, como ganhar mais agilidade, mais assertividade e melhores resultados?

Em diversas matérias e encontros que venho participando, tenho ouvido sobre as grandes possibilidades que o Design Thinking pode nos trazer. Seria o Design Thinking apenas uma ferramenta de inovação para empreendedores ou poderia ser utilizada, em diversas áreas empresariais de todos os segmentos?

Design Thinking trata-se de uma abordagem que busca a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa, em uma perspectiva de empatia máxima com seus stakeholders (interessados).

Precisamos inovar a forma de “approach” e ação nas negociações no campo da diplomacia econômica, pois toda a cadeia produtiva do futuro estará baseada neste conceito. Assim, a forma tradicional de negociar protocolos e memorandos de entendimento devem se adaptar a esta nova realidade.

Para a Diplomacia continuar seu protagonismo nas negociações, não apenas da balança comercial entre os países, precisamos urgentemente revisar, adaptar e alinhar com o mercado a forma de negociação.

Negociação, e implementação dos Protocolos gerados entre partes/países e estados são fundamentais, mas não terão validade ou utilização sem uma visão inovadora, uma ação efetiva.

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Não cabe dentro desta pequena coluna apresentar todos os detalhes e possibilidades do Design Thinking, mas criar um campo fértil para repensarmos e aplicarmos dentro de cada realidade.

“A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Albert Einstein

Sobre a história que deu início a este “conceito/abordagem”, devemos voltar no tempo da “Staatliches-Bauhaus” Escola de Design, Artes Plásticas e Arquitetura de vanguarda, na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola do ramo, no mundo. Fundada por Walter Gropius, em 25 de abril de 1919, a partir da reunião da Escola do Grão-Duque para Artes Plásticas, era subsidiada pela República de Weimar. A intenção primária era fazer da Bauhaus uma escola combinada de arquitetura e artesanato com uma academia de artes, e isso acabou sendo a base de muitos conflitos internos e externos.

Os objetivos da “Bauhaus” eram: Função, Experiência e Estética que formavam um conceito completamente novo, revolucionando a forma como se criava e desenvolvia o raciocínio, inicialmente, na arquitetura e, posteriormente, na administração e produção, passando pela Apple, de Steve Jobs, até chegarmos ao formato que, hoje, chamamos de Design Thinking.

Para podermos tirar proveito do Design Thinking, dentro da cultura de Inovação, são necessários alguns itens como:
• empatia,
• colaboração (união das perspectivas) e visões diferentes,
• otimismo (estar aberto ao diálogo e mudanças)
• confiança criativa (manutenção e retomada da capacidade que todos nós temos de ter “confiança e liberdade” para criar algo novo) entre outros. Veja o gráfico abaixo de como perdemos a criatividade ao longo da vida.

Tabela Rainier

Tabela Rainier - Crédito: Reprodução/Internet


“Precisamos inovar, procurar todos os dias o Oceano Azul para vendermos a Pernambuco S.A. e seus produtos de valor agregado Made(ke) in Pernambuco”. Rainier Michael.


As informações e estatísticas estão disponíveis para todos, mas o que faremos com elas determinará nosso diferencial.

*Empresário há 35 anos, Rainier Michael tem ampla experiência em trocas internacionais. O trabalho realizado por ele junto ao consulado esloveno, e designado “Diplomacia Econômica”, interpreta sob uma visão humana o desenvolvimento e o crescimento do Nordeste. Paulista de nascença, Michael se mudou para Pernambuco há dez anos, quando seus negócios no Estado cresceram de forma a tornar indispensável sua presença aqui. Seu comparecimento nos mercados pernambucanos, entretanto, é mais antigo do que isso. Antes de assumir o consulado, já era representante da Sociedade Brasil-Alemanha no Nordeste. É destacável, também, sua atuação enquanto presidente do Rotary Club Recife. (colunadiplomacia@gmail.com).


* A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

 

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