Presidente da Fiepe, Essinger tenta manter ânimo do setor
Presidente da Fiepe, Essinger tenta manter ânimo do setorFoto: Anderson stevens

A tormenta política abateu as expectativas do empresariado, que começava a projetar um melhor cenário econômico já no segundo semestre deste ano. É que a crise do Governo Temer chegou justamente no momento em que os índices econômicos relacionados a emprego, entre outros indicadores, pareciam finalmente esboçar uma reação e as previsões já apontavam para a recuperação no médio prazo. Porém, a incerteza sobre a continuidade do Governo e de sua agenda econômica inseriu uma interrogação nos planos de negócios.

Assim como o humor dos investidores mudou, a confiança do empresariado, que estava sendo recuperada, deve voltar a cair. A tendência é de recuo dos investimentos, ou seja, "na prática, quem estava para fechar negócio, deixa de fechar”, explica o diretor da Escola de Negócios da UniFG, Caio Peppe. Isso porque o clima de incerteza é hostil para os investimentos, por oferecer alto risco. “Muitos já estavam cogitando expandir negócios e voltar a empregar, mas agora todos colocaram o pé no freio”, diz o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Eduardo Catão.

Industrial do polo gesseiro, Josias Inojosa diz que o sentimento do empresariado diante das denúncias contra a Presidência é de “insegurança e descrédito”. “Pairam dúvidas sobre uma possível recuperação da economia, principalmente porque o setor gesseiro depende da construção. É um balde de água fria porque nós esperávamos uma reação desse segmento no próximo semestre”, lamentou.

Representante dos industriais do Estado, o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, tentou manter o ânimo. “A gente precisa continuar investindo, até porque não se sabe se o presidente vai ser cassado”, amenizou.

Renato Cunha, presidente do Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE), fez um apelo para que “as instituições atuem com equilíbrio, de modo a consolidar a confiança na economia nacional”. Ele teme a instabilidade econômica, extremamente nociva aos negócios. “Impacta no câmbio e nos juros. O País precisa de estabilidade e de políticas de investimento para a saúde dos negócios”, diz José Gualberto, gerente executivo da Valexport - Associação dos Produtores Exportadores do Vale do São Francisco.

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