Banco do Brasil
Banco do BrasilFoto: Paullo Allmeida

Mesmo afirmando que não se trata de um novo processo de reestruturação, o Banco do Brasil (BB) está reformulando sua lógica operacional. A ideia é melhorar a experiência do cliente, mas prevê remanejamento de pessoal. No Recife, ainda conta com o fechamento de um centro logístico que emprega 203 pessoas. Por isso, a medida tem sido mal vista por muitos trabalhadores e será tema de uma reunião entre o Sindicado dos Bancários de Pernambuco e a diretoria do banco nesta sexta-feira (12).

“A reestruturação é no Brasil todo, mas tem maior impacto aqui. Pernambuco foi o único estado que teve uma unidade fechada, o Centro de Apoio aos Negócios e Operações de Logística (CENOP)”, reclamou a presidente do Sindicato dos Bancários, Suzineide Rodrigues. “O banco não explicou o fechamento, mas o motivo final é redução de custo, porque os serviços que eram feitos no Recife serão centralizados em outros Cenop’s”, acrescentou o coordenador da Comissão de Funcionários do BB da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Wagner Nascimento.

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Procurado pela reportagem, o Banco do Brasil confirmou o fechamento do Cenop, mas disse que vai abrir uma Central de Atendimento, do tipo callcenter, no Recife para facilitar a realocação dos funcionários do centro logístico. O banco também promete inaugurar, nos próximos meses, três escritórios especializados em atendimento digital a pessoas físicas e uma nova agência empresa na capital pernambucana.

Mesmo assim, os bancários afirmam que muitos desses funcionários só poderão se encaixar em funções de menor remuneração que as que ocupam hoje. “A Central não tem relação com o trabalho do Cenop. Por isso, deve haver cortes de cargos. Dependendo do caso, a gratificação de função chega a 70% do salário. Por isso, tem gente que vai ter 50% do salário reduzido”, denunciou Nascimento.

Caixa
De olho também no futuro da Caixa Econômica Federal, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realiza um ato público em frente à Caixa da Avenida Conde da Boa Vista hoje. A ideia é usar o aniversário de 157 anos do banco para pedir a continuidade do seu capital público. "O banco avalia mudanças para se adequar ao mercado e ter lucro, mas precisamos manter o lado social da Caixa”, falou Suzineide, lembrando que o banco é o operador de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família.

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