Empresa Cais do Recife está formatando o projeto e deve ficar pronto em 30 dias
Empresa Cais do Recife está formatando o projeto e deve ficar pronto em 30 diasFoto: Arthur de Souza

Os frequentadores do Bairro do Recife não devem sofrer com a ausência da Livraria Cultura por muito tempo. É que já há um projeto de ocupação do prédio deixado pela loja. O plano é construir um complexo de serviços que conte com livraria, mas também pontos de coworking, espaços culturais, salas de reunião, barbearia, loja de cervejas artesanais, café, bistrô e espaço de convivência, e já deve entrar em operação neste ano.

A ideia é do Cais do Recife, empresa responsável pela construção do Paço Alfândega, que reassumiu o prédio da Cultura neste ano. Sócio da companhia junto com Marco Ferraz, Álvaro Jucá argumentou que, ao contrário do que vem sendo comentado, a livraria não fechou por conta da decisão judicial que transferiu a posse do prédio de volta para o Cais do Recife. “Assumimos o prédio em maio, mas a [Livraria] Cultura já havia dito que ia sair em março. A saída foi em função do próprio mercado, visto que a entrada do mundo digital está reformatando todo o varejo. Por isso, começamos a desenvolver esse projeto”, explicou Jucá.

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Por conta dessa situação, o novo plano de ocupação do prédio foca na experiência dos visitantes. “O varejo está se tornando pontos de encontro. Então, a ideia é oferecer serviços e produtos de qualidade que tragam as pessoas para se encontrar neste espaço”, contou Jucá, acrescentando que, além disso, pretende-se conciliar este prédio às necessidades do mundo digital.

Para isso, porém, o Cais do Recife buscou a consultoria do Porto Digital. Afinal, o parque tecnológico é um dos grandes geradores de negócios de tecnologia do Bairro do Recife. “Estamos conversando com o Porto Digital para saber as necessidades que as empresas do parque têm. Elas precisam, por exemplo, de áreas de convenções, salas de reunião e nós podemos oferecer isso”, explicou Jucá.

Presidente do Porto Digital, Francisco Saboya confirmou que “encoraja qualquer empresário a investir no bairro”, já que isto impulsiona o crescimento da região e do próprio parque tecnológico. Ele frisou, no entanto, que o Porto não tem participação no prédio, nem nos investimentos do projeto. Jucá confirmou que o empreendimento será inteiramente privado.

O sócio do Cais do Recife não revelou o investimento previsto, já que o projeto ainda está sendo concluído. Ele prometeu, porém, que o plano deve ficar pronto em 30 dias. Por isso, as novas operações do prédio devem ser lançados em cerca de três meses.

Jucá informou também que o complexo de serviços será maior a da Cultura. É que, além dos 2,5 mil metros quadrados (m²) deixados pela livraria, a empresa quer ocupar os 2,1 mil m² da cobertura deste prédio com espaços de convivência, serviços de café e bistrô. Além disso, um coworking e outro espaço de convivência será construído nos 3,2 mil m² do térreo do prédio que hoje abriga o estacionamento e o Arcádia Paço Alfândega, já que este edifício também foi devolvido à companhia no início do ano.

Uma dessas construções ainda vai contar com um espaço de observação das ruínas das muralhas do Forte do Matos, encontradas na construção do Paço Alfândega. “Não queremos perder os espaços de convivência e preservação criados no Paço”, explicou Jucá, acrescentando que esses espaços serão abertos ao público. Só salas de reunião, auditórios e coworking que devem ser alugados.

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