Convênio foi assinado na Compesa e terá R$ 25 milhões
Convênio foi assinado na Compesa e terá R$ 25 milhõesFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A média de perda de água no Brasil é de 40%. Isso significa que, da quantidade de água produzida no País, 40% não é faturada. Em Pernambuco, esse percentual é de cerca de 43%. Com o objetivo de reduzir essas perdas, um projeto que utilizará práticas tecnológicas foi firmado nessa quarta-feira (7) entre o governo britânico, o Banco Mundial e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Para a primeira etapa, serão investidas 500 mil libras (cerca de R$ 2,5 milhões), valor a ser aplicado para a concepção do projeto até junho do próximo ano. Ao todo, o investimento será de 5 milhões de libras (aproximadamente R$ 25 milhões) com convênio fechado de quatro anos.

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Na prática, a redução da água será através da tecnologia, ainda a ser definida. “Um consultor irá conceber o projeto, mas o foco será reduzir essas perdas de água que não são faturadas. Então, pode ser por meio da instalação de hidrômetros para medição, através de válvulas de redução de pressão da água durante a madrugada e também de inteligência artificial. As possibilidades existem serão analisadas”, explicou o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Ainda segundo ele, o gerenciamento do projeto será feito pelo Banco Mundial, o desenvolvimento será do governo britânico e a execução ficará a cargo da Compesa. “Quando formos para a prática das intervenções, a Compesa vai contratar a empresa que vai realizar a aplicação do projeto”, disse o presidente, ao complementar que não serão realizadas obras. “Por exemplo, nós temos projetos na Compesa de R$ 139 milhões em projeto de obras contra perda de água. Mas esse proposto pelo governo britânico não são obras, são intervenções tecnológicas”, esclareceu.

O projeto faz parte do Prosperity Fund (Fundo Prosperidade), um fundo global do governo britânico que visa promover o desenvolvimento social e econômico em países. “O projeto da Região Metropolitana do Recife deve começar pela Vila Sotave, em Jaboatão dos Guararapes. Mas a ideia é replicar o projeto para outras regiões além dessas próximas”, disse o diretor do Fundo Prosperidade, Iain Frew.

Saneamento
Essa quarta-feira foi mais um dia previsto para a Medida Provisória (MP) 844, que estabelece um marco para o setor do saneamento no Brasil, entrar na pauta de votação da Câmara. Mas a apreciação foi adiada. “Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a votação ficou para a próxima segunda-feira”, informou Tavares.

Para o presidente da Compesa, o setor é favorável à entrada da iniciativa privada no saneamento, mas não da forma que está prevista. “Defendemos que o investimento privado seja aplicado para municípios ricos e pobres e não apenas os que são rentáveis”, argumentou.

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