Ilha de Fernando de Noronha vai ampliar sua capacidade de geração e armazenamento de energia através da fonte renovável solar
Ilha de Fernando de Noronha vai ampliar sua capacidade de geração e armazenamento de energia através da fonte renovável solarFoto: Divulgação/Celpe

A Ilha de Fernando de Noronha vai ampliar sua capacidade de geração e armazenamento de energia através da fonte renovável solar. A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) já iniciou o processo para conectar baterias ao sistema elétrico. Esses equipamentos serão capazes de acumular a grande quantidade de energia que for gerada em períodos de muito sol.

Com investimento de R$ 6 milhões, essa é a primeira etapa. O projeto total, que terá duas etapas de instalação das baterias, terá investimento de R$ 20 milhões. A projeção é que ao longo do próximo ano, a fonte solar represente 18% da energia gerada na ilha - hoje esse percentual é de 10%.

De acordo com o gerente de manutenção da Celpe, Fábio Barros, a ideia é transformar o arquipélago em uma região cada vez mais sustentável. “As usinas solares da ilha geram muita energia com a forte incidência do sol. Então, as baterias vão acumular a energia nesses horários de muito sol para gerar essa energia em horários da noite”, disse Barros para explicar como irão funcionar os equipamentos. Essas instalações serão capazes de reduzir a geração de biodiesel na ilha, já que mais energia solar entrará no sistema a partir das baterias.

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A segunda remessa das baterias está prevista para ser instalada no início do próximo ano. Cada módulo dos equipamentos terá 280 quilowatt (kW) de potência. “Noronha é um sistema elétrico isolado, ou seja, não tem linha de transmissão para chegar até a ilha. A energia é gerada no próprio arquipélago, por isso quanto mais sustentável, melhor. Queremos reduzir a queima do biodiesel, que representa hoje 90% da geração de energia”, afirmou Barros.

Desenvolvido há um ano, o projeto foi estruturado a partir do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo Neoenergia e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A proposta foi pensada para potencializar o sistema de geração fotovoltaica, que já é operado no arquipélago com duas usinas solares construídas, Noronha I e II.

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