Bernardo Paiva, presidente da Ambev, visita comunidade em Jaguaruana (CE)
Bernardo Paiva, presidente da Ambev, visita comunidade em Jaguaruana (CE)Foto: Mauricio Pisani/Divulgação

Com a intenção de garantir o acesso à água em regiões do Semiárido, A Ambev, em parceria com a ONG Caritas de Pesqueira, construiu cisternas de 52 mil litros em cinco escolas de comunidades rurais no interior de Pernambuco. Ao todo, 1.376 alunos serão beneficiados pela iniciativa, que contempla também ações de educação ambiental. Isso porque, além das cisternas, que armazenarão as águas das chuvas, serão instalados sistemas de reuso de água. O líquido das pias será filtrado e reutilizado para regar uma horta, que vai servir como merenda escolar para as crianças. Através da Caritas, foram feitas capacitações de manejo do novo sistema.

“O projeto é complexo, no sentido de que a gente dá suporte para que a escola receba água de qualidade”, disse Andrea Matsui, gerente nacional de Sustentabilidade da Ambev. “O que a gente encontra nas escolas são caixas d’águas muito pequenas, que mesmo enchendo não são suficientes para abastecer a escola. Com as cisternas grandes, elas vão ser capazes de armazenar água suficiente no período de chuva. Além disso, tem o componente importante de reuso e manejo de água que serve para abastecer e dar reforço nutritivo para as crianças”, falou. “As hortas têm cheiro verde, hortaliças, legumes como cenoura, abobrinha e até variedades frutíferas, como mamão, banana, tudo entendendo a realidade do contexto local, mas sempre com a visão de complementar a merenda”, revelou.

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Cada ação leva de 3 a 4 meses para ser concluída. “Iniciamos em maio e junho e estamos entregando agora em novembro”, revelou. A inauguração das cisternas vai acontecer até o fim do mês, na Comunidade Quilombola Riacho dos Porcos (Sertânia), Comunidade Catimbau (Buíque), Comunidade Quilombola Mundo Novo (Buíque), Comunidade Aldeia Mina Grande (Buíque), e Comunidade Quilombola Nego do Osso (Pesqueira).

O projeto é custeado através da venda da Água AMA, cujo lucro é 100% revertido para ações de acesso à água. “Especialistas da área conversaram com a gente no final de 2016 e apontaram que 35 milhões de brasileiros sofrem com essa dificuldade - a grande maioria no Semiárido”, contou Andrea. “Resolvemos desenvolver a Água AMA, alinhando o que a gente sabe fazer de melhor, que é produzir uma bebida, e contribuindo com uma causa. É um recurso com o qual a gente se preocupa muito, não só como uma empresa produtora bebidas, mas como brasileiros”, ressaltou.

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