Segundo Fredi Maia, setor de confecções está animado com a vitrine que será criada no Recife
Segundo Fredi Maia, setor de confecções está animado com a vitrine que será criada no RecifeFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Empresários do polo de confecções do Agreste pernambucano tiveram nessa quarta-feira (7) a oportunidade de conhecer os detalhes por trás do projeto inédito da Secretaria de Desenvolvimento de Pernambuco denominado Cais da Moda. Lançado recentemente, a ideia é implantar no Armazém 13, no Porto do Recife, no Bairro do Recife, área central da Capital, um conjunto de lojas com peças exclusivas do polo têxtil do Estado. Ao todo, 30 marcas estão interessadas no espaço.

Segundo o presidente do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções (NTCPE), Fredi Maia, o encontro representa uma importante oportunidade de negócios. Afinal, a ideia de levar marcas do Agreste para uma localização turística no Recife, por onde circulam diariamente cerca de 50 mil pessoas, animou os empresários.

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“A possibilidade de crescer com uma vitrine tão grande como a proporcionada pela localização do Armazém 13, no Bairro do Recife, realmente animou os empresários”, comentou Maia. Ele explica que a expectativa é que dentro de 90 dias tudo esteja definido. “Nesse tempo, o empresariado já deve ter uma decisão sobre o investimento. Com isso em mente, é possível começar já o processo de implantação, cujas etapas vão da definição da estrutura - se lojas individuais ou colaborativa - aos trâmites de praxes condicionantes para a implantação de um novo negócio”, revela Maia, que acredita que a estrutura deve entrar em pleno funcionamento no segundo semestre do próximo ano, com a operação de 30 marcas do polo de confecções.

De acordo com a Sdec, o Cais da Moda deve ser implantado em três etapas. Nessa primeira fase estão sendo disponibilizados espaços para nove lojas, que vão ocupar 373 m² de área no total. Para isso, a Secretaria prevê investimentos em reformas do espaço no valor de R$ 528 mil para os empresários pernambucanos se instalarem. As outras duas etapas do projeto serão disponibilizadas posteriormente.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Antonio Mario de Abreu Pinto, com a iniciativa, Pernambuco cria um novo atrativo comercial a partir de um espaço que está desocupado atualmente. Dessa forma, passará a ter uma finalidade importante para a economia local, gerando emprego e renda para a região.

Fredi Maia ressalta que o prazo de 90 dias para definição e início da implantação do projeto também leva em consideração o fato de que as empresas estão focadas agora nas vendas de fim de ano. “Depois de muito tempo imerso em uma grave crise, o pessoal está esperançoso com a movimentação. Não à toa, o polo esperam um incremento de cerca de 5% nas vendas nessa temporada”, argumenta.

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