Rodovias são responsáveis por 65% do transporte inter-regional de cargas no Brasil
Rodovias são responsáveis por 65% do transporte inter-regional de cargas no BrasilFoto: Reprodução/Pixabay

Responsável por 65% do transporte inter-regional de cargas no Brasil, segundo dados de 2015 do Plano Nacional de Logística, a dependência do País ao transporte de cargas por caminhões é a submissão imposta por um longo processo histórico. A atual paralisação dos caminhoneiros deixou clara a servidão da economia a este segmento, que mostrou a sua força. Mas o que fazer diante disso tudo?

A tecnologia pode dar uma mãozinha, mas não resolve. Otimização de rotas, rastreamento e administração da logística estão entre as opções que podem reduzir os custos operacionais, mas de que adiantam sem o que lhes move, os caminhões carregados, na ativa? As opções facilitadoras neste aspecto são inúmeras, mas o que ficou bem claro com a crise de combustíveis, sem precedentes no Brasil, é que somos totalmente dependentes das estradas, tão renegadas.

De nada serve propagar tudo de bom que um sistema de transporte com tecnologia de ponta pode oferecer, quando nem os projetos simples de locomoção, aqueles alardeados no período da Copa do Mundo e que tiveram recursos para saírem do papel, funcionam a contento. Investir em outras soluções viárias requer foco, prioridade e recursos que, na maioria das vezes, não chegam onde deveriam, ganham outro destino “incerto”.

A mudança e os avanços precisam ser levados a sério pelos que colocamos no comando desse País, em todas as esferas. Até que isso se resolva, não tem tecnologia que funcione.

E-commerce também afetado
Segundo dados da Ebit, empresa que compila informações sobre o varejo digital, as vendas diárias do comércio eletrônico no País foram, em média, 20% menores do que o esperado durante o período de paralisação dos caminhoneiros. Diante desse cenário, a Ebit reduziu em 7,4 pontos porcentuais - de 20,7% para 13,3% - a expectativa de crescimento para o setor em maio de 2018, em relação ao mesmo mês do ano passado.

ENTREGAS ABALADAS >
Prevendo uma queda de R$ 300 milhões nas vendas esperadas para o comércio eletrônico em maio, a FecomércioSP passou a reivindicar apoio do poder público para a retomada das entregas. O Conselho de Comércio Eletrônico da federação estima que cerca de 50 mil varejistas formais do e-commerce foram prejudicados diretamente pela alta dos combustíveis.

GOLPE DO POSTO > Cuidado com um link prometendo uma lista de postos que receberão gasolina que pode chegar pelo seu WhatsApp. Segundo a fabricante de antivírus Kaspersky Lab, a armadilha leva a um endereço gerado no Bit.ly. O link já foi acessado 65 mil vezes. O golpe, que começou a circular o último domingo (27), só quer page-views dos desavisados.

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REFLEXO DA CRISE > No rastro dos resultados ligados à perda de poder aquisitivo dos brasileiros está a queda de 4,33% nos últimos 12 meses do número de contratos de TV por assinatura. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou uma redução de 814,05 mil usuários nesse período. Em abril, a redução foi 5,71% e, em março, 4%.

NA CONTRAMÃO > No Nordeste, o Rio Grande do Norte foi o estado que apresentou o maior crescimento, 18,33%, somando 44 mil novos contratos de TV por assinatura. Depois vem o Ceará, com crescimento de 5,77% e 22,89 mil contratos, e o Piauí, com 5,31% e 4,55 mil novos contratos ativos, ainda de acordo com a Anatel.

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