José Neves Cabral
José Neves CabralFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

O empate com o Bahia não foi um bom resultado para o Sport. A conquista do Nordestão ficou mais difícil com esse empate. Daqui a uma semana, em Salvador, o Tricolor de Aço estará com todos os titulares e não o arremedo de time que trouxe para o Recife neste primeiro jogo da decisão. Na verdade, o resultado poderia ser pior não fosse a astúcia de Juninho, o menino-artilheiro que marcou um gol que só quem tem intimidade com as redes sabe fazer. O Sport perdia por 1x0 e ele desviou a bola com uma cabeçada, de olhos abertos, colocando-a fora do alcance do goleiro. Pelo gol de Juninho valeu a pena ir à Ilha do Retiro. Mas uma coisa é o gol dele e outra o é futebol que o Sport joga e a forma como a diretoria vem conduzindo o futebol, algo que eu me ocupo nos próximos parágrafos.

O que poderia ser uma temporada de sucesso para o Sport está virando uma via-crúcis. Mas quem está carregando essa cruz é o torcedor, envergonhado com os fiascos do time neste primeiro semestre. O time já fez mais de 30 jogos, mas é difícil lembrar de uma atuação convincente. Daniel Paulista caiu. Veio Ney Franco e o futebol jogado é o mesmo, sofrível, insuficiente, ruim

Jogar cinco competições simultaneamente requer planejamento, elenco bem montado, foco e, principalmente, critérios nas contratações. Não se vê isso na Ilha do Retiro. Dos reforços contratados, poucos se salvam. Especula-se que o volante Rodrigo veio ganhando R$ 80 mil. Se for verdade, ele deveria ser titular, pois o valor pago é para jogador que faz diferença, algo que até agora ele não fez.

Há dois anos, a defesa do Sport vem apresentando sérios problemas. Foi uma das quatro piores da Série A no ano passado. Esperava-se que a diretoria de futebol observasse com frieza os números da competição para, cirurgicamente, buscar os jogadores que viessem, enfim, REFORÇAR o time, atendendo, assim, ao verdadeiro significado desta palavra. O investimento maior foi feito no ataque, o sexto melhor do Brasileiro. São essas incoerências que a diretoria do Sport precisa explicar para os torcedores, que saíram felizes com o gol de Juninho - não confundir com o empate, pois esse resultado deixa poucas esperanças de conquista do regional para os rubro-negros.

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