Balanço na Rede

José Neves Cabral

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Com portões abertos, torcida do Sport comparece a treino na Ilha do Retiro.
Com portões abertos, torcida do Sport comparece a treino na Ilha do Retiro.Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

O Santa procura um treinador bom e barato para comandar a equipe na Série C do Brasileiro. O Sport tem um treinador caro, mas que, em quatro meses de trabalho, não conseguiu dar uma forma ao time. Tricolores e rubro-negros vivem dias de incerteza. Os primeiros porque sabem que o clube está com os cofres vazios, o que dificulta e muito uma boa campanha para chegar à Série B, enquanto os segundos por verem a agremiação definhando a cada competição, enquanto um fantasma chamado rebaixamento é o único que cresce na Ilha do Retiro.

Neste cenário, o Náutico parece ser o único que caminha com um projeto neste momento no futebol pernambucano. Conquistou o título estadual com um time barato - dizer que é bom já são outros quinhentos - que foi ao limite na Copa do Brasil e acabou eliminado por não vencer a Ponte Preta com a diferença de gols necessária após a derrota por 3x0 na ida, em Campinas. Como sorte é algo que todos precisam, o Náutico agora busca no Tapetão a vitória que não obteve no gramado, alegando que a Ponte atuou com jogadores relacionados de forma irregular. Se conseguir, avança e a ainda morde mais um bom dinheiro pela classificação.

Certo mesmo é que Roberto Fernandes, com todas as limitações possíveis, conseguiu armar um time que traz dignidade ao Náutico. Em campo, os jogadores suam a camisa e buscam valorizar cada centavo que recebem. Por isso, é difícil mesmo criticar o time quando não consegue superar um adversário como a Ponte Preta, melhor estruturado como equipe no momento. Mas é perceptível que há um potencial de crescimento nesta equipe do Náutico, principalmente se o trabalho for mantido.

Ouvi algumas entrevistas do presidente Edno Melo e considerei boas as explicações a respeito da realidade financeira e de sua preocupação em primeiro sanear o clube. Há verbas travadas na CBF por causa de ações trabalhistas. São dívidas de gestões passadas. Cabe, agora, aos dirigentes a sensatez necessária tanto na hora de contratar quanto de dispensar atletas, pois o que mais compromete o caixa da agremiação são esses bloqueios inesperados que sangram a receita e deixam a diretoria vendo estrelas na hora de cumprir os compromissos.

Pênaltis risíveis

Foi ótimo ver o jogo Sport x Corinthians pela Taça Brasil de Futebol Sub-20. Os paulistas abriram uma vantagem de 2x0, os pernambucanos foram lá e empataram, provocando a decisão por pênaltis, valendo vaga na próxima fase do torneio.

Mas foi triste ver o quanto os jogadores do Sport estavam despreparados para cobrar as penalidades. Foi de dar pena a falta de destreza nos arremates, facilitando a vida do goleiro rival.

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