Balanço na Rede

José Neves Cabral

ver colunas anteriores
Modric foi o pilar da ótima campanha da Croácia na Copa da Rússia
Modric foi o pilar da ótima campanha da Croácia na Copa da RússiaFoto: Jewel SAMAD / AFP

Luka Modric foi eleito o melhor jogador da Uefa. Aplausos para a escolha. O croata é um desses armadores cujo estilo pode atravessar o tempo, como alguém sempre antenado com a contemporaneidade do jogo. Sabe marcar, armar, lançar e finalizar. Tudo com extrema habilidade. Seria titular em qualquer seleçao de futebol do mundo e, por isso mesmo, conquistou há pouco mais de um mês o título de vice-campeão mundial pelo seu país e também o de melhor jogador da Copa do Mundo, realizada na Rússia.

Para mim, os experts do futebol, ao elegerem Modric, estão evitando repetir o erro que cometeram com o espanhol Andres Iniesta. Por cerca de dez anos, o armador do Barcelona pontificou no clube catalão como maestro, fazendo exatamente o que o croata faz hoje pelo rival Real Madrid. Fez mais até: foi campeão mundial marcando o gol do título da Fúria. Nem assim, conseguiu arrebatar o prêmio de melhor jogador daquela competição (o escolhido foi o uruguaio Diego Fórlan), o que considero um erro histórico.

A polarização entre Messi e Cristiano Ronaldo pelo prêmio de melhor do mundo da Fifa, nos últimos dez anos, acabou inibindo a visão dos julgadores para o armador catalão. Agora, os juízes da Uefa começam a virar o jogo nessas eleições, o que mostra que a visão deles está se expandindo para algo maior: é preciso valorizar quem alimenta o jogo, quem faz a bola rolar, atuando com habilidade e inteligência.



veja também

comentários

comece o dia bem informado: