Balanço na Rede

José Neves Cabral

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Torcida do Náutico fez a festa nos Aflitos
Torcida do Náutico fez a festa nos AflitosFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Em âmbito estadual, podemos dizer que o Náutico foi o clube mais vitorioso. Sagrou-se campeão pernambucano, encerrou um jejum de 13 anos e, enfim, reabriu seu velho e tradicional caldeirão com roupa nova numa tarde nostálgica de domingo, na Avenida Rosa e Silva. Velhos torcedores mataram a saudade dos Aflitos, enquanto os jovens sentiram o gostinho do aconchego de ver um jogo "de casa". Mesmo não tendo subido para a Série B, outra meta que o clube tinha para a temporada que se encerra, podemos dizer que o ano para os alvirrubros foi exitoso e é possível esperar mais frutos no ano que vem.

Para os tricolores, porém, 2018 foi um ano de estiagem. Nem títulos, nem classificação à Série B e muitas dívidas acumuladas com jogadores e funcionários. A diretoria promete solucionar o problema ano que vem. Um discurso antigo que se renova a cada fim de temporada e que, por motivos mil, não se materializa. Sofrem os funcionários, sofrem os torcedores. O débito trabalhista do Santa Cruz é uma bola de neve, que se avoluma à medida que a agremiação desce a ladeira. Vamos esperar que, no próximo ano, o discurso da diretoria, enfim, saia do papel para que os funcionários parem de sofrer tanto.

Dos três clubes da Capital, porém, o Sport foi o que desceu mais. Terminou o ano afundado em dívidas, rebaixado à Série B e com a credibilidade bastante arranhada no mercado. Os constantes atrasos salariais minaram a campanha do time que lutou para não cair rodada a rodada no Brasileiro, mas não conseguiu evitar o pior. A queda vinha sendo desenhada desde 2016, quando a defesa rubro-negra começou a figurar entre as mais vazadas do torneio nacional, enquanto a diretoria parecia fingir que não estava vendo. O descuido custou caro aos cofres do Leão, pois o clube vai deixar de faturar cerca de R$ 40 milhões.

O rebaixamento obriga o Sport a trabalhar com orçamento mais modesto. Talvez, seja este o momento de a diretoria que vai assumir em janeiro refletir sobre como montar uma folha salarial dos jogadores. Em anos anteriores, vários foram contratados ganhando salário acima do que mereciam pelo rendimento em campo. O aperto, naturalmente, vai levar o Leão a cuidar melhor da parte financeira, para não agravar a crise.

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