Ricardo Rocha
Ricardo RochaFoto: Lana Pinho

O treinador Matheus Costa, que levou o Paraná à Primeira Divisão do futebol brasileiro neste ano, o comentarista da SporTV, Ricardo Rocha, e o técnico de futsal da Universo, Fabiano Souza Chokito, foram as principais atrações no I Congresso Internacional de Esportes de Pernambuco (CIEPE), que está acontecendo na Universo.

Um bom público compareceu à mesa sobre Inovações Técnicas no Futebol - Questões Táticas e Novas Propostas para aprender um pouco mais sobre as novidades no esporte. Dispensado ontem (dia 5) pela diretoria do Paraná Club, Matheus Costa debateu sobre princípios táticos do jogo, evolução e variação tática e modelos de jogos.

Em 30 minutos, o treinador mais jovem nos Brasileiros da Primeira e Segunda Divisões deste ano lembrou algumas novidades táticas apresentadas nestes últimos anos. “Futebol de vinte anos atrás era muito mais de habilidade, mas hoje a parte física é importante. Isso mostra um pouco mais da evolução tática das equipes”.

Quando questionado sobre se a Copa do Mundo da Rússia, no ano que vem, trará algo de novo, Matheus Costa lembrou da Costa Rica, surpresa no Mundial do Brasil. “Recordo que a Costa Rica foi uma novidade, com aquela linha de cinco jogadores. Acredito que veremos algo de diferente nesta Copa, pois vamos ter os melhores atletas do Mundo em campo”, afirmou.

Fabiano Souza fez uma palestra sobre modelos de jogos, seja no campo ou na quadra. Mas lembrou que é preciso ter uma atenção maior sobre comparações com o futebol europeu. “São realidades diferentes, em todos os aspectos. Não gosto muito deste tipo de comparação que é feito pela imprensa”, disse Fabiano.

Ricardo Rocha aproveitou para fazer uma palestra sobre um pouco da sua história e os momentos de transição profissional. Quando deixou os gramados para ser treinador e, agora, virou comentarista. Com o bom humor, recordou histórias do Santa Cruz e da Seleção Brasileira,onde cutucou dois momentos.

“Em 1990, nossa equipe poderia ser até melhor que a de quatro anos depois, que conquistou o Mundial dos Estados Unidos, mas era um grupo desunido, que só pensava em dinheiro”.

Ricardo Rocha agradeceu o apoio dos amigos da imprensa, “que deram uma substancial ajuda para meu início de carreira como comentarista”, mas terminou a palestra lembrando um caso durante a final da Copa do Mundo de 1994.

“Estava nos vestiários e minha palestra estava contagiando a todos. Aí, cheguei para falar sobre aqueles pilotos japoneses, que jogavam o avião pra cima dos alvos. O nome não vinha, deu um branco, mas o pessoal insistia e acabei soltando um Kawasaki, ao invés de Kamicazes. Na hora ficou aquele silêncio e só ouço a voz de Romário, lá atrás, ‘mas tu é burro demais’. Pense na confusão. Mas o espírito era esse do grupo. Por isso que fomos tetracampeões”.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: