Campeãs da primeira divisão em 2018, pernambucanas enfrentam rivais mais difíceis neste ano
Campeãs da primeira divisão em 2018, pernambucanas enfrentam rivais mais difíceis neste anoFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Tem início hoje, em Saquarema, no Rio de Janeiro, a edição 2019 da divisão especial do Campeonato Brasileiro de Seleções de vôlei feminino sub-16. Depois de algumas temporadas nas categorias de acesso, Pernambuco volta a disputar a divisão mais importante do certame. O retorno foi possível após a conquista do título da primeira divisão de 2018, em Fortaleza (CE). O grupo estadual é comandado pelo técnico Ricardo França e conta com 11 atletas, das quais seis são remanescentes da campanha do ano passado. O nível técnico dos adversários deste ano, porém, é mais alto.

O campeonato conta com oito equipes que jogarão entre si em sistema de pontos corridos. Os dois times de pior campanha ao final dos sete jogos serão rebaixados à primeira divisão. Pernambuco é o único estado da região Nordeste na divisão especial. Além da equipe local, somente o Distrito Federal não faz parte do eixo Sul/Sudeste, onde estão concentrados os maiores investimentos na modalidade. Não à toa, grande parte das equipes que disputam os principais campeonatos nacionais sai desses locais. Na divisão principal da Superliga, por exemplo, dos 24 participantes dos certames masculino e feminino, somente o Brasília Vôlei, já eliminado, não faz parte desse seleto grupo. Os demais participantes do Brasileiro de Seleções são São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“Sabemos da dificuldade que é disputar com equipes do eixo Sul/Sudeste, que têm mais estrutura, mais investimento, equipes adultas para serem modelos para a base. Aqui não temos isso. Esbarramos na quantidade e qualidade de jogos que nossos adversários têm na nossa frente”, comentou França, que procurou dar volume de jogo às suas comandadas através de uma agenda recheada de amistosos, inclusive contra equipes adultas, como as do Náutico, do Sport e da AABB. “Deu pra rodar bem o grupo e dar mais bagagem no estilo do jogo que vamos encontrar lá. Não teremos nenhum jogo fácil. É uma competição difícil, as outras seleções já estão acostumadas com esse nível. Mas acredito que chegamos bem”, completou ele. Segundo o treinador, o objetivo inicial é ficar entre os quatro melhores, garantindo automaticamente a vaga para 2020. Para isso, ele aposta na qualidade do seu grupo. “Temos um bom time ofensivamente e extremamente disciplinado defensivamente”, frisou.

Agenda
A programação de hoje será exclusiva para congressos técnicos. Os jogos, de fato, começam amanhã. As pernambucanas entram em quadra logo no primeiro horário, às 8h30, contra o Paraná. À noite, a equipe volta a jogar, dessa vez contra Minas Gerais, a partir das 18h30. Na quinta-feira, o duelo é contra o Rio Grande do Sul, às 13h30. As comandadas de Ricardo França encaram outra rodada dupla na sexta, contra Rio de Janeiro, às 8h30, e São Paulo, às 18h30. No sábado, encaram Santa Catarina, às 15h, e no domingo encerram a participação diante do Distrito Federal, às 13h30.

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