Técnico prega o controle do jogo como ponto de equilíbrio
Técnico prega o controle do jogo como ponto de equilíbrioFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

“Começamos o ano com uma decisão, como se estivéssemos de trás para frente”. A frase do técnico Roberto Fernandes podia ser o lema de um jogo tão importante que nem parece ser apenas o segundo de uma longa temporada que mal começou. Hoje, às 16h, na Arena de Pernambuco, o Timbu encara o Itabaiana pelo duelo da volta da pré-Copa do Nordeste. No embate de ida, empate em 0x0. Um novo resultado igual levará o jogo para as penalidades. Aos pernambucanos, só a vitória interessa, enquanto os sergipanos podem passar em caso de empate com gols. De nada adianta falar da falta de entrosamento ou do ritmo físico aquém do ideal. Para uma partida que vale R$ 500 mil e uma vaga na fase de grupos do torneio, qualquer esforço é crucial para não começar 2018 com uma frustração precoce.

O Náutico terá duas alterações confirmadas para o jogo, com uma terceira provável. Com uma entorse no tornozelo esquerdo, o zagueiro Camacho desfalca o time. Camutanga será o substituto. Outra novidade será a estreia de Medina. O lateral-direito de origem foi regularizado de última hora ontem e vai jogar adiantado, ocupando o espaço de Fernandinho. No ataque, Wagner Lauretti treinou entre os titulares nos últimos coletivos e pode entrar no lugar de Clebinho.

Mais do que mudanças de peças, o treinador espera uma nova postura da equipe. “Precisamos verticalizar mais o jogo, ter a paciência de controlar a partida. Não espero que o Itabaiana se atire. Acho que eles tentarão jogar no nosso erro. Quem terá a obrigação de construir é o Náutico. Não podemos ter ansiedade. Quero velocidade, mas sem precipitações. Não vamos ser passivos, mas também não podemos ser desesperados”, apontou.

Para tentar surpreender o Itabaiana e sair com a classificação, Roberto estuda algumas mudanças táticas, além de uma forma de evitar uma das armas apresentadas pelo adversário no jogo da ida, em Sergipe. “Trabalhamos uma variação de jogo. Futebol brasileiro já entrou na mesmice do 4-1-4-1 e do 4-2-3-1. Essa formação perde sentido porque faz o atacante virar lateral e marcar na linha de fundo quando está sem a bola. Já estamos testando algumas alternativas. O ponto forte do Itabaiana foi o lateral-direito deles, que apoiou bastante, apesar de o Gabriel ter feito bom jogo. Precisamos ter atenção nisso”, pontuou.

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