Luiz Henrique tem vínculo até 2021 com o clube
Luiz Henrique tem vínculo até 2021 com o clubeFoto: Léo Lemos/Divulgação/Náutico

Tímido com os microfones, mas bem solto nos gramados. Assim é o meia Luiz Henrique. Nesta quinta (12), o jogador concedeu sua primeira entrevista coletiva. O momento não podia ser melhor. Titular absoluto com o técnico Márcio Goiano, o prata da casa teve seu contrato com o Náutico renovado até junho de 2021. Uma história que começou com uma previsão de um antigo colega de elenco.

Ao anunciar sua aposentadoria dos gramados, logo no início da Série C, o volante Wendel citou que o Náutico poderia, com sua saída, aproveitar ainda mais as categorias de base. “Não vou atrapalhar a progressão dos mais jovens. Eu quero abrir espaço para eles. O Caquinho (Luiz Henrique) é um menino muito bom. Falei para Ítalo (gerente de futebol) que ele vem muito bem e merece ganhar uma chance”, frisou. Palavras que “Caquinho” não esquece.

“Wendel me orientava bastante, dizendo que eu deveria sempre me dedicar nos treinos. Agradeço muito a ele”, disse o meia, não escondendo o nervosismo na entrevista.

Fã do meia Paulinho, da Seleção Brasileira, Luiz Henrique foi utilizado como lateral-direito no início da temporada, ainda sob o comando do técnico Roberto Fernandes. Mas foi com a chegada de Márcio Goiano que tudo mudou. Bastou um treino para o novo comandante acionar o prata da casa entre os titulares. E daí por diante, Luiz virou presença constante entre os titulares.

“Isso não passava pela minha cabeça, mas sempre trabalhei forte desde a base para fazer o meu melhor. Fiquei feliz de renovar com o Náutico, clube que me revelou para o futebol. Agradeço também ao Márcio, que me deu oportunidade. Tenho facilidade em atuar em várias posições. Já joguei como lateral na Copa São Paulo de 2016, mas prefiro ser segundo volante”, explicou.

No meio, o atleta “encheu os olhos” do treinador – palavras do próprio. Trouxe mais leveza ao setor. Crescimento que por pouco não aconteceu em um rival da cidade.  

“Comecei em uma escolinha de bairro em Maceió. De lá fui para o Sport, mas acabei dispensado. Fui chamado por Levi (Gomes, auxiliar-técnico) em 2016. Ele e Dudu Capixaba (treinador da base) me deram muita força. Passei por muitas dificuldades, indo treinar sem passagem, mas fui me superando com ajuda dos meus pais até chegar aqui. Espero no futuro ajudá-los”, apontou. Até lá, Luiz Henrique espera consolidar seu espaço nos gramados e nos microfones. “Estava nervoso, não é? Mas acho que deu certo.”

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