Maylson, novo reforço do Náutico
Maylson, novo reforço do NáuticoFoto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

No modelo dos negócios no futebol, são os clubes que iniciam as conversas para fechar a transferência de um atleta. Regra essa que foi invertida na vinda do meia Maylson para o Náutico. Foi ele quem primeiro procurou a diretoria do clube se oferecendo para retornar, após uma primeira passagem há dois anos. Com o aval da comissão técnica e acordo firmando referente a um débito antigo, os dois lados puderam ter o que buscavam. Para os dirigentes, o investimento em uma peça experiente para 2019. Para o jogador, a chance de retomar a carreira após quase um ano sem entrar em campo.

Maylson nos procurou e pediu para voltar. A saída dele (2017) foi por conta de um momento conturbado do Náutico devido uma dificuldade financeira na época”, explicou o gerente de futebol, Ítalo Rodrigues. “É importante frisar a reação de Marcio Goiano (técnico). Quando falamos da possibilidade, ele disse que poderíamos avançar. Ele tentou levar o atleta para outros clubes e não conseguiu. A vinda aconteceu pela vontade do jogador, carinho da torcida e convicção do treinador”, completou o vice-presidente, Diógenes Braga.

Para entender o cenário é preciso retroceder no tempo. Maylson foi contratado pelo Náutico em maio de 2016 para a disputa da Série B. Intercalou momentos como titular e reserva, participando de 15 jogos e marcando cinco gols. Logo no início de 2017, o atleta se envolveu em uma polêmica com Wilton Bezerra, na época auxiliar-técnico de Dado Cavalcanti, ex-técnico alvirrubro. O jogador atirou um prato no profissional e foi afastado do elenco.

“Conversei com Dado sobre o episódio e pedi desculpas a ele e a Fred (preparador físico). Com o auxiliar dele não me dei bem. Não queria ter saído da forma que saí, mas estou de volta para buscar meu espaço”, disse.

Após a saída de Dado e a chegada de Milton Cruz, Maylson foi reintegrado. O retorno durou pouco. Em junho, ele pediu dispensa por conta dos atrasos salariais do clube. Foi a partir daí que a carreira do atleta declinou. Em um ano e meio, disputou apenas quatro jogos. O último foi em fevereiro do ano passado.

“Quando saí, eu fui para o Red Bull/SP. Mas só faltava uma rodada para o fim da primeira fase da Série D. Perdemos o jogo que valia a classificação. Como eu já tinha jogado pelo Náutico, eu não poderia atuar por mais equipes. Optei por ficar no clube e comecei jogando no Paulistão em 2018. Depois fiquei no banco por opção do treinador. Tive dificuldades em me empregar em outro lugar. Fui para o Londrina, mas eles estavam disputando o acesso e o elenco era grande. Não tive oportunidade de jogar”, lamentou. “Meu pensamento agora é de conseguir um recomeço aqui. Recebi algumas mensagens da torcida e fiquei feliz. O Náutico é um clube que gosto muito e deve a direção essa chance recebida. Quero corresponder dentro de campo e sair daqui com um título ou acesso”, indicou.

De acordo com os dirigentes, o retorno só foi possível por conta da “humildade e desprendimento” de Maylson, que tinha um débito antigo com o Náutico. Com o acerto feito, o jogador iniciou os treinamentos. Mas para o jogo contra o Fortaleza, dia 15 de janeiro, nos Aflitos, na estreia da Copa do Nordeste, o volante dificilmente deve entrar em campo. “Não estou 100% fisicamente, mas vou me dedicar mais. Acredito que em 20 dias eu estarei nas melhores condições físicas.”

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