Funcionários estão cansados das promessas do presidente Alírio Moraes
Funcionários estão cansados das promessas do presidente Alírio MoraesFoto: Santa Cruz/Divulgação

Uma situação desumana no Santa Cruz. Os funcionários vivem um drama que parece não ter fim. Segundo informações apuradas pela reportagem da Folha de Pernambuco, eles receberam apenas quatro salários nos últimos doze meses. Foram pagas as folhas de janeiro, fevereiro, março e abril deste ano. No entanto, o clube deve oito meses no total – julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro ainda de 2016 e maio e junho de 2017.

Para agravar o problema, o vencimento de julho é no dia 15 de agosto (terça-feira). A promessa da diretoria é pagar o salário do mês de maio aos trabalhadores até o fim da próxima semana. Vale frisar que desde o ano passado determinados setores do clube recebem e outros não. A cada dia que passa, as pessoas ficam mais abatidas com a falta de perspectiva e aborrecidas com compromissos não cumpridos.  

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As dificuldades financeiras que o Santa atravessa não são novidade, mas a crise está instalada desde o segundo semestre do ano passado, quando o rebaixamento à Série B foi selado. Se nesta temporada as coisas estão mais complicadas do que se imaginava, em 2016 o caos foi muito maior.

O desespero era tão grande, naquela ocasião, que os funcionários chegaram a entrar em greve três vezes e ameaçaram em várias oportunidades paralisar todas as atividades. A forma que o presidente Alírio Moraes encontrou de amenizar o constrangimento foi distribuindo vales. Mesmo assim, o problema esteve longe de ser solucionado e alguns jogadores do elenco, como Grafite, Danny Morais e Léo Moura, ajudaram os trabalhadores – muitos deles ganham apenas um salário mínimo – com doações de cestas básicas e dinheiro.

Se não fosse a sensibilidade dos atletas, a calamidade seria ainda maior. As colaborações não pararam por aí. Alguns grupos aleatórios de torcedores se uniram para tentar aliviar a crise. Após grande mobilização nas redes sociais, vários tricolores deram cestas básicas. No ano passado, a folha salarial do departamento administrativo girava em torno de R$ 175 mil e a dos outros funcionários ligados ao futebol, R$ 337 mil.

NEGOCIAÇÃO

Ainda em dezembro do ano passado, após atraso de sete meses no pagamento de salários de alguns funcionários, o Santa Cruz criou um Comitê de Gestão de Passivo e montou um cronograma para saldar as dívidas em prestações. Ficou definido no calendário que os débitos seriam quitados até o fim de junho deste ano, mas até agora nenhuma parcela foi paga e a falta de perspectiva só aumenta a cada dia.

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