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Prova de matemática
Prova de matemáticaFoto: Pixabay

Deixar para estudar conteúdos muito difíceis na véspera das provas de exatas, a etapa mais "decoreba" do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pode ser um tiro no pé, na opinião de professores. "O candidato vai ficar estressado e se sentir muito inseguro. Isso poderá comprometer o ganho efetivo dele no dia do exame", diz Fernando Da Espiritu Santo, professor de matemática do Poliedro, em São Paulo.

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Neste domingo (12), os candidatos terão 4h30 para resolver um bloco de 90 questões nas áreas de matemática, química, física e biologia. De acordo com os professores ouvidos pela reportagem, os dois dias que antecedem o exame devem ser usados para breves revisões das matérias. "É a fase das fórmulas e dos conceitos. O candidato vai precisar saber das regras para conseguir um bom resultado", explica Ronaldo Carrilho, professor de física, do Anglo.

Para ajudar o candidato que vai enfrentar a segunda maratona de provas, a reportagem entrevistou professores das quatro áreas de exatas, colheu dicas e selecionou conteúdos que têm muita chance de cair nesta segunda etapa do Enem.

Matemática: seja um leitor
Resolver cálculos matemáticos exige interpretação. Para Fernando Da Espiritu Santo, professor da área no Poliedro, a prova vai testar a competência leitora do candidato.
"É muito comum na prova aparecer uma resposta correta entre as alternativas, mas ela não responde o que a questão em si está pedindo e, nesse caso, está errada.

Por isso, é importante saber ler com muita atenção o que se está pedindo", afirma.
Para Fernando, a prova de matemática desta edição seguirá uma tendência: será conteudista -com fórmulas e regras claras da área. "É preciso saber de fato conceitos específicos da disciplina."

Dica de última hora: revise fórmulas, faça exercícios para fixar o conteúdo, mas sem exageros, e vá atrás de provas anteriores do Enem para se familiarizar com o estilo do exame.

O que pode cair: noções de razões e proporções, análise de gráficos e tabelas, estatística (média, mediana e moda), funções (sempre relacionadas com situações do cotidiano), geometria (plana e espacial), exponenciais e logaritmos e probabilidade.

Física: mire em três áreas
O Enem é um "jogo", na visão de Ronaldo Carrilho, professor de Física do Anglo, em São Paulo. "E por ser um jogo, ele exige que seus competidores tenham estratégia", diz.

As 90 questões de exatas estarão embaralhadas. A melhor estratégia, segundo Carrilho, é começar pelas perguntas mais fáceis. "Você ganha tempo e passa na frente", afirma. Em Física, o especialista acredita que a prova vai exigir muito conteúdo, com fórmulas e teorias clássicas da disciplina.

Dica de última hora: pegue as provas anteriores e faça esquemas de fórmulas das principais teorias da física, com fórmulas e conceitos-chave.

O que pode cair: aposte em três grandes blocos da Física: Calorimetria, Eletrodinâmica e Ondulatória.

Química: a resposta está no cotidiano
A química sempre ocupou o topo do ranking entre as disciplinas mais temidas nos exames vestibulares. Pietro Escobar, professor da área no cursinho Oficina do Estudante, de Campinas (SP), explica o motivo. "Embora seja uma ciência exata, a química estabelece relações com outras áreas. E é isso que causa muita dor de cabeça entre os estudantes".

Para Escobar, o Enem tem por tradição cobrar questões que abordem a "química do cotidiano". "O simples ato de lavar uma louça envolve um conceito da área. O aluno precisa saber porque o sabão consegue dissolver a gordura durante a lavagem dos pratos".

Dica de última hora: refaça provas anteriores e escreva pequenos resumos de conceitos clássicos da disciplina.

O que pode cair:
cálculos de concentração de soluções, estequiometria, funções orgânicas de maneira geral, radioatividade (30 anos da tragédia do Césio 137) e equilíbrio químico.

Biologia: corpo humano é pop
A prova de biologia está cada vez mais antenada em assuntos "pop" e que afetam o dia a dia de todos, segundo o professor Luiz Carlos Bellinello. "O corpo humano virou na última década um grande campo de estudo. E na prova do Enem, certamente, haverá questões sobre o tema", disse Bellinello.

O candidato também precisará ficar atento a questões de ecologia, que, segundo Bellinello, sempre ocupam 1/3 da prova de Biologia no exame. "O aluno precisará saber como ocorre o processo de fotossíntese, as implicações do aumento da poluição nas grandes cidades e a pressão econômica nas florestas, que vem perdendo sua cobertura verde. O que acontece nesse cenário do ponto de vista biológico?"

Dica de última hora: revise conceitos clássicos da área.

O que pode cair: ecologia, funções das células, bioquímica celular (DNA e RNA), conceitos de evolução, fisiologia humana, divisão celular (mitose e meiose) e mutações genéticas

Alunos se comunicando em libras
Alunos se comunicando em librasFoto: Reprodução/Internet

Os candidatos surdos ou deficientes auditivos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com a videoprova traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras) vão poder fazer uma avaliação do recurso, que foi oferecido pela primeira. Um questionário de avaliação, no mesmo formato, com perguntas e respostas apresentadas em Libras, está disponível na Página do Participante do Enem.

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A partir da avaliação dos participantes, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fará ajustes no recurso. A expectativa é que mais surdos e deficientes auditivos optem pela videoprova nos próximos anos.

O Enem 2017 teve 1.925 solicitações de atendimento especializado para surdez e 4.390 para deficiência auditiva. Além da videoprova era possível optar pelo Tradutor-Intérprete de Libras.

O recurso é importante porque muitos surdos e deficientes auditivos têm a Libras como primeira língua e o português como segunda língua, o que dificulta o entendimento da prova no formato tradicional. Nesse ano, além da videoprova em Libras, o tema da redação do Enem foi Desafios para Formação Educacional de Surdos no Brasil.

Videoprova
Na videoprova traduzida em Libras as questões e as opções de respostas são apresentadas em Libras por meio de um vídeo. A videoprova tem o mesmo número, ordem e valor de questões da prova regular.

Cada participante recebe um notebook para fazer as provas. As orientações, os enunciados das questões e as alternativas de respostas são apresentadas em Libras por meio de vídeos gravados em DVDs. O participante pode escolher qual área do conhecimento fazer primeiro e poderá assistir aos vídeos na ordem que preferir. A redação também deve ser escrita em português.

O novo recurso de acessibilidade do Enem foi desenvolvido pelo Inep e sua Comissão de Assessoramento em Libras, composta por professores, pesquisadores e especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), entre outros.

Movimentação de estudantes próxima da Ponte da Capunga
Movimentação de estudantes próxima da Ponte da CapungaFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Os portões dos locais de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram abertos às 11h deste domingo (5) em Pernambuco. Os candidatos poderão entrar até o meio-dia, quando haverá o fechamento dos acessos. A aplicação do exame só ocorrerá a partir das 12h30, com encerramento às 18h.

Num dos blocos de uma faculdade particular no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, uma multidão formava fila pouco antes das 11h. A maioria entrou assim que os portões foram abertos.

Na tenda do Colégio Marista São Luís, parceiro da Folha de Pernambuco no projeto Folha Educa, vários candidatos se confraternizavam antes da hora decisiva. O coordenador pedagógico do 3º ano da instituição, Luciano Barbosa, recomendou calma aos alunos.

"Tentamos tranquilizá-los, inclusive sobre a melhor hora para entrar. Não é muito aconselhável eles entrarem assim que os portões abrem, porque terão que ficar uma hora lá sem poder falar com ninguém e podem ficar mais nervosos. Ao lado dos pais, professores e coordenadores, eles têm todo apoio de que precisam", orientou.

Neste domingo, os candidatos farão provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Os estudantes só poderão sair dos locais de aplicação do Enem a partir das 14h30, mas sem os cadernos de provas, que só serão liberados para quem sair a partir das 17h30. O exame poderá ser realizado ao longo de cinco horas e meia, com término às 18h.

Maria Eduarda Cavalcanti,Tânia Cavalcanti (mãe) e Marcos Macedo (pai)
Maria Eduarda Cavalcanti,Tânia Cavalcanti (mãe) e Marcos Macedo (pai)Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Vários locais de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já tinham movimentação às 10h, uma hora antes da previsão de abertura dos portões no Estado. Na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), os primeiros candidatos a chegar vieram de pontos mais distantes no Grande Recife, como Camaragibe. Eles disseram não ter enfrentado retenções no trânsito.

Na rua Guilherme Pinto, no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, uma tenda do Colégio Marista São Luís, parceiro da Folha de Pernambuco e do Portal FolhaPE no projeto Folha Educa, foi montada para receber os alunos da instituição. A estudante Maria Eduarda Cavalcanti Macedo, 17 anos, foi uma das primeiras a chegar e demonstrava tranquilidade a poucas horas da prova.

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"Estou confiante, porque os professores passaram muito bem o conteúdo e tive um ano de estudo tranquilo. Acredito que vai ser uma boa prova", avaliou. Os pais dela, Tânia e Marcos Macedo, levaram a candidata e ficarão para dar apoio. "Ela fez o Enem por experiência no ano passado e se saiu muito bem. Estamos tranquilos por ela", afirmou.

Em Jaboatão dos Guararapes, um dos pontos de provas mais movimentados é a Faculdade Metropolitana, na avenida General Barreto de Menezes. Por conta da feira realizada nas proximidades, o trânsito é intenso na região, mas flui.



Cartão de confirmação do Enem
Cartão de confirmação do EnemFoto: Reprodução

Até as 9h deste domingo (5), primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, 84% dos participantes já tinham acessado seu Cartão de Confirmação da Inscrição, que informa o local da prova. Os treineiros, aqueles que fazem a prova apenas para autoavaliação, têm a maior taxa de acesso: dos 523.415 estudantes nessa condição, 94% conferiram seu local de prova.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, a menor porcentagem de acesso é entre os ausentes na última edição – participantes que faltaram ao Enem 2016 e se inscreveram novamente no Enem 2017. Dos 499.958 participantes nessa condição, a porcentagem de acesso é de 78%.

Entre os estados, os estudantes do Ceará foram os que mais acessaram o local de prova (88,8%), seguidos pelos da Paraíba (88,2%), Rio Grande do Norte (86,5%), Piauí (86,4%) e Pernambuco (86%).

O Cartão de Confirmação está disponível aos estudantes desde 20 de outubro, na Página do Participante e no Aplicativo do Enem. As provas do exame começam às 13h30 (horário oficial de Brasília). Os participantes devem ficar atentos, porque, com o horário de verão, o Brasil tem quatro fusos horários. Nos estados com fuso diferente ao de Brasília, eles devem adequar o horário local ao horário oficial.

O Enem 2017 teve 6.731.300 de inscrições confirmadas. Ele será aplicado em 12.432 locais de prova, distribuídos em 1.725 cidades brasileiras.

Declaração de comparecimento

Quem precisar de Declaração de Comparecimento, para justificar que fez o Enem, deve imprimi-la diretamente na Página do Participante. Segundo o Inep, a mudança significou uma economia superior a R$ 500 mil, porque o instituto imprimia, por padrão, duas declarações por pessoa.

Apenas 15% fizeram download da Declaração de Comparecimento para o primeiro domingo de provas. A declaração para o próximo domingo de provas, dia 12, será liberada a partir de amanhã (6).

Aulão Solidário no Teatro Ulysses Guimarães revisa conteúdo para estudantes que fazem provas do Enem neste fim de semana
Aulão Solidário no Teatro Ulysses Guimarães revisa conteúdo para estudantes que fazem provas do Enem neste fim de semanaFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

Hoje (5) é o primeiro dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os 6,73 milhões de candidatos inscritos vão fazer provas de redação, linguagens (língua portuguesa e língua estrangeira) e ciências humanas (geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais).

O exame começa a ser aplicado às 13h30, no horário de Brasília, e os candidatos terão cinco horas e 30 minutos para concluir a prova. Além da redação, a prova terá 90 questões objetivas.

Foi resolvida neste sábado (4) a disputa jurídica em relação à redação: decisão da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu a suspensão da regra que proibia o desrespeito aos direitos humanos na redação. Assim, ainda que o texto seja ofensivo aos direitos humanos, ele não receberá nota zero. O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiram acatar a decisão do STF e não vão recorrer, em nome da segurança jurídica e da tranquilidade de quem vai fazer o exame.

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A segunda prova será no dia 12 de novembro, com questões de matemática e ciências da natureza. Este é o primeiro ano que o Enem é realizado em dois domingos consecutivos. Até o ano passado, as provas eram realizadas em um único fim de semana, sábado e domingo.

Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília. Com o horário de verão e diferenças de fusos horários, os estudantes precisam ficar atentos, pois vários estados estão com a hora local diferente da capital federal. A aplicação do exame começa 30 minutos após o fechamento dos portões.

Para fazer a prova é fundamental apresentar documento de identidade original com foto e usar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Outra cor de tinta impossibilita a leitura óptica do cartão de respostas.

É proibido o uso de celular ou qualquer aparelho eletrônico durante as provas. Os aparelhos terão de ser colocados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da cadeira até o fim das provas.

O aluno poderá deixar o local após duas horas do início da prova. Só é possível sair com o caderno de questões nos últimos 30 minutos antes do fim das provas. Caso descumpra qualquer uma dessas regras, será eliminado.

Enem
EnemFoto: Divulgação

Após derrota no Supremo Tribunal Federal em ação que pedia que as redações com teor ofensivo aos direitos humanos recebessem nota zero, o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nota em que comunicam que acatam a decisão do Supremo Tribunal Federal e que não vão recorrer da decisão. “O MEC e o Inep entendem que os participantes do Enem 2017 precisam fazer a prova com segurança jurídica e com a tranquilidade necessária ao Exame”, diz o documento.

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Diante da decisão, o MEC e o Inep reforçaram aos participantes do Enem 2017 que não haverá anulação automática da redação que violar os direitos humanos, como previa o edital do Enem. “Continuam em vigor os critérios de correção das cinco competências, conforme estabelecido na Cartilha de Participante - Redação no Enem 2017”, conclui a nota.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, decidiu neste sábado (4) manter a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que determinou a suspensão da regra prevista no edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que diz que quem desrespeitar os direitos humanos na prova de redação pode receber nota zero.

A decisão que suspendeu a norma do edital do Enem, no último dia 26, foi do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e atendeu a um pedido da Associação Escola Sem Partido, que alegou que a regra era contrária à liberdade de expressão.

Ministra do STF, Cármen Lúcia
Ministra do STF, Cármen LúciaFoto: Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) nega anulação da redação do ENEM para quem desrespeitar os direitos humanos. A ministra Cármen Lúcia manteve a decisão da Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que impediu o Inep de lançar nota zero para quem desrespeitar os direitos humanos na redação do Enem.

A decisão de suspensão, foi a pedido da Associação Escola Sem Partido, que argumenta que a regra é contrária à liberdade de expressão. Cármen Lúcia alegou que "o cumprimento da Constituição da República, impõe, em sua base mesma, pleno respeito aos direitos humanos, contrariados pelo racismo, pelo preconceito, pela intolerância, dentre outras praticas inaceitáveis numa democracia e firmemente adversas ao sistema jurídico vigente. Mas não se combate a intolerância social com maior intolerância estatal. Sensibiliza-se para os direitos humanos com maior solidariedade até com erros humanos e não com mordaça. O que se aposta é o eco dos direitos humanos garantidos, não o silencio de direitos emudecidos".

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A Associação Escola Sem Partido argumento no ano passado que a correção da redação do ENEM, é uma ofensa a manifestação do pensamento, a liberdade de consciência e de crença e os princípios do pluralismo de ideias, impessoalidade e neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado. "Ninguém pode ser obrigado a dizer o que não pensa para poder entrar numa universidade", enfatiza a entidade.

A decisão foi uma rejeição ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recorreram para manter a nota zero nas redações com teor ofensivo aos direitos humanos.

Confira as dicas para se dar bem na redação:


Enem
EnemFoto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Até a manhã deste sábado (4) cerca de 19% dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 ainda não haviam acessado o Cartão de Confirmação da Inscrição.

A menor porcentagem de acesso curiosamente é entre os ausentes de 2016, que se inscreveram novamente no Enem 2017. Dos 499.958 participantes nessa condição, a porcentagem de acesso é de 74%.

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Entre os que já cumpriram essa obrigação, 81% dos participantes do Exame 2017 já tinham acessado seu cartão de confirmação da inscrição. Nesse grupo os chamados “treineiros”, têm a maior taxa de acesso: dos 523.415 inscritos nessa condição, mais de 92% já sabem seu local de prova.

Candidatos do Enem
Candidatos do EnemFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil

Mais de 600 mil pessoas vão trabalhar para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, entre aplicadores de prova, coordenadores e agentes de segurança. A primeira prova acontece neste domingo (5), com questões de linguagens e ciências humanas, além da redação. No dia 12 de novembro será a vez das provas de ciências da natureza e matemática. Mais de 6.730.000 de pessoas estão inscritas para fazer o exame.

O Enem será realizado em 1.725 municípios. A aplicação das provas será feita por 197 mil chefes de sala e 195 mil aplicadores, que atuam em conjunto. Para atender as necessidades dos participantes que solicitaram recursos de acessibilidade, serão 12,7 mil aplicadores especializados. Outros 67 mil fiscais de banheiros ficarão responsáveis pela vistoria com os detectores de metais.

O exame também terá 54 coordenadores estaduais, 1.793 coordenadores municipais, 13.880 coordenadores de locais de prova e outros 22.020 assistentes locais de prova. Cerca de 40 mil professores da rede pública e servidores públicos foram capacitados para representar o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nos locais de aplicação, fazendo a conferência da abertura do lacre dos malotes com prova.

Também estão envolvidos no processo 41 mil funcionários dos Correios, que trabalham na distribuição das provas e a logística reversa, que envolve o transporte dos cartões-resposta e das folhas de redação dos locais de prova até a estrutura de correção do consórcio aplicador. Na operação reversa, serão 200 colaboradores da Fundação Getúlio Vargas e 500 da Fundação Cesgranrio.

Responsável pela correção das redações, a Fundação Vunesp contará com 9 mil professores. Também haverá cerca de 500 servidores do Inep trabalhando no processo, com representantes em todos os estados.

Segurança
Cerca de 23 mil agentes de segurança pública trabalham na segurança do exame, fazendo a escoltas das rotas, de distribuição e da operação reversa; na vigilância dos locais de armazenamento e no monitoramento dos processos no período da aplicação. O Enem reúne o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros Militar e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A segurança do Enem 2017 contará, também, com a atuação do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), com sede em Brasília, além de 12 Centros Integrados de Comando e Controle Regional (CICCR), com sede nas cidades que sediaram a Copa 2014; e com 15 centros de operações localizados nos demais estados brasileiros.