Elizama optou por um curso de Enfermagem e, após sete meses de estudo, conseguiu um estágio na área
Elizama optou por um curso de Enfermagem e, após sete meses de estudo, conseguiu um estágio na áreaFoto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Em tempos economicamente conturbados e de dificuldades no ingresso ou reposicionamento no mercado de trabalho, buscar a área técnica acaba sendo uma opção bastante interessante. Com um tempo de duração menor, comparado a uma graduação, e oferecendo um custo de investimento mais baixo, optar por um curso técnico pode ser a ponte mais eficaz entre o ensino médio e o mercado de trabalho.

A demanda voltada ao ensino técnico é crescente, ainda mais porque as áreas que envolvem o segmento apresentam uma remuneração bem atrativa e, dependendo do campo, podem pagar entre R$1.500 e R$ 8.000. “Quando passamos por um momento como o que vivemos recentemente, de crise e um grau elevado de desemprego, podemos constatar que a área técnica foi a que menos sofreu, pois a demanda, além de ser crescente, está vindo em uma ascensão. Hoje, ter uma formação técnica acaba sendo um diferencial, tanto para quem está chegando agora ao mercado, quanto para quem tenta uma recolocação”, explicou o Gerente Nacional de Operações da rede Grau Técnico, Carlos Gomes.

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O gestor adiantou que os cursos mais procurados na instituição são os de Técnico em Administração, Técnico em Logística e Técnico em Recursos Humanos, além da área de saúde, que abrange a parte de enfermagem, radiologia e análises clínicas.

Os 10 cursos técnicos mais valorizados de 2017
1 - Técnico em Meio Ambiente
2 - Técnico em Rede de Computadores
3 - Desenvolvedor Mobile
4 - Técnico em Comércio Exterior
5 - Técnico em Geoprocessamento
6 - Técnico em Mecânica
7 - Técnico em Eletrotécnica
8 - Técnico em Segurança do Trabalho
9 - Técnico em Construção Civil
10 - Técnico em Logística



Com experiência em sala de aula, o professor do curso de enfermagem, Anderson Costa, aponta que o contato mais prático do aluno com sua área de estudo acaba facilitando na busca por uma vaga no mercado de trabalho. “Existe uma grande diferença em sala no ensino técnico e no superior, principalmente na questão prática, porque esse é o nosso foco. Na graduação há uma base teórica muito grande por trás, que também vemos no técnico, mas, o mais importante, é o foco na vivência da profissão”, garantiu.




Elizama Dias é a grande prova disso. Após optar pela área de saúde, a estudante ingressou no curso técnico de enfermagem, passou sete meses em contato com o conteúdo e conseguiu uma recolocação através de um estágio no ramo. “Nós que trabalhamos com saúde temos a possibilidade de atuar em vários lugares, mas o que nos dá essa segurança é a experiência que acabamos adquirindo ao exercer as atividades práticas. Agora que já consegui voltar ao mercado, pretendo continuar estudando e me aperfeiçoando para galgar sempre lugares mais altos”, complementou a aluna, que antes de iniciar no ensino técnico trabalhava com vendas.

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