In Conversation

Graham Tidey

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Silvio Meira
Silvio MeiraFoto: Reprodução/Facebook

Ultimamente, temos visto muita discussão sobre como a sociedade atual nos dá vários incentivos para que percamos o foco em nossas iniciativas de vida. Administração do tempo, dos interesses e de expectativas são temas que sempre levantam dúvidas. O paraibano Silvio Meira tem muito a dizer sobre essas questões, sobre experiência e como lidar com a organização necessária para atingir seus objetivos. Empreendedor, engenheiro eletrônico, desenvolvedor de software e professor da Escola de Direito do Rio de Janeiro da FGV e do Centro de Informática da UFPE, Meira sabe bem o que é preciso para se desenvolver tanto no sentido profissional quanto pessoal, e não tem problema em dividir alguns de seus aprendizados.

O primeiro, e mais importante deles, é uma lição que diz ter aprendido com Sêneca, sobre como a vida é breve e como é importante escolher o que você faz. Para ele, isso significa fazer o melhor uso do tempo que temos, ainda mais em um momento em que as tecnologias facilitam tanto a dispersão. Interessado em assuntos como música, arquitetura, história, filosofia, física, computação, o professor diz que o primeiro passo é focar para fazer algo que tenha começo, meio e fim, ou então ficamos com várias iniciativas que só tem começos.

Esse foco ajuda também a evitar consumir conteúdo inútil todo o tempo, e ao invés disso aproveitar os momentos para traçar objetivos, aprender coisas úteis. A primeira pergunta que Meira se faz todos os dias é: o que eu quero aprender hoje? E depois de respondê-la, ele só se permite desviar dessa agenda para lidar com coisas que sejam importantes para o que ele pretende aprender hoje, ou tratar de coisas que possam ajudá-lo na sua agenda do futuro.

Aí está uma dica essencial: o planejamento dos objetivos deve ser feito não somente a curto prazo, mas também olhando os resultados que se quer gerar na média e longa duração. E só é possível fazer isso agendando nosso tempo para tê-lo suficiente, independentemente do que a gente tiver fazendo no dia a dia. Essa agenda é importante porque, como diz Meira, a todo o tempo é preciso gastar uma quantidade razoável de energia para diminuir o caos ao nosso redor, e a todo momento a desorganização se avizinha. (Confira artigo de Silvio Meira sobre o assunto).

Por isso, é importante também não aspirar a perfeição em tudo o que se faz, mas focar em atingir um ponto mínimo em que podemos estar satisfeitos com nossos resultados. A partir desse “minimum viable product”, podemos testar versões, chegar à essência dos nossos projetos e fazer nosso melhor sem perder o foco do que é realmente importante. Sobre isso, o professor diz que “essa cultura de criar versões das coisas e de ter o minimum viable product eu aplico em tudo na minha vida porque eu faço parcerias espontâneas, temporárias ou permanentes com muitas organizações, países e pessoas e nessas colaborações eu procuro fazer o MVP apenas e o que poderia ser melhor, a gente combina em colocar uma feature improvement”.

Os sete monitores de Silvio Meira

Os sete monitores de Silvio Meira - Foto: Reprodução

E como lidar com tudo isso? Meira diz que o que mais tenta melhorar em si mesmo é a paciência, pois à medida que cada um envelhece sem necessariamente ficar mais experiente, a tendência é que a paciência com os erros alheiros diminua. Um sujeito como esse pode limitar o potencial de crescimento próprio e alheio, pois, achando que está impedindo uma falha de acontecer, acaba interferindo nos processos de aprendizado. E Meira faz questão de ressaltar como as falhas são importantes para aprender, até porque a cada momento os contextos, problemas, processos e pessoas envolvidas são diferentes.

Se você tem interesse em administrar melhor seus projetos e expectativas, minha sugestão é manter em mente essas lições: programe sua agenda, defina seus objetivos e resultados desejados, não esqueça de dimensionar as expectativas para não perder o foco e se permita sempre continuar a aprender.

O programa “In Conversation” é para pessoas como eu que encontram inspiração aprendendo com os comportamentos, mentalidades e experiências de pessoas bem-sucedidas.

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* Graham Tidey, que atua no consulado britânico do Recife há pelo menos três anos e está no Recife desde 2012. Com formação em música, até chegar ao consulado, Graham Tidey trilhou caminhos diversos. De estoquista de supermercado a empreendedor, até ser nomeado cônsul em 2015, uma trajetória encarada com proatividade e ensinamentos que lhe deram ferramentas para assumir a função de representante do Reino Unido no Nordeste. No Estado, Graham firma parcerias nas áreas de pesquisa, investimento em empresas, turismo e desenvolvimento de projetos.

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