Caso foi apresentado em coletiva de imprensa
Caso foi apresentado em coletiva de imprensaFoto: Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco

A noite do último domingo (30) foi de terror para uma família de veranistas na praia de Carne de Vaca, em Goiana, no Litoral Norte de Pernambuco. O pai, de 46 anos; a mãe, de 45; uma filha do casal, de 28; e um neto deles, de quatro anos, foram assaltados por um adulto e dois adolescentes, de 15 e 16 anos. A mãe ainda foi estuprada em uma área de manguezal nas redondezas por dois dos três suspeitos. O pai foi obrigado pelos criminosos a presenciar o estupro e sofreu constantemente ameaça de morte.

Os suspeitos roubaram uma televisão, um ventilador e três celulares das vítimas, que saíam da casa de praia em Carne de Vaca e voltavam para a residência onde moram em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. O trio abordou a família com uma arma de fogo cada. O adulto também portava uma foice. As informações foram repassadas pelas polícias Civil e Militar de Pernambuco em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (31), no Recife.

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O adulto foi identificado pela Polícia Civil como Luiz Carlos Bernardo da Silva, mais conhecido como Tuta, de 21 anos. “Na área de mangue, tanto o menor de 15 anos quanto Tuta estupraram a mulher. O marido foi obrigado a ver todo o estupro e, de acordo com os depoimentos das vítimas, Tuta falava para o adolescente que, caso o marido tentasse qualquer coisa, ele o matava com a foice”, afirmou a titular da Delegacia da Mulher de Goiana, a delegada Ana Carolina Guerra.

Ainda de acordo com a delegada, Tuta obrigou a mulher a beijá-lo na boca durante o estupro. Nesse momento, ele levantou o capuz na frente da vítima, o que fez com que, mais tarde, fosse reconhecido pelas vítimas na delegacia.

Em outro carro, o adolescente de 16 anos ameaçava durante todo o tempo a filha do casal. Segundo a delegada, ele também mostrou o rosto. “A criança ficou muito nervosa na ocasião e o menor chegou a levantar o capuz e disse à criança que não ia fazer nada com ela. O que possibilitou o reconhecimento pela vítima que ficou no carro”, disse a delegada.

Denúncia e prisão
A família ligou para a polícia relatando o ocorrido e, nessa terça-feira (29), foram à Delegacia da Mulher de Goiana, onde prestaram depoimento e relataram os crimes sofridos. “Já no domingo, começamos nossas buscas. Além de terem cometido os crimes contra essa família, ocorrido às 19h30, recebemos informações que o bando estava praticando outros delitos de roubo em residências da área. Na terça, conseguimos localizar os dois menores, os apreendemos e os dois foram reconhecidos pelas vítimas na delegacia”, relatou o tenente-coronel da Polícia Militar Robson Cordeiro.

Tuta compareceu à delegacia voluntariamente na terça ao lado de familiares e de um advogado e prestou depoimento. Ele foi reconhecido pelas vítimas e liberado em seguida. No entanto foi preso na quarta-feira (30) por força de um mandado de prisão preventiva emitido pela Comarca de Goiana. O suspeito já havia sido preso anteriormente e estava respondendo por quatro outros processos, de roubo e por posse ilegal de arma. Ele responderá pelos crimes de roubo, estupro e corrupção de menor e foi levado para a Cadeia Pública de Goiana. Os adolescentes foram apreendidos e encaminhados para o Centro de Internação Provisória (Cenip), no bairro de San Martin, na Zona Oeste do Recife.

Moradores reclamam de violência na região
Segundo moradores de Carne de Vaca, o assalto ocorrido no domingo à família de veranistas é mais um de uma série de crimes que vêm assolando a região. Um dos moradores, que não quis se identificar, contou à reportagem do Portal FolhaPE que a população está assustada. “É assalto de instante em instantes e estamos assustados. Assalto, arrombamento, assalto à mão armada… Toda a região está assustada”, afirmou o morador.

Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco informou que o policiamento em Carne de Vaca é realizado diariamente por guarnições táticas que contam com o apoio do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati).

O patrulhamento na região, afirma a PM, é reforçado por rondas e abordagens da Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM). Por fim, o texto informa que o comandante da unidade foi informado das queixas dos moradores e “intensificará as abordagens no local”.

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