Falta de iluminação em Jardim Atlântico
Falta de iluminação em Jardim AtlânticoFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

"Escuridão e medo resume tudo." Es­sa é a avaliação de Elisângela Soares da Silva, 40 anos, sobre a situação da rua Bem-Te-Vi, no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda. A telefonista que enviou uma carta para a reportagem da Folha de Pernambuco relata o receio constante dos moradores que, há dois anos, aguardam o devido funcionamento dos postes colocados pela prefeitura da cidade patrimônio. E a dificuldade não para por aí. Além da falta de luz e insegurança, a coleta de lixo não é realizada no local, que por ser próximo a um canal, alaga em épocas de fortes chuvas.

Os postes, colocados há dois anos, apresentam outros problemas. A fiação exposta, que segundo os moradores já foi vista pela Celpe, oferece risco de choques e a estrutura rachada ameaça cair - o que só não aconteceu porque Lucineide Gomes, 43, amarrou com um barbante. “Aqui é cheio de problemas. Morro de medo de alguém se agarrar a esse poste”, conta. “Quando alguém vai sair ou meu marido está voltando do trabalho, temos que ficar olhando de longe, monitorando, para não ser assaltado. E tem muito estudante que circula por aqui, eu temo por eles também.”

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Em abril, a localidade passou por um incidente que assustou os moradores, quando bandidos levaram um táxi roubado para o fim da rua e atearam fogo. Segundo eles, a polícia não atendeu aos chamados, comparecendo ao local apenas quando o dono do veículo encontrou o carro e realizou a denúncia.

Como um paliativo, um morador gastou R$ 200 em um refletor, que em poucos dias foi quebrado. “Aqui é horrível, e para transporte também, os carros se recusam a entrar seja por medo ou pela rua não ser asfaltada”, lamenta Maria Lúcia Lins, que aos 72 anos também enfrenta o receio de escorregar na lama e cair.

A reportagem da Folha de Pernambuco procurou a Celpe para entender porque os moradores de Jardim Atlântico, mesmo pagando as taxas de iluminação pública, não usufruem do serviço. A Companhia, por sua vez, alegou que a responsabilidade é da Prefeitura de Olinda, que foi quem realizou a instalação dos postes na área. Em nota, a Prefeitura de Olinda informa que enviaria uma equipe até a rua Bem-Te-Vi para regularizar a situação, e que o prazo para a conclusão seria de até cinco dias úteis. Passados os cinco dias, os moradores da rua informaram que o órgão não compareceu ao local.

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