Saúde e Bem-Estar

Rafael Coelho

ver colunas anteriores
Rafael Coelho, médico
Rafael Coelho, médicoFoto: Divulgação

Olá leitores e internautas que acompanham a coluna Saúde e Bem-Estar

Hoje quero falar sobre um tema bem específico, porém com grande repercussão na saúde feminina: Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Escolhi este tema, pois é uma doença que cada vez mais tem sido diagnosticada nas meninas e mulheres. No mundo, cerca de 12 % das mulheres têm este diagnóstico e no Brasil aproximadamente 2,5 milhões de pessoas do sexo feminino. Fisiologicamente ela consiste em um estado de Hiperandrogenismo (aumento de hormônios sexuais) e Resistência insulínica. Por isso as principais características visuais são aumento de pêlos em locais pouco comum nas mulheres (hirsutismo), aumento do peso (geralmente entrando em obesidade) e unhas, pele e cabelo mais frágeis.

Cada vez mais temos certeza de que além da genética, a alimentação é um dos principais gatilhos para início dos sintomas da doença. Uma dieta rica em carboidratos refinados (açúcar) leva ao aumento do risco de desenvolvimento da SOP. Não só isso, pois o excesso de gorduras saturadas que estão presentes nos alimentos industrializados, também está intimamente relacionada a esta doença. Outra característica muito comum é a irregularidade menstrual. E isso responde a dificuldade do diagnóstico na adolescência, visto que as jovens, naturalmente, tem ciclos menstruais irregulares. Mas, quanto maioria demora para o diagnóstico, maior o risco desta mulher tornar-se infértil. Para diagnosticar está doença é preciso atendimento médico especializado. Através da clínica (sinais e sintomas) e exames específicos é possível fechar o diagnóstico. Exercício físico e fundamental neste grupo de pessoas, pois leva ao controle da resistência insulínica.

Busque sempre a sua melhor versão. Siga-me nas redes sociais e fique sempre atualizado com informações sobre saúde e bem-estar. Obrigado e até o próximo encontro.

Rafael Coelho (CRM: 23943/PE) é médico pós-graduado em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Atende em consultório particular. Atua nas seguintes áreas: Emagrecimento, Hipertrofia, Longevidade, Performance Esportiva, Distúrbios Metabólicos, Bioimpedância. Pautas para Jademilson Silva – Jornalista - DRT: 3468 Email: contato@jademilsonsilva.com

PÍLULAS

Instituto para as mãos em Pernambuco

O Instituto Help Your Hands – foi lançado no Teatro Deborah Brennand, localizado na Oficina Francisco Brennand no bairro da Várzea. Presidido pela médica pernambucana, ortopedista e especialista em cirurgia da mão Etelvina Vaz, o Instituto (incubado no Porto Social desde 2017) tem como objetivo central a prevenção de acidentes com as mãos, visando alertar as pessoas sobre a importância do cuidado com esses membros tão singulares do nosso corpo. Idealizado em 2010, o HYH é fruto da paixão de Etelvina pelas mãos. Voluntária nas Missões Humanitárias Internacionais da Fundação Francesa La Chaîne de L'espoir, da qual participou pelo SOS Mãos junto a grandes especialistas em cirurgia de mãos do mundo, a médica desenvolveu sua fascinação pelas mãos, dentre outros lugares, no Instituto de La Main em Paris, onde se especializou em Cirurgia da Mão, junto a referências mundiais no assunto, como o professor doutor Alain Gilbert, Presidente do Instituto francês.

Etelvina Vaz - médica ortopedista

Etelvina Vaz - médica ortopedista - Foto: Divulgação

 

Hospital Regional do Agreste completa 21 anos

No próximo dia 4 de dezembro, o Hospital Regional do Agreste Dr. Waldemiro Ferreira, em Caruaru completa 21 anos. E para comemorar a data, será realizada uma cerimônia festiva, a partir das 9h, com homenagens, bênção ecumênica, entrega dos novos kits de enxovais para pacientes, acompanhantes e equipe, além do corte do bolo.

DOSE DE SAÚDE

Retrospectiva 2018: vamos lembrar hábitos saudáveis de pessoas que cuidam do seu bem-estar no cotidiano

"Minha dose de saúde é viver intensamente todos os momentos e observar as emoções que se estampam nos rostos, relacionados aos fatos ocorridos no dia a dia . Escrever faz parte da minha receita para o equilíbrio emocional, sou dosada por sorrisos, abraços, malhação e um bom café com amigos sinceros, que possam entender a realidade da vida sem grandes mistérios, mas com arrepios na pele e brilho nos olhos! Enquanto houver quem faça poesia, vale a pena acreditar na vida!"

Elyane de Lacerda é escritora

 

Elyana de Lacerda

Elyana de Lacerda - Crédito: Divulgação


O BEM FAZ BEM

Doação de Sangue para o final de ano
A Fundação Hemope precisa de sangue de todos os tipos. É preciso repor o estoque para as festas de final de ano. De segunda a sábado, no horário das 07h15min às 18h30min, inclusive nos feriados, o Hemope está aberto para doação, na Rua Joaquim Nabuco, 171, nas Graças. Fone para outras informações: (81) 3182.4600

BULA

O risco de um abortamento espontâneo na primeira gravidez é de até 15% na população em geral

O aborto espontâneo ocorre mais frequentemente no primeiro trimestre da gestação, até 12 semanas, na maioria das vezes em função de alteração no próprio embrião, neste caso a mulher não precisa passar por nenhuma investigação ou tratamento médico antes de tentar uma nova gravidez. Quando o aborto é tardio (a partir da 20ª semana) é importante saber os motivos que fizeram a gestante perder o bebê. Em geral, tem a ver com o colo do útero.

O médico deve investigar as características do colo uterino. No caso de colo curto existe grande possibilidade de intervenção, um reforço para que a mulher consiga levar a gestação o mais próximo possível do termo. Portanto frente a uma mulher que tem história de aborto tardio, está indicado esta investigação para que não ocorra um desfecho desfavorável novamente e ainda mais precoce que o anterior.

Um aspecto a ser considerado neste tema é que, de acordo com dados da Pesquisa Nacional do Aborto, uma a cada cinco brasileiras fará um aborto ao longo da vida. Isso indica um descolamento entre a lei e a realidade das mulheres no país. Normalmente, a recuperação física da mulher demora apenas alguns dias, aproximadamente de quatro a seis semanas, ela estará em boas condições clínicas novamente.

Para que a mulher volte a tentar uma nova gravidez é preciso observar se o aborto foi precoce, se passou por uma curetagem ou se o próprio organismo eliminou por completo o saco gestacional e os restos ovulares. Desse modo, ela não precisa esperar muito tempo para engravidar, já que praticamente não houve crescimento uterino. Já nos casos que a mulher sofreu um aborto tardio, após a eliminação do feto, é interessante que ela passe por uma avaliação médica antes de tentar uma nova gravidez. Alberto Guimarães é médico e gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), em maternidades municipais de São Paulo e na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

*A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

 

veja também

comentários

comece o dia bem informado: