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Felipe Oriá, professor da Fundação Getúlio Vargas, é um dos fundadores do movimento
Felipe Oriá, professor da Fundação Getúlio Vargas, é um dos fundadores do movimentoFoto: Divulgação

Em uma eleição marcada pela apatia, o pré-candidato a deputado federal Felipe Oriá (PPS-PE), 27, apelou para o Tinder, um aplicativo de paquera, para tentar despertar o interesse do eleitorado. Nessa rede social, pessoas curtem umas às outras e, quando a simpatia é mútua, dá-se o desejado match: os perfis se conectam.

O poder de sedução de Oriá vai bem. São quase 400 matches por dia, segundo ele, um dos fundadores do movimento suprapartidário Acredito, que prega a renovação política. O perfil está no ar há cerca de uma semana. Quando o paquerador percebe que o interesse é por seu voto, porém, as reações são as mais diversas. "Amigo, eu odeio política. Desculpas", cortou uma pessoa.

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"E eu pensando que Felipe Oriá tinha se encantado pelos meus olhos", divertiu-se uma enamorada. "Me encantei pelo seu apoio", respondeu o pré-candidato. "Se for pelo charme, meu voto já é teu, deputado", flertou um interessado. "Imagina pelas ideias então?", piscou Oriá.

Ele curte homens e mulheres sem qualquer critério, "até porque a campanha é bastante progressista no campo dos costumes". Fora das redes, é casado com uma suíça. Cientista político pernambucano com mestrado em Harvard, o pré-candidato diz que o flerte político é uma estratégia para engajar simpatizantes, em vez de bombardear adeptos de redes sociais com propaganda eleitoral. Até porque, observa ele, se quisesse competir com pré-candidaturas de porte, estaria desde a largada em desvantagem.

O Facebook, principal plataforma digital para campanha política, varia o valor do anúncio conforme a demanda, num modelo que a empresa chama de leilão. Quanto mais páginas querem falar com uma mesma audiência, mais caro custa o impulsionamento.
Assim, o investimento que Oriá fazia para atingir cem pessoas passou a alcançar dez, diz ele. "Não é nada trivial ter alcance sem dinheiro. O fundão [fundo eleitoral destinado a partidos] inunda as redes sociais", afirma.

No Tinder, entretanto, o approach é ainda mais restrito. Sem impulsionamento nem anúncio, fala-se com uma pessoa de cada vez e, no caso do pré-candidato, a intenção é desenvolver conversas genuínas sobre a eleição. É preciso ter uma equipe treinada para sustentar o papo.

"A pauta da campanha é inovação. Inovação para superar essa política do dinheiro, da paixão ideológica, do sobrenome hereditário há 300 anos. Então o pessoal pega logo o espírito", conta Oriá.

Deputado mais velho da Câmara, Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), 88, não conhece o Tinder, mas considera a estratégia moderna. "Sei mais ou menos como funciona. É à base de brincar com as mulheres, fazer bobagem, é isso?", divertiu-se. "Há todo um movimento de curtição de fotografia de rede social."

Paulo Câmara
Paulo CâmaraFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

O governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, destacou, na última quinta-feira (12), após reunião com a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que a “ala pernambucana no PSB é a maior do Brasil” e que faria “todos os esforços para que essa aliança (com o PT) se concretize”. No entanto, a tendência na sigla é de apoio ao PDT, do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Diante disso, para evitar um racha interno, socialistas já trabalham nos bastidores para liberar os diretórios estaduais e assim conformar as alianças regionais.

Adiar a realização das reuniões da Executiva e Diretório nacionais do PSB, que seriam realizados em 18 e 19 de julho, respectivamente, demonstra a força que Câmara e o governador de São Paulo, Márcio França, possuem na legenda. Eles necessitam de tempo para conciliar interesses. Na Executiva há 42 membros com direito a voto, enquanto o Diretório possui 137 assentos. As decisões são obtidas a partir de maioria simples e o resultado do primeiro tende a ser confirmado no segundo, que é o decisório. Estes órgãos levarão o direcionamento do partido para a chancela na convenção, que será em 5 de agosto, data limite.

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Pernambuco possui, de fato, a maior bancada na Executiva, com seis votos, e no Diretório, com 19. Entretanto, essa maioria não se traduz em maior quantidade de apoios ao pleito pernambucano, que é se aliar ao PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, a tese de apoio petista possui de nove a 14 votos na Executiva e de 43 a 54 votos no Diretório, enquanto o apoio ao pedetista teria de 13 a 18 na Executiva e de 83 a 94 no Diretório. Isso porque três estados estão em aberto e dois membros da Executiva e quatro do Diretório podem votar tanto no PT quanto no PDT.

Segundo Câmara, outros estados do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste também têm interesse em apoiar o ex-presidente Lula, porém, ao ser questionado, não especificou quais. Juntos, os estados do Nordeste possuem 14 votos na Executiva e 47 no Diretório, mas os membros do Piauí e de Sergipe tendem a votar em Ciro Gomes. O do Ceará pode votar tanto no pedetista quanto no petista. No Norte, apenas Amapá e Acre estariam fechados com o PT. Os demais estados da região estão em abertos ou inclinados ao PDT.

Já os estados do Centro-Oeste gostariam de votar no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), porém, como uma resolução do partido determina aliança apenas a siglas de centro-esquerda, como PT, PDT, PCdoB e PSOL, estes membros devem optar por Ciro Gomes.

Os estados do Sudeste e do Sul tendem a votar em peso no pedetista, totalizando 19 votos na Executiva e 60 no Diretório. Nos últimos anos, a ala pernambucana perdeu dois grandes aliados tradicionais, o Rio Grande do Sul e o Paraná, que computam oito votos na Executiva e 16 no Diretório. Os paranaenses desejam apoiar o Podemos, do senador Álvaro Dias, mas, se não for possível, tendem a votar no ex-governador do Ceará.
Diante dessas variáveis, a neutralidade, outrora rechaçada, voltou a ser uma opção para evitar que a legenda saia rachada dessa eleição presidencial.

O deputado federal Julio Delgado (MG) avaliou que, apesar de a neutralidade ser ruim para o partido nacionalmente, deverá ser o caminho mais viável. “Se o estado de São Paulo, que é o maior colégio eleitoral e mais rico, juntar-se com Pernambuco, que é a terra de (Miguel) Arraes e de Eduardo (Campos) e o mais importante para o PSB, eles conseguem convencer os demais”, ponderou. Outro socialista, em reserva, corroborou com essa tese. “O caminho mais provável é o PSB não formalizar apoio e liberar os diretórios. É a forma de evitar o racha”, disse.

Na passagem pelo Recife, a dirigente petista Gleisi Hoffmann destacou que só interessa ao PT um apoio nacional ao ex-presidente Lula. Entretanto, apesar de não ser impossível, é muito difícil o PSB entregar, avaliam socialistas.

Mesmo esboçando confiança nas declarações, Câmara não possui nem o apoio de todos os aliados pernambucanos. Um dia depois do governador dizer que empreenderá todos os esforços para viabilizar o apoio ao PT, o deputado federal Felipe Carreras (PE) afirmou, via Twitter, que não votará no ex-presidente Lula e nem em deputado do PT. “Não sei a decisão que meu partido vai tomar. Respeito decisões partidárias. Tenho história no meu partido. Mas de uma coisa tenho certeza, não voto para presidente em Lula nem num candidato do PT”, escreveu. Carreras, todavia, não possui voto nas instâncias superiores socialistas. Até o fechamento desta matéria, a reportagem tentou contato com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sem sucesso.

Armando Monteiro
Armando MonteiroFoto: Divulgação

Após mandar um recado em tom de crítica contra as movimentações de aliados em torno da formação da chapa oposicionista, o senador e pré-candidato a governador, Armando Monteiro (PTB) voltou a prezar pelo clima de harmonia e coesão, dentro do bloco. Durante visita a Petrolina, nesta sexta (13), chegou a elogiar o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), que tratou de pleitear a vaga ao Senado e indicar o cunhado do deputado estadual André Ferreira (PSC) para a vaga de vice. Além disso, anunciou que a oposição agendou a convenção para o dia 04 de agosto.

“A gente construiu esse processo todo até hoje em um clima de muita harmonia e coesão. O que houve é que em algum momento haviam várias manifestações públicas que de alguma maneira não ajudava, ao meu ver, a criar e definir a melhor posição de encaminhamento. Essas posições poderiam emitir sinais públicos que não ajudariam a que a gente pudesse concluir essa tarefa que me foi delegada. Porque o que eu quis dizer em ultima instancia é que eu não imponho, que não sou eu que decido isoladamente. Mas eu coordeno”, colocou Armando durante entrevista concedida à imprensa local.

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Ao se referir à movimentação do PSDB, afirmou que o partido “é um grande construtor dessa aliança” e que Bruno Araújo pode ser escalado para “qualquer posição na chapa”. “É um dos pilares da aliança, porque estão presentes desde o inicio da construção. Tem importância e expressão e quadros. Inclusive do seu presidente, Bruno Araújo. Ele pode ter qualquer posição na chapa. Mas desde o início o PSDB também sinalizou que tem compromisso para buscar a melhor equação possível. Inclusive sinalizando até para essa posição de abertura em relação à necessidade de incorporarmos novos partidos para fortalecer mais ainda o conjunto”, disse.

Jorge Waquim
Jorge WaquimFoto: Divulgação

Por Jorge Waquim*

A justiça brasileira está contaminada pela prática política. Esta é uma conclusão à qual se pode chegar após o episódio que inundou os noticiários e os comentários políticos no começo da semana – a ordem de soltura do ex-presidente Lula de seu encarceramento em uma cela da polícia federal em Curitiba, por um desembargador do TRF-4. Este último episódio do solta e prende, a que assistimos no fim de semana passada, lança evidências no ar sobre como funciona o nosso sistema judiciário.

Já estamos distantes no tempo dos acontecimentos, uma semana já é uma esteira de dias no célere desenrolar dos acontecimentos. No entanto, as reverberações do caso continuarão, o encarcerado em questão continua líder nas pesquisas de opinião para as próximas eleições, dando indicações do incontornável aspecto de anormalidade dentro da estranha história brasileira, repleta de casos fora da curva.

Uma briguinha entre desafetos, talvez seja a melhor imagem que passaram os representantes do judiciário brasileiro para nós, o povo, assistindo a tudo sem entender direito dos bastidores do caso. Lá vem Moro, o juiz justiceiro, sair das férias para enfrentar um magistrado de tribunal superior, lá vem o magistrado de férias, presidente do tribunal, interferir no caso, sem falar da polícia federal, que ficou impassível diante de uma ordem de um desembargador, mesmo se este estivesse errado, mesmo se sua decisão estivesse eivada de problemas.

O terreno da justiça deveria, em um estado normal de temperatura e pressão, ser absolutamente submetido às ferramentas da lógica, e não à retórica e à persuasão, como é o terreno da política. Neste, o objetivo é persuadir, a todo custo, para que se vote em uma candidatura, em um projeto, em uma lei. Com esse objetivo, usam-se de figuras de linguagem, de interjeições, de variações no modo de falar a até de inverdades, como sói no conturbado terreno da política brasileira, comportamentos que veremos com mais frequência nesses próximos meses que nos aproximam do dia das eleições.

O contrário se dá na justiça. Nela, o aplicador do direito deveria se ater a recuperar o que está escrito na lei para examinar o caso em questão. Esse exame do caso diante da lei se dá pelo que se denomina “silogismo jurídico”, que é um raciocínio derivado do “silogismo prático”, pensado por Aristóteles, na Grécia antiga. Esse tipo de silogismo é uma maneira de raciocinar e que conduz a uma conclusão. Nele, tem-se uma premissa maior, universal, que pode ser um princípio universal do direito, uma regra moral, uma lei, etc. A segunda premissa, a menor, é um caso concreto e particular, que vem ser comparado à premissa maior. Uma terceira etapa é a conclusão que, no caso jurídico, é a sentença do juiz, do desembargador, do ministro do supremo.

O silogismo, de maneira esquemática, funciona assim: “Roubar é passível de prisão”, “Luís roubou”, “Luís deve ser colocado na prisão”. Quem articula a dedução, intrínseca ao silogismo, é o aplicador do direito. No silogismo, enunciados como “ele é meu amigo”, “alguém precisa ser punido, mesmo sem provas”, como foi falado nos casos da lava-jato e do mensalão, não poderiam ser utilizados como princípios de raciocínio. Daí a absoluta necessidade da prova que conduza à premissa que “Luís roubou”, para que esta possa ser utilizada no silogismo, com a consequente conclusão punitiva. E claro, isso é mais complicado do que parece; por isso, o direito ao contraditório, as apelações, as diversas instâncias jurídicas, para garantir a melhor justiça de acordo com a lei e com os princípios.

Quem precisa da justiça no Brasil se vê frequentemente enovelado em estranhas teias, em demoras sem fim, em verdadeiros calvários de idas e vindas a advogados. “Cada juiz é um universo”, declarou um advogado que trata de uma questão deste articulista, como a dizer que cada juiz decide de acordo com a sua cabeça, muitas vezes ignorando leis e princípios.

No caso do ex-presidente Lula, essa teia parece ainda mais ameaçadora, pelo ineditismo da celeridade dos julgamentos, pela ilegalidade da publicação de conversas, pela transformação de delações em provas. E sobretudo pela grave contaminação da justiça pela política, que o caso de Lula revela de maneira dramática. Perdemos todos.

* Jorge Waquim é filósofo pela Universidade Paris Nanterre

Vera Lúcia é pré-candidata a presidente pelo PSTU
Vera Lúcia é pré-candidata a presidente pelo PSTUFoto: Julya Caminha/Folhape

Para a ex-operária Vera Lúcia Salgado, pré-candidata à Presidência pelo PSTU, a crise político-econômica e social vigente não irá se resolver sem uma verdadeira ruptura com o sistema capitalista. Velha bandeira do partido, a revolução socialista é, na sua visão, urgente, viável e necessária. Em entrevista ao programa Folha Política, durante visita ao Recife nesta sexta (13), ela criticou o modelo de governabilidade adotado pelo PT e a forma com que outros pré-candidatos do campo de centro-esquerda fazem a defesa do legado do petista.

Não podemos comungar com as ideias do PT, nem da sua forma de governo, nem tampouco do PSOL, ou com todos aqueles que estão hoje debaixo da asa do PT na campanha ‘Lula Livre’. Somos daqueles que defendem que todos os corruptos e corruptores vão para a cadeia e tenham seus bens confiscados. Que essas empresas envolvidas em corrupção, a exemplo da Odebrecht, JBS, ou Camargo Correia, sejam estatizadas e colocadas sob o controle dos trabalhadores, até porque foram construídas, para além da exploração, com base em todo tipo de falcatrua. Não apenas no governo Lula e no modo de governar do PT. Sempre foi assim. Porque a corrupção é inerente ao sistema capitalista”, colocou.

Na opinião de Vera Lúcia, a mobilização da classe trabalhadora, hoje, se torna cada vez mais viável diante do esgotamento do próprio sistema capitalista. Ela acredita que o aumento da pobreza e violência, a partir do aprofundamento da crise atual, servirá de motor para a promoção desta “virada”. A pré-candidata, inclusive, não acredita no modelo eleitoral vigente. Mas, questionada sobre a iniciativa que tomaria caso assumisse o poder, defendeu a estatização das grandes empresas instaladas no País.

Ouça a íntegra da entrevista com Vera Lúcia no Podcast Folhape:

Deputado Sílvio Costa (Avante)
Deputado Sílvio Costa (Avante)Foto: Câmara dos Deputados

O deputado federal e pré-candidato a senador, Silvio Costa (Avante), não acredita que o PSB está trabalhando para concretizar a aliança em torno da candidatura presidencial de Lula, em troca do apoio do PT em alguns estados. Para ele, esta possibilidade é remota, apesar da sinalização feita pelo governador Paulo Câmara (PSB), durante a visita ao Recife da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, nesta semana. Na sua visão, os socialistas “estão mentindo” e irão “trair” os petistas.

De acordo com Silvio Costa, é “natural que todos os partidos priorizem as alianças nacionais, entretanto, quero registrar que mais uma vez atores do PSB estão mentindo para a Executiva Nacional do PT”. “Quero – mais uma vez – registrar que o PT será traído pelo PSB. Este grupo do PSB de Pernambuco, que tem o governador como vice-presidente nacional do partido, não tem votos na Executiva Nacional, muito menos no Diretório Nacional da legenda, para aprovar uma coligação nacional com o PT. Eles adiaram a decisão para o dia 4 de agosto. Podem até adiar para 4 de dezembro de 2018 que eles não vão conseguir os votos”, colocou.

O Avante realizará sua convenção no próximo dia 5 de agosto, quando irá ratificar o compromisso e o comprometimento com a pré-candidatura da vereadora Marilia Arraes (PT) ao governo. “É de conhecimento público que o PT só admitiria, segundo decisão posta em documento, a retirada da pré-candidatura da vereadora Marília Arraes – que, claramente, já extrapolou os limites do partido - caso o PSB aprove a coligação nacional. Não tenho a menor dúvida de que a vereadora Marília Arraes será candidata ao governo de Pernambuco, conforme o desejo majoritário da militância do PT”, disse o deputado.

Jarbas Vasconcelos (MDB), Raul Henry (MDB) e Uchoa Júnior (PSC) com os anfitriões
Jarbas Vasconcelos (MDB), Raul Henry (MDB) e Uchoa Júnior (PSC) com os anfitriõesFoto: Divulgação

Ao lado do vice-governador e presidente estadual do MDB, Raul Henry, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) se reuniu, na noite desta quinta-feira (12), com lideranças, políticos e vereadores de Itambé, na Mata Norte de Pernambuco. O encontro foi comandado pela prefeita da cidade, Dona Graça, e pelo ex-prefeito Fred Carrazzoni, esposo da gestora.

“Itambé é uma cidade estratégica na Mata Norte pernambucana. Entender cada vez mais as necessidades e poder ajudar no seu desenvolvimento é investir não só no município, mas de toda essa região”, afirmou Jarbas. O deputado federal esteve acompanhado, ainda, do pré-candidato a deputado estadual Guilherme Uchoa Júnior (PSC). Uchoa Júnior é filho de Guilherme Uchoa (PSC), ex-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que faleceu no último dia 3 de julho.

Deputado estadual André Ferreira e o prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira que romperam com o governo Paulo Câmara
Deputado estadual André Ferreira e o prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira que romperam com o governo Paulo CâmaraFoto: Anderson Stevens

O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), e os pré-candidatos André Ferreira (PSC) e Clarissa Tércio (PSC) são alvos de representações do Ministério Público Eleitoral em Pernambuco por propaganda eleitoral antecipada. As ações foram enviadas na última segunda-feira (9) para o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), responsável por julgar os processos.

De acordo com o MPF, os irmãos Ferreira participaram de evento "assemelhado a showmício" em abril deste ano, que contou com apresentação da cantora evangélica Cristina Mel, indicada três vezes ao Grammy Latino. Na ocasião, segundo o Ministério Público Eleitoral, Anderson Ferreira fez propaganda eleitoral em benefício do irmão, presente no palco, e do pai, Manoel Ferreira.

Durante o evento, Anderson Ferreira discursou e citou os nomes do irmão e do pai: “Como agora eu tenho a mesma convicção que o Ferreira vai pra Câmara Federal, em nome de Jesus, continuar aquele trabalho que nós tínhamos feito. O André é candidato a deputado federal, mas o meio político do Estado de Pernambuco, que vocês sabem como está, tá querendo levar ele pra um lugar ainda maior. Amém! Pra Senador, primeiro senador evangélico em Pernambuco. (...) Nosso pai Manoel Ferreira não pode deixar essa cadeira sozinha, vai vir pra deputado estadual”.

Já Clarissa Tércio teve sua imagem divulgada por meio de cartazes de grande porte - 18 outdoors, em vias públicas, e 20 outbus -, com o custo total de R$ 22.400,00. De acordo com o órgão, as peças publicitárias continham sua imagem e nome, com o texto "Ouça Clarissa Tércio na rádio Novas de Paz, 101,7FM e 91,3FM”. Clarissa é pré-candidata a deputada estadual pelo PSC, partido ao qual se filiou em março deste ano. Os outdoors e outbus já foram retiradas por determinação de um dos juízes eleitorais da Comissão de Propaganda Eleitoral do Recife. O Ministério Público Eleitoral, no entanto, busca condenação da pré-candidata por propaganda eleitoral antecipada.

Para o procurador regional eleitoral substituto em Pernambuco, Wellington Cabral Saraiva, propaganda antecipada gera desigualdade na eleição e causa prejuízo aos candidatos e candidatas que não disponham dos mesmos recursos econômicos para se promover. Saraiva ainda apontou que despesas com atos de pré-campanha não podem ser realizadas de forma lícita, pois fugiriam ao controle estatal, sem que os valores gastos e as fontes dos recursos sejam conhecidos pelo sistema da Justiça Eleitoral.

O órgão ainda destacou que, mesmo no período permitido da propaganda eleitoral, a lei proíbe utilização de outdoor e outbus e a realização de showmícios e eventos assemelhados para promoção de candidatos.

“Não se podem admitir atos de promoção pessoal por meios de publicidade vedados pela legislação no período permitido da propaganda eleitoral, ou seja, tais atos devem seguir as regras da propaganda”, afirmou Wellington Saraiva.

Procurada, a assessoria do prefeito Anderson Ferreira informou que ele não vai se posicionar sobre o assunto. O deputado estadual André Ferreira, que é presidente estadual do PSC, também não quis se pronunciar sobre o caso.

Marcelo Montanini, Daniel Leite e Renata Bezerra de Melo
Marcelo Montanini, Daniel Leite e Renata Bezerra de MeloFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Apesar de faltar apenas uma semana para o início das convenções partidárias, as conversas entre PT e PSB em torno de formação de uma aliança em Pernambuco ainda não chegaram a uma conclusão. Essas movimentações da senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, e do governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, estão no centro do debate da coluna digital No Cafezinho desta sexta-feira (13), que também analisa o imbróglio jurídico do MDB-PE e as costuras no bloco de oposição Pernambuco Vai Mudar. Confira o debate entre o editor do Blog da Folha, Daniel Leite, a colunista Renata Bezerra de Melo e o repórter Marcelo Montanini.

Confira a íntegra desta edição do No Cafezinho:

Armando Monteiro Neto (PTB) durante ato em Igarassu
Armando Monteiro Neto (PTB) durante ato em IgarassuFoto: Leo Caldas/Divulgação

Pré-candidato da Frente das Oposições, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) esteve em Igarassu, na noite desta quinta-feira (12), ao lado do pré-candidato ao Senado, Mendonça Filho (DEM). Na ocasião, o petebista firmou compromisso com as regiões do Litoral Norte do Estado, ao participar de lançamento de pré-candidatura do empresário Miguel Ricardo (PTB), em uma casa de eventos. “Temos que devolver à região o muito que ela nos deu. O Litoral e a Mata Norte terão em mim um governador parceiro”, afirmou Armando Monteiro Neto.

“Nós precisamos exercitar de forma construtiva o nosso papel de cidadão por meio do voto. Um voto muda a vida de nossa população”, disse Miguel Ricardo, ao lado do prefeito Mário Ricardo (PTB) e dos deputados federais Jorge Corte Real (PTB) e Daniel Coelho (PPS), além de lideranças políticas de municípios como Igarassu, Paulista, Abreu e Lima, Itamaracá, Itapissuma, Olinda, Goiana e São Lourenço da Mata, entre outros.

Armando ainda afirmou que está entusiasmado com a pré-campanha e que eventos como o de Igarassu têm sido cada vez mais constantes. “Essa energia está nos entusiasmando cada vez mais. Esse projeto não é de Armando ou dos oito partidos que integram a nossa frente. É de todo o povo de Pernambuco”, declarou o pré-candidato da frente Pernambuco Vai Mudar.

Já o pré-candidato Mendonça Filho fez críticas ao atual Governo de Pernambuco. Segundo ele, “o Estado perdeu o rumo, o caminho, está sem comando”.

Agenda
Nesta sexta-feira (13), os pré-candidatos da frente Pernambuco Vai Mudar estarão no Sertão do São Francisco, em agendas que incluem as cidades de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

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