Chapa majoritária de Julio Lossio envia carta à Rede
Chapa majoritária de Julio Lossio envia carta à RedeFoto: Raquel Elblaus/Divulgação

A quebra de braço interna da Rede em Pernambuco continua ganhando novos capítulos. Após ser notificado sobre infidelidade partidária e convidado a prestar esclarecimentos à Rede, Julio Lossio enviou à direção do partido, nesta quinta-feira (20), uma carta conjunta assinada pelos integrantes da sua chapa majoritária e por outros filiados da legenda em Pernambuco.

A carta reitera o compromisso com a candidatura de Marina Silva e explica os motivos que levaram Lossio a aceitar em seu palanque apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL). Em seguida, o documento questiona a forma com que essas divergêrncias foram conduzidas e levadas à público. "Estabeleceu-se um debate público sob tais acontecimentos, mediante notas na imprensa, antes mesmo de que fossem feitos esclarecimentos por parte das candidaturas da REDE. Tal debate externo, para além de não ser proveitoso ao próprio partido, expôs desnecessariamente uma questão que poderia ser facilmente resolvida no ambiente interno", diz o texto.

Entenda o caso:
"Quem votar em Bolsonaro vai ter um governador: Júlio Lóssio", diz Meira
Por Bolsonaro, uma "Rede de discórdia" em PE
Apoio de Bolsonaristas a Julio Lossio causa desfiliações na Rede


Confira a carta, na íntegra, no link abaixo:
https://docdro.id/Jj1V5eN

Messias Neves e Janaína Dantas estarão nesta sexta-feira ao lado de Paulo Rabelo
Messias Neves e Janaína Dantas estarão nesta sexta-feira ao lado de Paulo RabeloFoto: Gustavo Glória/ Folha de Pernambuco

Um dia para que o Nordeste reivindique o que a Constituição Federal de 1988 lhe assegura, mas ainda não foi cumprido. Nesta sexta-feira (21), uma série de ações organizadas pelo Centro de Estudos do Nordeste (Cenor) e uma faculdade particular do Recife vai cobrar ao lado da sociedade civil “Investimentos para Todos – A Reivindicação do Nordeste Brasileiro!”. O candidato à vice-presidência pelo Podemos, Paulo Rabelo, representará o presidenciável Álvaro Dias (Podemos), a partir das 10h, uma entrevista coletiva será concedida, na faculdade particular; no mesmo local, às 10h30, Paulo Rabelo fará uma palestra apresentando soluções para o tema proposto; em seguida, um ato público será realizado, às 11h30, na Avenida Conde da Boa Vista, nas proximidades de um shopping center.

A ação foi idealizada com base constitucional do artigo 165, § 7º, que os investimentos federais, em cada região, devem ser feitos proporcionais à população das regiões. O Nordeste tem 27,8%, segundo o Censo-2010, da população brasileira e só recebe 6,85% dos investimentos da União. Após o debate, ainda na área universitária, onde existe um Impostômetro instalado, pedirá a redistribuição correta dos recursos arrecadados pelo Governo Federal. Paulo Rabelo poderá fazer uma comparação e exposição do que é recebido e devido percentualmente e de forma numérica.

"Isso deveria ser cumprido em um prazo de até 10 anos após a promulgada a Constituição – em 1988 – ou seja, teria o prazo até 1998 para ser cumprido, já se passaram mais de 30 anos e até não se foi cumprido. O objetivo é cobrar o cumprimento da Constituição. E o ato tem o mesmo objetivo. Chamar e conscientizar a população sobre isso que é um crime de lesa-pátria para que a população possa reivindicar e tomar as devidas precauções para fazer se cumprir a Constituição”, explica Janaina Dantas, coordenadora geral do Centro de Estudos do Nordeste (Cenor).

Já durante o evento de rua, a manifestação deverá fazer analogias ao filme “O Pagador de Promessas”, colocando uma alegoria para representar o “Pagador de Impostos”, que seria o povo brasileiro. A ideia é ressaltar a vitimização da sociedade devido aos métodos corruptos de determinados setores políticos.

Na organização dos atos, a coordenadora Janaína Dantas; Ivaldete Marinho, também do Cenor; Sebastião Barreto Campello (Cenor); além de Messias Neves (Cenor).

 

Chico de Assis e Sérgio Buarque, do Movimento Ética e Liberdade
Chico de Assis e Sérgio Buarque, do Movimento Ética e LiberdadeFoto: Gustavo Glória/Folha de Pernambuco

Preocupados com a o rumo que a campanha presidencial tem tomado, o movimento Ética e Liberdade, formado por pesquisadores, intelectuais, artistas, economistas e profissionais liberais e representantes da sociedade civil, lançou, nesta semana, um manifesto intitulado "Alerta aos brasileiros: o país que não queremos". No documento, o grupo que se denomina apartidário, critica Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), os dois candidatos mais bem pontuados nas últimas pesquisas presidenciais, alertando para o "extremismo" de ambas as candidaturas.

"Estamos expressando a preocupação do movimento com a tendência que parece se desenhar de uma forte polarização política entre duas correntes extremas. Se o Bolsonaro é um ditador com todas as pretensões de trazer de volta a ditadura militar, com tudo que a gente conhece de repressão, violência e tortura que ela representa, do lado de Haddad, nos preocupamos com o populismo", explicou o economista Sérgio Buarque, um dos idealizadores do movimento.

Sérgio Buarque demonstrou preocupação quando à participação do ex-presidente Lula no processo eleitoral e questionou o PT pelo desequilíbrio institucional que, segundo ele, o partido provoca. "Essa combinação de culto à personalidade e ataque às instituições, que é típica do populismo é algo que carrega um certo risco à democracia", avaliou. "O que estamos fazendo é uma manifestação pública desta preocupação, um chamado à opinião pública e, ao mesmo tempo, às lideranças políticas como uma cobrança", concluiu.

Já o advogado, poeta e ex-preso político, Chico de Assis, falou sobre a adesão que a iniciativa tem recebido. "Está sendo muito boa a receptividade do manifesto. A gente lançou nas vias virtuais e em menos de 24 horas já temos mais de 80 assinaturas, inclusive nomes expressivos", contou.
Confira o manifesto, no link

Confira o manifesto:

"ALERTA AOS BRASILEIROS: O PAÍS QUE NÃO QUEREMOS

Esta próxima eleição será realizada em um singular momento de crise, com imensa carga de ineditismo, perigo e desafios, possivelmente mais do que em qualquer outro momento de nossa história republicana.

Recentes pesquisas eleitorais anunciam o lamentável risco, no segundo turno, de se fazer escolha presidencial entre o Bolsonarismo e o Lulismo, duas correntes políticas que, cada uma a seu modo, disseminam histeria populista, mistificam e distorcem a realidade, e atacam instituições democráticas.

Jair Bolsonaro propaga abertamente o autoritarismo, a volta de um regime militar e a violência como forma de fazer política. Completamente despreparado para ser chefe de Estado de um grande país atolado em grave crise econômica e social, Bolsonaro sabe apenas repetir o sinal assustador de uma pistola e destilar agressões aos direitos civis.

No poder, Bolsonaro seria um desastre anunciado: desorganização econômica, desagregação social e desmantelamento do sistema democrático; caos social que favoreceria a realização de seu sonho de uma sociedade sob jugo militar.

Uma eventual eleição de Fernando Haddad, dócil porta-voz do Lulismo guiado desde uma cela da Policia Federal em Curitiba, representa o aparelhamento do Estado, a volta da política econômica que levou o País ao desastre (inflação, desemprego e crise fiscal) e a hostilidade às instituições democráticas, com acusações sistemáticas aos juízes e agressão à imprensa e aos adversários políticos.

Jogando a culpa da crise econômica em Michel Temer, Haddad distorce os fatos e parece antecipar que, voltando ao poder, o PT repetirá as mesmas irresponsabilidades na gestão macroeconômica e fiscal, com todos os deletérios impactos já dolorosamente experimentados.

A combinação de irresponsabilidade fiscal, acusação às instituições, culto à personalidade do mito preso, e a ameaça do chamado “controle social da imprensa” abre um perigoso caminho para o populismo autoritário, o que poderia ser a versão brasileira do bolivarianismo da Venezuela.

O Brasil não suportará nenhuma dessas duas alternativas. O país não merece ter que escolher entre Bolsonarismo e Lulismo, ambos com elevado risco e desastrosas possiblidades. Ainda temos tempo de reagir e mudar tal cenário. Os brasileiros democratas e responsáveis não podem se deixar enganar por tais mistificações, não podem se omitir diante desta situação lamentável.

O Brasil precisa de um governo com responsabilidade na gestão da crise econômica, com respeito por instituições democráticas e por adversários políticos, com serenidade para enfrentar graves problemas econômicos e sociais do país, e para dialogar e negociar com as diversas forças políticas nacionais. Este é um momento de união nacional contra essas duas formas de populismo e messianismo. Que se unam todos, mulheres e homens, e bem-vindos sejam os cidadãos que se põem contra as ameaças do Bolsonarismo e do Lulismo. Chamamos as lideranças democráticas responsáveis para posicionamento diante desta clara ameaça à nossa democracia. O preço da inação seria abrir caminho para materialização desta grave ameaça à democracia brasileira.

MOVIMENTO ÉTICA E DEMOCRACIA
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Assinam este documento:
Acácio Soares de Carvalho – Engenheiro, MBA em Administração
Aécio Gomes de Matos – Engenheiro, Professor Universitário
Alcides Pires – Economista, empresário
Alena Moutelik - engenheira e economista
Alexander Saunders – Engenheiro Elétrico
Anna Cecília Silva Jácome – Psicóloga Clínica, ex-exilada
Carlos Guido Soares Azevedo – Engenheiro, Consultor
Carlos Roberto de Amorim Júnior – Estudante, UFPE
Cesar Garcia – Engenheiro Agrônomo, Professor Universitário
César Hernandes – Membro do Grupo Roda Democrática
Cláudio Carraly – Advogado e Professor Universitário
Cláudio Carraly - Advogado e professor universitário.
Clemente Rosas – Advogado
Ediel de Siqueira Beserra Filho – Estudante, UFPE
Edmundo Morais – Advogado
Elba Rego – Engenheira
Emerson M. Emerenciano – advogado, Consultor de Planejamento e Gestão
Ester Aguiar – Advogada
Fernanda Callou – Professora
Fernando Gusmão - engenheiro
Fernando José Baltar da Rocha – Economista e Contador
Francisco de Assis Barreto Rocha Filho – Advogado, Poeta, ex-preso político
Glauco Távora Themotheo – aposentado
Gregório Varvarkis – Professor Universitário (Florianópolis)
Gustavo Gesteira Costa – Advogado
Gustavo Maia Gomes - Economista
Heloisa Quintão - Aposentada BNB
Herodoto de Sousa Moreira – Economista
Janiele dos Santos Monteiro – Estudante de Administração de Empresas, UPFE
João Rego – Engenheiro e Cientista Político
Jorge Jatobá – Economista
José Arlindo Soares – Sociólogo, Professor Universitário
José Claudio de Oliveira – Empresário
José Fernandes de Menezes - economista
José Galba de Meneses Gomes – Cirurgião Dentista, Professor Universitário
Leticia Baltar Freire - Pedagoga
Luiz Otavio Cavalcanti – Professor
Luiz Rangel Moreira - Arquiteto e Urbanista
Marcia Maria Guedes Alcoforado – Professora, UFPE
Melillo Diniz do Nascimento – Advogado
Mirtes Cordeiro – Pedagoga
Nanci Lourenço Soares – Advogada
Olímpio B. de Moraes- Filho – Médico Diretor do Cisam
Olimpio de Arroxelas Galvão – Economista, Professor
Pedro Sergio de Oliveira Cunha – Engenheiro
Rejane Maria Siqueira Cavalcanti – Professora
Ricardo C. Furtado – Engenheiro e Consultor
Ricardo de Almeida – Consultor empresarial
Roberto Souza Leão- Empresário
Rodrigo Barros - jornalista - Advogado.
Sérgio Alves – Professor universitário
Sergio C. Buarque – Economista
Sheila Jane Milhomem da Silva – aposentada
Sílvio Ernesto Batusanschi – Sociólogo
Socorro Araújo – Socióloga
Suzana Coelho da Rocha – Pedagoga
Tarcisio Patricio de Araujo – Economista, Professor/UFPE
Teógenes Leitão – Engenheiro
Walkiria Gomes de Matos – Socióloga"

A candidata ao governo de Pernambuco pelo Psol, Dani Portela, em entrevista a uma emissora de Caruaru, criticou o atual modelo de partilha e afirmou que “o Psol tem feito nacionalmente uma crítica sobre repensar o pacto federativo. Segundo ela, no Brasil, um dos países com maiores cargas tributárias do mundo, a arrecadação fica concentrada na União e não é repartida de uma maneira mais equilibrada entre estados e municípios.

"Por esse modelo de pacto federativo, os governadores têm que ficar negociando as vindas de verbas federais para o estado e também fazendo repasse para os municípios. Hoje, Pernambuco tem deixado de repassar para os municípios. Então a gente não vê um crescimento descentralizado em todas as regiões do nosso estado e nem equilibrado nos estados dessa federação. A gente precisa pressionar por esse modelo de pacto federativo”, disse a candidata.

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Dani defendeu, ainda, a conclusão das obras paralisadas no Governo Paulo Câmara, como o Hospital da Mulher de Caruaru e o Hospital do Sertão, em Serra Talhada. “Pernambuco virou um grande canteiro de obras paradas. O Hospital do Sertão, por exemplo, era para ter sido entregue agora em outubro e ainda está na fase de terraplanagem”, criticou. Ao longo do dia e à noite, Dani concerdeu outras entrevistas para veículos locais.

Cientista político Hely Ferreira
Cientista político Hely FerreiraFoto: Folha de Pernambuco

Há dois relatos bíblicos conhecidos que narram os últimos momentos da vida de Jesus, que envolve diretamente dois dos seus discípulos. O primeiro deles é Judas Iscariotes. Sua atitude em trair o mestre, lhe rendeu a alcunha de filho da perdição. Por outro lado, existe a figura de Pedro, cujo temperamento era de alguém estabanado. Diante de qualquer fato, estava sempre a frente dos demais, onde não rara às vezes era repreendido pelo Mestre por não medir as palavras. Chegou a afirmar que ainda que os outros abandonassem Jesus, ele jamais abandonaria. Mas bastou o Mestre ser preso pelo Império Romano, para que aquele que se dizia tão leal, o abandonasse.

Infelizmente, o dia a dia da vida é assim e na política não é diferente. Existem aqueles que se comportam como Judas Iscariotes se aproximam do mestre, beijam o mestre, mas na primeira oportunidade, vendem o que não tem, para permanecer no poder. Da mesma forma, existem aqueles que se assemelham a Pedro, abandonam o líder, justamente quando o mesmo cai em desgraça na vida pública. Procura de imediato outra árvore em busca de sombra. Percebendo que o velho mestre ainda pode lhe ser útil, não mede esforços para voltar aos seus braços, até quando lhe for necessário. Certamente, o Cardeal Richelieu tem razão quando disse que traição em política é uma questão de tempo.

Os asseclas de Judas, assim como os de Pedro, não possuem compromisso com o povo, mas exclusivamente com o poder. Encaram o eleitor apenas como instrumento para realização do seu objetivo. Assim, beijam o eleitorado e ao mesmo tempo o abandonam, retornando apenas em ano eleitoral.

*Hely Ferreira é cientista político.

Mendonça Filho (DEM)
Mendonça Filho (DEM)Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco


Candidato ao Senado pela coligação Pernambuco Vai Mudar, Mendonça Filho (DEM) subiu quatro pontos na nova pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quarta-feira (19), assumindo a segunda colocação em números absolutos, que era de Humberto Costa. Os dois agora empatam tecnicamente dentro na margem de erro. Mendonça agora soma 31 pontos. Jarbas Vasconcelos (MDB) continua a liderar a disputa com 36 pontos. Humberto Costa (PT) aparece na na terceira posição, com 30 pontos. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Bruno Araújo (PSDB) também cresceu nessa nova pesquisa, saindo de 6 para 12 pontos. Silvio Costa (Avante) soma 11 pontos e o Pastor Jairinho (Rede) tem 6 pontos. Adriana Rocha (Rede) tem 3%, Hélio Cabral (PSTU) e Lídia Brunes (PROS) somam 2%. Albânise (PSOL), Eugênia (PSOL) e Alex Lima Rola (PCO) têm 1%.

Em branco, nulo ou nenhum para a 1° vaga tem 20%. Já para a 2° vaga, os votos branco, nulo ou nenhum somam 28%. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 19 de setembro. Foram ouvidos 1.232 eleitores de 50 municípios do Estado, com 16 anos ou mais. O nível de confiança utilizado é de 95%.4

Os primos Antônio Campos (Podemos) e Marília Arraes (PT) fazem campanha juntos
Os primos Antônio Campos (Podemos) e Marília Arraes (PT) fazem campanha juntosFoto: Divulgação

Além dos laços sanguíneos, os primos Antônio Campos (Podemos) e Marília Arraes (PT), candidatos a estadual e federal, respectivamente, têm em suas críticas à Frente Popular outro ponto em comum. Os dois estão unindo forças em suas campanhas e fazendo juntos o porta a porta com eleitores. Nesta quinta (20), visitaram moradores em Peixinhos, Olinda.

Antônio Campos já declarou abertamente apoio à candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB), da coligação Pernambuco Vai Mudar, ao Governo de Pernambuco. Já Marília Arraes ainda não explicitou em quem votará para governador e sua relação com setores PT ficou estremecida, após a retirada de sua candidatura das eleições pela executiva nacional. Para o senado, no entanto, Marília já declarou apoio a Silvio Costa (Avante), desconsiderando a candidatura de Humberto Costa (PT) proposta por seu partido.

Julio Lossio (REDE) alega ter sido expulso de manifestação
Julio Lossio (REDE) alega ter sido expulso de manifestaçãoFoto: Raquel Elblaus/Divulgação

A Rádio Liberdade rebateu às acusações feitas pela campanha de Julio Lossio (Rede), de que funcionários da emissora teriam o expulsado de protesto que realizava no dia do debate com os candidatos ao Governo de Pernambuco. A Liberdade informou que nenhum funcionário ou segurança estavam presentes no momento em que a confusão aconteceu e que o incidente envolveu apenas Lossio e o chefe da Guarda Municipal de Caruaru, Quildare Quintino.

Confira a nota, na íntegra:

"NOTA RÁDIO LIBERDADE

Em resposta ao conteúdo difundido através das redes sociais acerca do incidente ocorrido com o candidato a Governador do Estado de Pernambuco, o Senhor Júlio Lóssio (Rede), as Rádios Liberdade esclarecem que em nenhum momento acionou as forças policiais, nem tampouco solicitou intervenção de pessoas que realizavam a segurança do local onde ocorreu o debate na manhã desta terça-feira (18), uma vez que apenas tomou-se ciência do ocorrido no decorrer da realização do evento, por meio das mídias sociais.

A realização do debate foi pautada estritamente nos termos da legislação eleitoral, não havendo, bem por isso, qualquer ultraje aos direitos inerentes à candidatura do Senhor Júlio Lóssio. Em tempo, saliente-se que este veículo de comunicação sempre conferiu respeito incontido aos ideais democráticos, de modo que sempre buscou, durante toda a sua história no meio da radiodifusão, difundir informações umbilicalmente interligadas com a verdade e prestígio aos ouvintes e à sociedade em geral".

Jarbas recebeu apoio do prefeito do Paulista, Junior Matuto (PSB)
Jarbas recebeu apoio do prefeito do Paulista, Junior Matuto (PSB)Foto: Thiago Lemos/Divulgação

O deputado federal e candidato a senador pela Frente Popular, Jarbas Vasconcelos (MDB), que continua a liderar as pesquisas de intenção de voto, recebeu o apoio do prefeito do Paulista, Junior Matuto (PSB), na noite desta quarta (19), concentrando esforços para a reta final de campanha. Matuto já havia declarado apoio a Mendonça Filho (DEM), na semana passada, quando afirmou que seria um "soldado" do democrata.

Agora reforçando o palanque da Frente Popular e de seu partido, o prefeito prometeu empenho com a candidatura do emedebista. “É uma honra ajudar uma pessoa com a trajetória de Jarbas nessas eleições. Um homem com história e de muitos serviços prestados a Paulista e a Pernambuco. Até o dia da eleição não vou ter descanso aqui em busca dos votos", disse Júnior Matuto.

Acompanhado dos seus suplentes, Fernando Dueire e Adilson Gomes, Jarbas agradeceu a adesdão de Júnior Matuto à sua campanha. “Fico muito feliz de estar ao lado de Júnior nessa caminhada. É muito importante essa parceria. Juntos vamos também ajudar na reeleição de Paulo Câmara", afirmou. Pedro Campos, representando o irmão e candidato a deputado federal, João Campos, também participou do encontro, que contou também com a presença do deputado estadual e candidato a reeleição, Francismar Pontes.

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Câmara tem 35% e Monteiro está com 31% em Pernambuco, diz Datafolha

Datafolha - Divulgada na madrugada desta quinta-feira (20), a pesquisa aponta Jarbas (MDB) na primeira colocação (36%), seguido de Mendonça Filho (DEM) (31%), que subiu e agora empatar tecnicamente com Humberto Costa (PT) (30%). Bruno Araújo (PSDB) tem 12%, Silvio Costa (Avante) pontuou em 11% e Pastor Jairinho (Rede) fez 6%. Adriana Rocha (Rede) aparece com 3%, seguida de Hélio Cabral (PSTU) e Lídia Brunes (Pros), ambos com 2%. Albanise (PSOL), Eugênia (PSOL) e Alex Lima Rola (PCO) somam 1% cada.

Votos em branco/nulo/nenhum representam 20% para a 1ª vaga e 28% para a 2ª vaga. Não sabe para a 1ª vaga somam 6% e para a 2ª vaga, 10%.  A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 1.232 eleitores de 50 municípios do Estado, com 16 anos ou mais, de 18 e 19 de setembro. Registro no TSE: PE 09351/2018. O nível de confiança utilizado é de 95%.

Armando Monteiro Neto
Armando Monteiro NetoFoto: Divulgação

Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) tem evitado partir para o ataque direto com o seu adversário, o governador Paulo Câmara (PSB), que lidera a corrida ao Palácio das Princesas. Armando tem preferido focar nos problemas de Pernambuco, como saneamento público e saúde. Entretanto, em caminhada, ontem, no bairro de Rio Doce, em Olinda, o petebista mandou recado de que seu palanque é “Ficha Limpa” e que o povo vai saber diferenciar essa qualidade ao longo da campanha.

Na última pesquisa divulgada pelo Ipespe em parceria com a Folha de Pernambuco, Armando aparece com 25% das intenções de voto. A perspectiva, entretanto, é de que no segundo turno o petebista encoste-se ao candidato do PSB. “Meu planejamento é cuidar do primeiro turno, primeiro. Cada coisa a seu tempo. Nós estamos sentindo um crescimento que percebemos nas ruas e que as pesquisas haverão de confirmar”, avaliou.

Caminhando pelas ruas da comunidade Beira Mangue, onde há um quadro de esgoto a céu aberto e ruas sem asfaltamento ou calçamento, o senador afirmou a necessidade de investir na ampliação da cobertura de saneamento básico. “É preciso um esforço que envolve a Compesa e envolve uma parceria pra ampliar a cobertura de saneamento. O Estado fez uma parceria que não certo, nós temos que refazer isso tudo pra acelerar esse processo. Saneamento é saúde, saneamento é algo que retorna porque diminui os custos na área de saúde”, ponderou.

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Saúde

O candidato do PTB também bateu na gestão da saúde, pelo atual governo, em que o governador prometeu a entrega de novas instalações de hospitais e UPAs e não fez as entregas. "Tem muitas UPAs que estão prontas, os prédios, e que o Estado não colocou pra funcionar. Isso é um descaso, é uma irresponsabilidade com o dinheiro público", criticou. "O desafio da saúde é descentralizar, melhorar a gestão, qualificar os serviços e humanizar o atendimento."

Ficha limpa

Falando sobre o debate da corrupção, que ocupa o centro das atenções do eleitor, Armando garantiu que seu palanque faz a diferença. “O nosso programa se pauta por uma linha propositiva. A saúde, a segurança, o emprego, temos uma preocupação muito grande com os jovens. Quanto a essas questões mais ligadas aos processos, eu acho que o eleitor vai fazer a sua avaliação. Nosso palanque é ficha limpa, isso eu lhe asseguro, e o eleitor vai fazer seu julgamento", concluiu.

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