Foram encontrados 436 resultados para "Política":

José Patriota, presidente da Amupe, receberá comitiva de Cabo Verde
José Patriota, presidente da Amupe, receberá comitiva de Cabo VerdeFoto: reprodução/vídeo

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) receberá a delegação de Cabo Verde nesta segunda (10). A delegação estará em Pernambuco entre os dias 10 e 14 de dezembro e conhecerá em Recife as Secretaria de Relações Internacionais e de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado, o Porto Digital e a AD-Diper. O grupo será recepcionado pelo presidente da Amupe, José Patriota.

Nos dias seguintes a missão viaja para os municípios de Toritama onde visita o Polo de Confecções; São Bento do Una onde conhece a Agroindústria; Afogados da Ingazeira, onde conhecerão como é feito o reuso da água em cisternas, além do Polo de Móveis. Já em Triunfo visita a Agroindústria de Cachaça.

Leia também:
[Manchetes] Confira os destaques pelo país, nesta segunda
Equipe de transição sonda PSB
Costuras do secretariado de Paulo impactam na Alepe


Esse intercâmbio faz parte do Protocolo de Intenções entre ANMCV - Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde e Amupe, firmado no mês de outubro no II Evento CIMEIRA Internacional dos Líderes Locais.

O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni
O futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx LorenzoniFoto: Valter Campanato/Agência Brasil

Membros da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) sondaram, há duas semanas, a bancada do PSB para um diálogo com o futuro governo. As conversas informais foram tocadas individualmente, sem nenhuma aproximação institucional. Ontem, a equipe de transição do futuro governo divulgou uma agenda do chefe do Executivo federal com a bancada socialista, na próxima quarta-feira, às 17h30. O encontro foi, de pronto, negado pelo líder da bancada Tadeu Alencar.

“Com quem eles confirmaram este encontro, eu não sei, mas o PSB não é da base de Bolsonaro e não será. Isso não quer dizer que não podemos dialogar, mas conversar agora junto com um grupo de partidos que tendem a apoiar o futuro governo não faz sentido”, avaliou Alencar.

O coordenador da equipe de transição Onyx Lorenzoni teria sondado lideranças da bancada com posição mais maleável em relação ao futuro governo. Contudo, a avaliação é que o diálogo neste momento não é salutar.

“Há uma preocupação de não confundir. O PSB não é da base de Bolsonaro e não será. A possibilidade de apoiar agora é zero. Temos ainda 18 novatos que precisam ser consultados, caso esse diálogo seja aberto”, avaliou o deputado federal Danilo Cabral.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que a agremiação não se opõe ao diálogo, mas que sua postura antagonista em relação ao governo não mudará. “Estamos no lugar que os eleitores nos colocaram que é a oposição e nossas ideias são de oposição ao futuro governo. Não há nenhuma aproximação, mas nenhum partido democrático pode se negar a conversar”, avaliou.

Confira as principais manchetes de hoje
Confira as principais manchetes de hojeFoto: Divulgação

Manchetes desta segunda (10):

Folha de Pernambuco: "Mensalidade escolar subiu? Necocie!"

Jornal do Commercio: "Material escolar vai pesar mais no bolso"

Diario de Pernambuco: Bolsonaro vai propor mudança no sistema eleitoral"

Folha de S. Paulo: "Mapa revela 436 áreas de garimpo ilegal na Amazônia"

O Estado de S. Paulo: "Onze governadores podem deixar Estados sem caixa"

O Globo: "MP vai investigar denúnicas de abuso contra João de Deus"

Estado de Minas: "Punição rigorosa para interromper a vida no crime"

O Tempo: "Desvio de função superlota hospital padrão em trauma"

Correio do Povo: "Paulista Ricardo Salles assumirá Meio Ambiente"

Diário Gaúcho: "Cromo vazou de firma com licença vencida"

Zero Hora: Advogado paulista fecha lista de novos ministérios"

Extra: "Crianças estão entre vítimas de médium"

Meia Hora: "Menina de 10 anos é morta na baixada"

Valor Econômico: "Receita pressiona multis a revelar controladores"

Correio*: "Filha de policial mata amiga com arma do pai"

O Dia: "Revisões de aposentadoria começam a ser pagas amanhã"

Correio Brasiliense: "Meio Ambiente não terá ideologia, diz ministro"

A Tarde: "Preço de pedágio encarece passeio de vernanistas"

Isaltino disse que governador cumprirá as promessas de campanha
Isaltino disse que governador cumprirá as promessas de campanhaFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Areforma administrativa que o governador Paulo Câmara (PSB) promoverá, trazendo deputados estaduais para auxiliar seu segundo mandato - conforme informações de bastidores - está estrategicamente ligada a uma reformulação dos espaços do governo na Assembleia Legislativa (Alepe). O rearranjo, no entanto, tem como norte o fortalecimento das hostes socialistas visando à eleição de 2020, na qual o partido pretende angariar o comando de municípios estratégicos, como Petrolina e Garanhuns - hoje na mão de opositores.

O nome do deputado Lucas Ramos (PSB) surge como opção tanto para a liderança do governo, quanto para a presidência da Comissão de Finanças - cuja importância advém do seu papel na apreciação do orçamento do Estado. Ramos deverá disputar a Prefeitura de Petrolina e precisará de estrutura para confrontar a popularidade do prefeito - e opositor do Palácio - Miguel Coelho (PSB). A dança das cadeiras que deverá retirar socialistas da Alepe trará, naturalmente, o primeiro suplente Sivaldo Albino (PSB). Albino pode ser o candidato do Palácio à Prefeitura de Garanhuns, para vencer o sucessor do gestor opositor Izaías Régis (PTB).

A expectativa é que Paulo Câmara convoque, pelo menos, dois nomes para o seu secretariado da Alepe. A prioridade será a coligação formada por MDB, PSB e PSD. São cotados os nomes dos deputados estaduais Rodrigo Novaes (PSD) e Aluísio Lessa (PSB). Na cota do Solidariedade, o federal Augusto Coutinho (SD) pode ser convocado para abrir espaço para Kaio Maniçoba na suplência, mas o estadual Alberto Feitosa (SD) também poderia voltar para a Prefeitura do Recife. Outra costura cogitada é puxar o deputado Rogério Leão (PR) para o secretariado, contemplando o PR sem afastar o deputado federal Sebastião Oliveira de Brasília. O intuito é manter Oliveira próximo à cúpula do PR para evitar que a sigla vá para a oposição, com o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR).

Na bancada do PSB, há correntes que defendem que a legenda deve ficar com a presidência, seguindo o princípio da proporcionalidade. Esse preceito, contudo, vem sendo negociado ao longo das últimas legislaturas e a tendência é que, agora, mesmo com o PP sendo a segunda bancada, Eriberto Medeiros (PP) prevaleça no cargo. Chefiar o Poder Legislativo, nesse sentido, será um gesto significativo ao PP, que calculava ser a maior bancada na Alepe, mas teve seu desempenho abaixo do PSB. Além disso, seguindo um costume dos tempos de Eduardo Campos, o governador ainda pode justificar a perda de influência do PP na administração estadual como consequência da diminuição do partido na Esplanada dos Ministérios, no Planalto. Logo, inicialmente, o comando da Alepe estará "de bom tamanho".

O PSB também tem disputas internas sobre a 2ª Vice-Presidência, desejada por Simone Santana e Aglailson Victor. A inclinação, todavia, está para Simone, uma vez que Victor terá o primeiro mandato. A 1ª Vice-Presidência, que deve ficar com o PSC, é requerida entre Governo e Oposição, já que Guilherme Uchôa Junior é aliado do Palácio e Manoel Ferreira é opositor. Nesse caso, a experiência de nove mandatos de Ferreira deve destacá-lo para a vaga. A 1ª Secretaria deve ser disputada pelo líder governista, Isaltino Nascimento (PSB), e por Clodoaldo Magalhães (PSB), que hoje preside a Comissão de Finanças. Caso Isaltino deixe a liderança do governo, cogita-se Waldemar Borges (PSB) - hoje presidente da Comissão de Justiça - ou Aluisio Lessa.

Cientista político Alex Ribeiro
Cientista político Alex RibeiroFoto: Pedro Farias

Por Alex Ribeiro, doutorando em História pela Universidade Federal da Bahia, cientista político e jornalista

O PSDB surgiu em 1988 já com status de “grande partido”. Isso por conta da “equipe de notáveis” formada por Mário Covas, José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Montoro e Sérgio Motta, personagens já conhecidos desde a época da Ditadura Civil- Militar Brasileira. Quarenta anos depois de uma ascensão meteórica a legenda se coloca como aliada do presidente eleito Jair Bolsonaro, perdendo o protagonismo no cenário político do Brasil.

Cinco anos depois de sua criação o PSDB emplacou FHC como Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco. O sucesso do Plano Real levou o tucano a disputar à Presidência da República na qual conseguiu sucesso por duas eleições seguidas. Era o auge do partido Social Democrata que por várias vezes adotava posturas liberais no poder (vai entender).

Mesmo perdendo a disputa para o Planalto em 2002 para o ex-presidente Lula, o PSDB não deixou de ser protagonista sendo o maior partido de oposição por muitos anos e governando Estados importantes como São Paulo. As disputas presidenciais colocavam os tucanos como os principais adversários dos petistas.

O ponto chave para entender a derrocada tucana foi na quarta derrota do partido nas eleições presidências em 2014, dessa vez para a ex-presidente Dilma Rousseff,
justamente na qual teve uma porcentagem de votos significativas com 48,36%, onde o então senador Aécio Neves obteve mais de 51 milhões de votos, apenas 3 milhões a menos que a petista.

Após as eleições de 2014 o partido adotou estratégicas para cercar o governo petista. “Queremos ver a Dilma sangrar”, afirmava o então senador e candidato a vice-presidente derrotado na eleição, Aloysio Nunes. O pedido de recontagens de votos sobreo pleito presidencial, alianças para lançar pautas bombas contra o Governo Federal e o discurso ofensivos no Congresso foram feitos logo após a disputa eleitoral.

Os escândalos da Petrobras junto com a crise econômica minaram ainda mais o governo Dilma Rousseff. O pedido de impeachment da líder petista, sob o argumento das pedaladas fiscais, feitas pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha, era a oportunidade que o PSDB enxergava para se tornar o grande favorito para a próxima disputa ao Palácio do Planalto em 2018. Não é à toa que o partido foi o principal aliado do governo Michel Temer após a saída do PT.

O PSDB pensava que tinha feito um cálculo certo. Afinal, com o antipetismo crescendo de vento em popa era meio óbvio para eles que uma aliança com o novo governo era uma garantia para uma futura campanha presidencial de base forte e coligação robusta.

Mas os tucanos esqueceram do principal entrave da classe política dos últimos anos: o protagonismo do Judiciário. Após o impeachment de Dilma Rousseff o Judiciário nunca foi tão protagonista no cenário político brasileiro. A operação Lava Jato se tornou um calcanhar de Aquiles para os atores políticos. O vazamento de delações e julgamentos sob suspeitas de caráter político colocavam personagens das últimas eleições no Brasil em xeque, como no caso do maior líder tucano no período, o próprio senador Aécio Neves.

Os escândalos de corrupção envolvendo o senador tucano foram cruciais para a
derrocada do PSDB. O partido perdia ainda mais legitimidade e mesmo se fastando do governo Temer, que tinha altos índices de rejeição, a legenda não conseguia decolar. O desempenho pífio do candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, pelo partido mostra isso. Com menos de 5% dos votos válidos os tucanos ficaram apenas em quarto lugar. Seu pior resultado na disputa presidencial desde a era FHC.

O protagonismo do PSDB derrocou de vez com suas bases eleitorais votando em massa em Jair Bolsonaro. E mais: os três governadores eleitos pelos partido: João Dória, em São Paulo, Reinaldo Azambuja, no Mato Grosso do Sul, e Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, declararam total apoio ao candidato do PSL. Como se não bastasse, a aliança continua após as eleições, tanto dos gestores quanto pelos deputados federais, que caíram de 49 para apenas 29 eleitos no pleito de 2018.

A aliança com as pautas de Bolsonaro diminui ainda mais a representatividade do
PSDB. Derrotado pela quinta vez seguida ao Palácio do Planalto e com a bancada
enxugada por mais de 30% na Câmara pode se considerar que o partido foi um dos
maiores perdedores nas eleições de 2018. As estratégias equivocadas desde o pleito de 2014 levaram a uma derrocada da sigla. E que ao invés de se renovar com alguns de seus novos quadros adota o discurso bolsonarista e vira linha auxiliar do novo presidente. Com isso, o partido se abraça com a narrativa da direita radical e fica cada vez mais sem identidade.

Governador assinou um pacote para combater a corrupção no Palácio do Campo das Princesas nesta sexta-feira
Governador assinou um pacote para combater a corrupção no Palácio do Campo das Princesas nesta sexta-feiraFoto: Aluisio Moreira/ SEI

O governador Paulo Câmara (PSB) assinou, nesta sexta-feira (7), cinco decretos que regulamentam aspectos da Lei Estadual Anticorrupção, de Nº 16.309/2018. Os decretos assinados pelo governador, no Palácio do Campo das Princesas, estão sintonizados com as ações do Dia Internacional Contra a Corrupção, celebrado neste domingo (9). A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre a corrupção em nível mundial.

“Assinamos hoje, cinco decretos que vão ao encontro daquilo que tanto prezamos no serviço público, que é o combate às más práticas e o olhar que precisa ser dado para a ética e a integridade na administração pública. Então, é uma modernização da nossa legislação, que vai ao encontro do que nós queremos, que é fomentar servidores cada vez mais engajados, trabalhando e oferecendo melhores serviços públicos, com ética e integridade. O Governo do Estado é incansável nessas ações. Isso é primordial para servir bem a população”, disse o governador.

Fundamentais para promover um maior controle social e ético na administração do Estado, a medida dialoga ainda com a modernização e profissionalização da gestão pública, um dos pilares estratégicos para as ações de prevenção à corrupção.

Os decretos dispõem sobre a atuação e a conduta dos agentes públicos, de acordo com os aspectos tratados na Lei. São eles: Código de Ética dos Agentes Públicos da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual (Nº 46852/2018); Sistema de Gestão de Ética dos Agentes Públicos da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual (Nº 46853/2018); Código de Conduta da Alta Administração do Poder Executivo Estadual (Nº 46854/2018); Política de Governança da Administração Pública Estadual Direta, Autárquica e Fundacional (Nº 46855/2018); e Critérios de Avaliação do Programa de Integridade no âmbito do Poder Executivo Estadual (Nº 46856/2018).

O secretário da Controladoria Geral do Estado, Ruy Bezerra, ratificou a importância dos decretos no aprimoramento do controle social e de ética na administração pública.

“Diante dessa temática de trabalhar a administração pública na prevenção e no combate à corrupção, o governador está editando, na passagem do Dia Internacional contra a Corrupção, cinco decretos que têm uma temática muito ligada à nossa Lei. Entre eles, um que trata da modernização e profissionalização da gestão pública, com a implantação dos programas de governança, iniciativa que ainda não existia em âmbito estadual no Brasil, apenas na Federação. Ou seja, Pernambuco está sendo pioneiro e vai trabalhar essa questão da governança também em todos os órgãos e entidades da administração pública”, explicou.

DECRETOS – O Código de Ética serve como base para a administração pública, trazendo um ganho exponencial na questão da orientação do agente, servindo também como parâmetro para a solução de problemas. Além desse, a Lei prevê o Código de Conduta da Alta Administração, que aplica-se aos Secretários de Estado; titulares de cargos de natureza especial, ocupantes de cargo de Direção e Assessoramento Superiores e Presidentes e Diretores de Autarquias, inclusive as especiais, e de Fundações Públicas ou autoridades hierarquia equivalentes; Presidentes e Diretores de Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista, dependentes ou independentes do Tesouro Estadual. Partindo da premissa de que a postura das autoridades serve como exemplo, o código versa sobre transparência dos atos praticados e comportamento.

A partir desses normativos, foi desenvolvido pela Secretaria da Controladoria-Geral, com apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Administração (SAD), o Sistema de Gestão de Ética, que traz a estrutura operacional necessária para atuação das comissões de ética, além da criação da Comissão de Ética Pública (CEP), composta por sete brasileiros de reconhecida idoneidade moral, reputação ilibada e notória experiência em administração pública, designados pelo Governador do Estado, constituindo ainda a Rede de Ética do Poder Executivo Estadual.

Em uma iniciativa pioneira no âmbito estadual, está o decreto que regulamenta a Política de Governança da Administração Pública Estadual Direta, Autárquica e Fundacional. A iniciativa pretende, entre outros aspectos, direcionar ações para a busca de resultados para a sociedade, encontrando soluções tempestivas e inovadoras para lidar com a limitação de recursos e com as mudanças de prioridades; promover a simplificação administrativa, a modernização da gestão pública e a integração dos serviços públicos, especialmente aqueles prestados por meio eletrônico.

Finalizando o pacote, está o decreto sobre os critérios de avaliação do Programa de Integridade no âmbito do Poder Executivo Estadual. Com isso, ficam estabelecidos procedimentos internos implementados pelas empresas com o intuito de evitar, detectar e sanar práticas de desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos em geral por seus administradores, empregados, representantes e, até mesmo, fornecedores e prestadores de serviços, contra a administração pública.

Tadeu Alencar (PSB), em entrevista à Rádio Folha
Tadeu Alencar (PSB), em entrevista à Rádio FolhaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

O deputado federal reeleito pelo PSB, Tadeu Alencar, deu sua opinião com relação à escolha da nova ministra da Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Tadeu Alencar também argumentou sobre a polêmica da Escola sem Partido, mas demonstrou também preocupações junto à população. "A gente precisa discutir o Brasil real, a economia está derretendo", disse Tadeu, no programa Folha Política desta sexta-feira (7).
  
O programa ainda conversou com Débora Guaraná, da Organização Feminista SOS Corpo, que falou sobre a nova ministra Damares Alves.

Ouça e compartilhe: 
 

Pelo Facebook, Maria do Céu divulgou carta de desfiliação do PPS
Pelo Facebook, Maria do Céu divulgou carta de desfiliação do PPSFoto: Reprodução/Facebook

A psicóloga, produtora cultural, militante dos Direitos Humanos e candidata não eleita a deputada estadual nas últimas eleições pelo PPS, Maria do Céu, anunciou, através de sua conta de Facebook, nesta sexta (6), que saiu da legenda por discordar do posicionamento em relação ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O partido preferiu adotar uma atuação independente em relação ao futuro governo e ela acredita que a oposição seria a melhor opção.

Confira a carta:

"Durante toda a minha vida estive comprometida na defesa da diversidade, dos princípios democráticos, da liberdade e sempre acreditei na política como ferramenta de transformação social. Em 2005, me filiei ao PPS (Partido Popular Socialista), partido esse que teve coragem de levar ao horário gratuito eleitoral, na rádio e TV, a defesa da comunidade LGBT, enquanto tantos outros se omitiram em Pernambuco.

No PPS atuei por 13 anos, interagindo com filiados e militantes, sempre dando prioridade ao diálogo. Entendo que o partido contribuiu para a redemocratização do país e na defesa de temas importantes, acionando o STF na luta pela criminalização da homofobia, contra a flexibilização do porte de armas e na defesa do Estatuto do Desarmamento, sempre em defesa do ECA e contra a redução da maioridade penal - temas que sempre defendi e onde me sinto representada enquanto filiada.

Contudo, o momento atual exige de nós um posicionamento firme na preservação dos direitos sociais e na defesa da diversidade, com uma firme (e necessária) oposição ao governo do presidente eleito. E é assim, portanto, que comunico minha desfiliação do PPS.

Mas a luta não pode parar, e é por isso que seguirei firme na política, com dignidade e muito trabalho na busca por igualdade, respeito, liberdade e tolerância, bandeiras que sempre levantei e continuarei levantando, em prol de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Maria do céu de Ataíde Vasconcelos"

Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves
Futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares AlvesFoto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, escolheu a advogada e pastora evangélica Damares Alves para o novo Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos. A pasta vai abrigar a Fundação Nacional do Índio (Funai), que hoje está na Justiça. Ela é a segunda mulher indicada para um ministério do próximo governo. Atualmente, Damares é assessora no gabinete do senador Magno Malta (PR-ES). Ontem, logo depois do anúncio, a futura ministra prometeu garantir que as mulheres ganhem o mesmo salário que os homens. Ela também se manifestou contra o aborto, a favor da Escola sem partido, e garantiu que o governo de Bolsonaro tem como prioridade "combater a violência", inclusive contra a comunidade LGBT. Nesta entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, Damares nega que tenha sido escolhida por ser evangélica - e sim por ser advogada- e dá dicas de como vai atuar. Confira.

Prioridades


A espinha dorsal do ministério vai ser a vida. Entendo que o maior e o primeiro atributo de todo o ser humano é a vida. Nossa prioridade será a provisão da vida. É esse o discurso do presidente Bolsonaro ao longo do tempo. Combate à violência e garantia à vida. Entendo que o mais importante de todo o direito humano é o direito à vida e todas as pastas vão trabalhar nessa perspectiva. Vamos proteger mulheres para que tenham vida segura. Veja que essa é uma pasta especial e plural, eclética. Contempla idosos, mulheres, a igualdade racial, e teremos a Funai conosco.

Questão indígena


Queremos que o índio tenha vida e vida em abundância nessa nação. A questão indígena tem que ser vista num todo. A coisa mais importante numa área indígena não é a terra, não é o minério, não é a madeira. É o índio protegido como pessoa, como ser humano. O lugar do índio é no nosso ministério. Vamos proteger a vida, a cultura do índio.

(A despeito do conflito de interesses entre a bancada ruralista e os defensores da questão indígena) você não vê nenhum ruralista pregando morte ao índio. Dá pra sentar e conversar. O governo Bolsonaro vem com uma grande novidade, que é o poder do diálogo. Essas guerras estabelecidas no Brasil, do cristão contra o LGBT, do branco contra o negro, isso acabou. Nós somos um único povo.

Magno Malta

Não houve nenhum mal-estar com o Magno Malta. O meu nome estava cotado para assumir a Secretaria Nacional de Políticas Públicas para Mulheres. Magno Malta nunca seria Secretário das Mulheres, não é o perfil dele. Ao passar do tempo, a comissão de transição foi trabalhando para não se criar mais ministérios e criando a ideia de um único ministério, intitulado Mulher, Família e Direitos Humanos. Cogitou-se até juntar com Desenvolvimento Social, mas trouxeram direitos humanos pra essa pasta.

Segurança

(Não vai haver conflito entre direitos humanos e segurança pública) exatamente porque esse governo vem com a proteção à vida. O direito a ser protegido é à vida. Quem não proteger a vida está violando os direitos humanos. A nossa atuação vem com proteção à vida.

Mãe, pastora e advogada

Eu não fui indicada pela bancada evangélica. Vi numa outra reportagem que a bancada gosta de mim, eu já fui assessora da bancada. Mas meu presidente me escolheu por causa do trabalho que eu já faço (como advogada). Ele me conhece há mais de 20 anos. E vale lembrar: quem está assumindo não é a pastora, é a advogada. Sou mulher, sim, e tu já vai aprendendo o seguinte. A mulher é o ser mais espetacular que habita no planeta Terra. Eu sou mulher e a mulher precisa ser protegida, amada, paparicada. A mulher nasceu para ser amada, protegida, paparicada, para levar café da manhã na cama. Se eu fosse tu, depois que desligasse o telefone, já compraria um presente para a sua esposa. Não tem nada de conflitante na minha posição e a relação com a bancada evangélica.

Feminismo e aborto

O movimento feminista tem sua pauta, vão continuar lutando com sua pauta, batalhando por sua pauta. Algumas eu estarei junto e elas serão todas muito bem-vindas. É o ministério das mulheres. É de todas as mulheres. Agora, eu tenho posição firme clara e convicta, sou contra o aborto. Aborto, pra mim, é morte. Nosso ministério é de vida. Não vou sair pelas ruas obrigando as mulheres a ter filhos que não querem, mas não vou pedir descriminalização do aborto. Esse tema é do Congresso. Nós vamos proteger a mulher e acredito que não é necessária nenhuma modificação na legislação atual (sobre aborto). Minhas posições não me separam de quem pensa diferente de mim, vamos convergir no que for possível.

Salários

Nenhum homem vai ganhar mais que uma mulher nessa nação desenvolvendo a mesma função. Isso já é lei e o Ministério Público está aí para estar fiscalizando. Se depender de mim, vou para porta da empresa em que o funcionário homem desenvolvendo papel igual à mulher está ganhando mais. Acabou isso no Brasil. Se a ministra precisar brigar por isso, vai brigar sim!

Movimento LGBT

A relação vai ser a melhor possível com o movimento LGBT, não existe nenhuma guerra entre conservadores e gays, é uma falsa guerra e nós vamos provar isso. A nossa gestão no ministério vai ser uma gestão de paz. O combate à violência contra a comunidade LGBT, os programas que já existem, porque já existe uma coordenação dessa, vai continuar, os programas vão continuar. As críticas do presidente Bolsonaro nunca foram às políticas públicas. As críticas foram à doutrinação em sala de aula. Mas o combate à violência e as políticas de inclusão vão continuar.

João Campos cotado para assumir uma secretaria
João Campos cotado para assumir uma secretariaFoto: Folhape

O governador Paulo Câmara (PSB) admitiu, ontem, após ser diplomado para o segundo mandato à frente do Palácio do Campo das Princesas, que estuda uma reforma administrativa, conforme a Folha de Pernambuco antecipou. O gestor, todavia, não adiantou o formato que ficará o secretariado, tampouco as pastas que serão fundidas, apenas que deixará para anunciar no final do mês. “Está sendo estudado isso (reforma administrativa). Fizemos reajuste em 2014 ainda com Eduardo Campos. Outros ajustes devem vir e vamos anunciar tal qual esteja pronto”, declarou.

Apesar de restar menos de 25 dias para o final do ano e 15 dias para o final da legislatura, Câmara sugeriu não ter pressa para finalizar o estudo. “Quando a gente formatar a reforma (administrativa) faz o envio para a Assembleia Legislativa (de Pernambuco) e começa as negociações (com os partidos). Ainda temos o mês todo para trabalhar. Vamos deixar essa questão do novo secretariado para o final do mês”, afirmou. O Executivo, contudo, tem até o dia 20 de dezembro - último dia legislativo - para encaminhar o projeto à Alepe, que, neste caso, teria de convocar sessões extraordinárias. Caso o projeto chegue com antecedência, não seria necessário.

Leia também:
TRE-PE realiza diplomação dos eleitos em 2018
Marília sugere Humberto Costa como 'bom nome' do PT para 2020
Sebastião ganha tempo na disputa pelo comando do PR


Nos bastidores, é dado como certo que João Campos (PSB) vai assumir uma pasta e Milton Coelho (PSB) o mandato de deputado federal. Comenta-se também que algum deputado estadual eleito na coligação formada por PSB, MDB e PSD também será convocado para dar lugar a Sivaldo Albino (PSB) na Alepe.

O estudo está sendo realizado pelas equipes das secretarias de Administração e Planejamento. E um dos critérios levado em consideração é a futura Esplanada dos Ministérios do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O futuro governo Bolsonaro terá 22 pastas, o mesmo número do atual governo.

comece o dia bem informado: