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Miguel Arraes
Miguel ArraesFoto: Divulgação

Na terça-feira, o ministro do STF, Dias Toffoli assume a Presidência da República e assina lei que inscreve nome de Miguel Arraes no livro dos Heróis da Pátria. A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o projeto coloca o ex-deputado federal e ex-governador de Pernambuco na publicação. O projeto (PL 6101/16) é de autoria de 33 parlamentares da bancada do PSB

“Arraes é o maior líder popular da história recente do Brasil. Corajoso, altivo, integral. Tinha a visão do Estadista e o seu espírito irredento. Não negociou com os usurpadores da Democracia nem com os seus falsos profetas. Só era tomado pela luta do povo, de quem foi a vida inteira fiel aliado. Um heroi, portanto“, comentou Tadeu Alencar, um dos parlamentares que assina o projeto.

O historiador e presidente do PSB, Carlos Siqueira, destacou a importância de Arraes na história política brasileira. "Ele manteve uma coerência muito grande política, programática e ideológica. Foi prefeito de Recife, em que ele despontava como uma figura que poderia ser um candidato a presidência da República".

Homenagem

A Câmara está promovendo homenagens aos 100 anos de nascimento de Arraes. Entre elas, está uma exposição sobre o político que remete o público à infância do ex-governador de Pernambuco e os efeitos da grande seca de 1915 na formação de sua personalidade.

Gilson Oliveira e Evaldo Costa, organizadores do livro
Gilson Oliveira e Evaldo Costa, organizadores do livroFoto: Gustavo Glória/Folha de Pernambuco

Com 21 entrevistas, o livro Palavra de Jornalista, de Evaldo Costa e Gílson Oliveira, será lançado na Fenelivro, no auditório Nordestinados do Centro de Convenções, nesta sexta-feira (21), às 19h. A obra mostra, entre outras coisas, o processo de modernização da imprensa local e o impacto da ditadura militar no setor. 

Como era o fazer jornalístico nos anos 40, 50 e 60, década em que a Imprensa pernambucana começou a viver um processo de modernização que a colocou, em termos editoriais e gráficos, no mesmo patamar da grande mídia nacional? Qual foi o impacto da ditadura militar sobre o modo de produção dos jornais, uma vez que se instituiu a censura e vários jornalistas foram presos, alguns até torturados?

Essas são algumas das perguntas que o livro Palavra de jornalista – As entrevistas do projeto Memória Viva da Imprensa de Pernambuco procura responder. Para isso, reúne entrevistas com profissionais de destacada trajetória na esfera jornalística, tanto pela importância dos cargos e funções que exerceram e/ou exercem como pela projeção sociocultural alcançada.

Além de comporem um amplo e diversificado painel sobre a história recente do estado e do país – pela multiplicidade de abordagens sobre importantes episódios –, os depoimentos mostram que os profissionais de imprensa, em alguns momentos, foram não apenas testemunhas privilegiadas dos acontecimentos, mas chegaram a atuar como involuntários protagonistas de fatos marcantes. São os casos de Carlos Garcia e Alexandrino Rocha, que foram sequestrados e levados à prisão, onde sofreram tortura.

Conduzindo o abrangente mosaico de informações e revelações estão, além dos dois já citados, José do Patrocínio, Abdias Moura, Ronildo Maia Leite, Aluízio Falcão, Fernando Menezes, Zezito Maciel, Aldo Paes Barreto, Lenivaldo Aragão, Olbiano Silveira, Ivanildo Sampaio, Eduardo Ferreira, Francisco José, Divane Carvalho, Raimundo Carrero, Homero Fonseca, Vera Ferraz, Geraldo Freire, Ricardo Leitão e Ivan Maurício.

Cientista político Hely Ferreira
Cientista político Hely FerreiraFoto: Folha de Pernambuco

Há dois relatos bíblicos conhecidos que narram os últimos momentos da vida de Jesus, que envolve diretamente dois dos seus discípulos. O primeiro deles é Judas Iscariotes. Sua atitude em trair o mestre, lhe rendeu a alcunha de filho da perdição. Por outro lado, existe a figura de Pedro, cujo temperamento era de alguém estabanado. Diante de qualquer fato, estava sempre a frente dos demais, onde não rara às vezes era repreendido pelo Mestre por não medir as palavras. Chegou a afirmar que ainda que os outros abandonassem Jesus, ele jamais abandonaria. Mas bastou o Mestre ser preso pelo Império Romano, para que aquele que se dizia tão leal, o abandonasse.

Infelizmente, o dia a dia da vida é assim e na política não é diferente. Existem aqueles que se comportam como Judas Iscariotes se aproximam do mestre, beijam o mestre, mas na primeira oportunidade, vendem o que não tem, para permanecer no poder. Da mesma forma, existem aqueles que se assemelham a Pedro, abandonam o líder, justamente quando o mesmo cai em desgraça na vida pública. Procura de imediato outra árvore em busca de sombra. Percebendo que o velho mestre ainda pode lhe ser útil, não mede esforços para voltar aos seus braços, até quando lhe for necessário. Certamente, o Cardeal Richelieu tem razão quando disse que traição em política é uma questão de tempo.

Os asseclas de Judas, assim como os de Pedro, não possuem compromisso com o povo, mas exclusivamente com o poder. Encaram o eleitor apenas como instrumento para realização do seu objetivo. Assim, beijam o eleitorado e ao mesmo tempo o abandonam, retornando apenas em ano eleitoral.

*Hely Ferreira é cientista político.

Luciano Siqueira
Luciano SiqueiraFoto: Reprodução/Facebook

*Por Luciano Siqueira

Em breve conversa com minha assessoria, veio à tona uma questão tão trivial quanto subestimada por muitos dos que estão na peleja eleitoral como candidato: tudo tem a sua hora e o seu lugar.

Ou seja, há gestos e atitudes que por mais sinceros ou bem intencionados, não cabem no calor da disputa.

Passou à história política brasileira a mancada de Fernando Henrique Cardoso, presunçoso que só ele, que às vésperas de um pleito municipal em São Paulo, aceitou o convite de jornalistas e posou na cadeira de prefeito, em 1985.

Na segunda-feira, teve o desprazer de ver eleito em seu lugar Janio Quadros.

Uma lição e tanto. Entretanto, muitos são os candidatos, que por pura insensatez ou mesmo empáfia, fazem o que não devem na tentativa vã de criarem o clima de "já ganhou".

Em 2000, o incidente em que se envolveu o então prefeito Roberto Magalhães, candidato à reeleição, num conflito com militantes na orla de Boa Viagem, certamente contribuiu para que não vencesse o pleito no primeiro turno por menos de 0,2% dos votos.

Como se sabe, no segundo turno, perdeu para João Paulo, tendo o autor dessas linhas como vice-prefeito.

Também é desaconselhável o gesto fora de hora apenas para agradar.

Quando pré-candidato a prefeito do Recife em 2008 (mais tarde desistente em favor de João da Costa, do PT), repórteres de diversos órgãos de imprensa local estranharam a minha recusa em subir o morro para render homenagens a Nossa Senhora da Conceição.

— O senhor perderá votos, diziam.

— Perderei se praticar algum gesto artificial. Já fui ao Morro da Conceição muitas vezes, nunca no dia da festa religiosa.

Aprendi muito cedo que nosso povo distingue facilmente o que é sincero e o que não passa de demagogia.

Na batalha atual, o que disse tal ou qual candidato ou candidata sobre temas relevantes comparece com muita frequência aos debates na TV e mesmo na propaganda de concorrentes.

Alckmin, por exe mplo, na dificuldade de alcançar os dois dígitos nas intenções de voto, mira seu concorrente à direita, o capitão Bolsonaro, mencionando varias de suas declarações e atitudes desastrosas.

No caso do capitão, não se trata de equívocos; são palavras e gestos sinceros, expressão do seu ideário de extrema direita. e que talvez lhe sejam fatais na hipótese de ir ao segundo turno, tamanha a rejeição que geram em parcelas majoritárias do eleitorado.

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Zé Dirceu lançará livro em Recife
Zé Dirceu lançará livro em RecifeFoto: Divulgação

O ex-ministro da Casa Civil de Lula, Zé Dirceu (PT), que está em liberdade por meio de uma liminar do STF, estará na capital pernambucana nesta semana para lançar a autobiografia intitulada "Zé Dirceu - Memórias Volume 1". Dirceu concederá entrevista coletiva nesta terça-feira (18), às 17h, no SINDSEP – Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco. Já o lançamento acontecerá na quarta-feira (19), a partir das 19 horas, no Sindicato dos Bancários.

Editada pela Geração Editorial, a obra já vendeu 30 mil exemplares. O ex-ministro passará por mais de 20 cidades, em 40 dias de estrada, para a realização de debates e sessões de autógrafos.

Memórias - A biografia aborda os bastidores inéditos de sua militância estudantil nos anos 1960, o exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a cirurgia plástica que mudou seu rosto, a vida clandestina no Brasil nos anos 1970, a volta à legalidade com a anistia, em 1979, e sua ascensão no Partido dos Trabalhadores, no qual se tornou presidente e um dos responsáveis pela eleição de Lula à Presidência da República.

Liberdade provisória - José Dirceu recebeu, em junho deste ano, liberdade provisória do STF. Ele cumpria pena de 30 anos e 9 meses de prisão, julgado em segunda instância sob a acusação de que teria recebido R$ 10 milhões em propinas da empreiteira Engevix, por meio de contratos superfaturados. Esta é a segunda vez que o petista é solto por decisão do STF. Em maio do ano passado, a Segunda Turma do Supremo também havia concedido liberdade ao ex-ministro.

Prédio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE)
Prédio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE)Foto: Reprodução/MPPE

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) publicou no Diário Oficial do Poder Legislativo, nesta terça-feira (11), a Lei Complementar n.º 390, que versa sobre o projeto de “Democracia Plena” do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que modifica a Lei Orgânica do MPPE. As novas regras permitem que qualquer membro, procurador ou promotor, este último condicionado a idade (35 anos) e tempo de exercício, poderá concorrer aos cargos da administração superior, além de procurador-geral de Justiça, bem como serem designados para os demais cargos, antes exclusivos de procuradores, a exemplo de Subprocurador em matéria Institucional e Corregedor-Geral Substituto.

“Demos um grande e importante passo para a modernização e democratização do MPPE. Hoje, com a promulgação do projeto, qualquer membro da nossa instituição, sem nenhuma distinção ou preconceito, pode ser procurador-geral, subprocurador-geral, corregedor-geral e substituto, corregedor auxiliar, ouvidor-geral e ainda pode ser integrante do Conselho Superior do MPPE. Passamos quase 20 anos discutindo esse tema nos congressos do MP, até que resolvemos sair do discurso e partir para prática", comentou o procurador-geral de Justiça do MPPE, Francisco Dirceu Barros.

Em Pernambuco, a Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) promoveu assembleia-geral que resultou no encaminhamento de uma proposta para Procuradoria-Geral de Justiça a partir da qual ampliamos o seu espectro e conteúdo, fazendo tramitar internamente. O debate em torno das novas possibilidades democráticas dentro do Ministério Público foi esgotado, tendo sido transformado pelo Poder Legislativo, após toda tramitação legal, em norma que goza de plena eficácia. O projeto corrige grandes incoerências que se mantinham por pura tradição e que não acompanhavam mais a vontade do legislador constitucional. Sobretudo, a partir da Emenda Constitucional n.º 45/2004, que criou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), introduzindo inovações no capítulo que trata do Ministério Público brasileiro.

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"Teremos a oportunidade de possibilitar que todos os colegas, da capital ao Sertão, participem ativamente das decisões e rumos do Ministério Público. O tempo provará que estas mudanças trarão consequências positivas à modernização e ao aperfeiçoamento dos nossos serviços em prol da sociedade”, disse o chefe de Gabinete do MPPE, Paulo Augusto Oliveira.

Para o secretário-geral do MPPE, a promulgação do projeto representa as novas possibilidades de consolidação de uma gestão democrática, que prioriza o diálogo e a interlocução institucional. “Com o ‘Democracia Plena’ vamos tornar o MPPE mais sintonizado com os interesses sociais, do Sertão à Capital. É um importante passo tomado pelo procurador-geral para que seja possível repensar a estrutura ministerial, garantindo a perenidade da instituição diante das enormes mudanças sociais que vivenciamos”, disse o secretário-geral do MPPE, Alexandre Bezerra.

O projeto já desperta interesse de outros estados, e a tendência é que outros ministérios públicos também implementarem mudanças. “Isso demonstra o resgate do protagonismo do MPPE, que já vem despontando no cenário nacional como um dos mais transparentes do País, e, agora, passou a ser o primeiro a implementar a democracia plena”, arrematou o PGJ.

Luciano Siqueira
Luciano SiqueiraFoto: Reprodução/Facebook

*Por Luciano Siqueira

Inegável que uma variável talvez decisiva na eleição presidencial é o desempenho do "13", em circunstâncias sabidamente adversas. Isto porque o PT optou por uma tática cujo vértice está na manutenção do nome de Lula como candidato, a despeito de todos os obstáculos legais.Isto até onde é possível, via interposição de recursos e outros instrumentos processuais.

Concomitantemente, pela ação militante e pela produção de fatos ressonantes na opinião pública, segurando as intenções de voto em Lula, na expectativa de mantê-las quando substituído por Haddad (tendo Manuela como vice). As pesquisas até o momento respondem positivamente a essa tática de alto risco. Lula continua pontificando em todos os cenários.

Mas há o risco de sangria de parte dessas intenções de voto para outras candidaturas, conforme sugerem as mesmas pesquisas. Embutida nessa tática, para além da convicção de que eleitoralmente seria viável, está o esforço do Partido dos Trabalhadores, sob a orientação do próprio Lula, em se manter hegemônico no campo situado à esquerda.

Também o prestígio do PT alcançou significativo crescimento recentemente, pós desgastes dos últimos três anos. Num pleito disputado por uma variada gama de candidatos, até onde esse caminho tático será bem sucedido?

Melhor teria sido — como sempre defendeu o PCdoB e sua pré-candidata Manuela D'Ávila — unir a esquerda já no primeiro turno. Diferente da atual dispersão desenhada pelas candidaturas do 13, a de Ciro Gomes e mais as do PSTU e PSOL. Mas essa evidência não sensibilizou devidamente os principais atores presentes na cena política.

Dentro de mais alguns dias, consumado o resultado do último apelo do PT à ONU e ao STF, o discurso da chapa PT-PCdoB terá que dar conta da manutenção de uma sensibilização minimamente suficiente por parte do eleitorado e a mobilização social necessária para levar Haddad e Manuela ao segundo turno.

Há uma base objetiva para isso, traduzida pela polarização na sociedade brasileira — e, portanto, no eleitorado — entre a grande maioria que rejeita a agenda Temer e os que a defendem e dela se beneficiam. Se nas próximas três semanas essa polarização se expressar nas intenções de voto, os mais beneficiados serão Haddad e Ciro.

Alckmin, e mesmo o anêmico Meirelles, além de Marina, tentam esconder o seu comprometimento essencial com essa agenda, temendo perder votos. Para usar a expressão em voga, a disputa de narrativas nesse sentido mostra-se, assim, essencial ao esclarecimento do eleitor. E interessa sobretudo à esquerda.

Para tanto, ajustar o rumo — imediatamente após o provável impedimento de Lula — e alcançar o ritmo de campanha necessário é o desafio.

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Oficialmente, o MST apoiará candidatura à reeleição de Humberto ao Senado
Oficialmente, o MST apoiará candidatura à reeleição de Humberto ao SenadoFoto: Divulgação

Uma articulação feita entre o senador e candidato à reeleição, Humberto Costa (PT), e lideranças do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem-Terra (MST) de todas as regiões de Pernambuco, nesta segunda-feira (10), determinou o apoio do grupo a ele mesmo e ao governador Paulo Câmara (PSB), também candidato à reeleição.

O encontro aconteceu no assentamento Normandia, na cidade de Caruaru. “Nosso trabalho será de total empenho. Temos menos de 30 dias de campanha, mas realizaremos 32 plenárias em todos os cantos de Pernambuco para a reeleição desses companheiros e para impedir a eleição da turma de Temer no nosso Estado, que representa o atraso e o retrocesso para o Brasil”, afirmou Jaime Amorim, coordenador nacional do movimento.

Humberto seguiu a linha de oposição ao Governo Temer, além de afirmar que vai continuar defendendo as bandeiras do MST no Senado. “Vocês são testemunhas de que toda a minha vida pública abrigou as causas de vocês, pelas quais sempre lutei. E, com a força das trabalhadoras e trabalhadores do campo, eu seguirei no Senado na luta contra esse golpe continuado, que paralisou a reforma agrária e aumentou as mortes na área rural. “É um ato de muito simbolismo ser anunciado, justamente nesse local de tanta luta, como candidato prioritário de vocês para as eleições deste ano. É uma honra, que eu só posso agradecer com mais empenho e mais trabalho no Senado”, discursou disse.

Militantes estiveram  no TRE-PE para registro do Partido unidade popular (UP)
Militantes estiveram no TRE-PE para registro do Partido unidade popular (UP)Foto: Divulgação

Representantes do Partido Unidade Popular (UP), que está finalizando o seu processo de legalização, estiveram no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na manhã desta segunda (10), para uma audiência com o presidente. Eles levaram as últimas fichas de apoiamento para a criação do novo partido. Segundo o diretório estadual da UP, o número de assinaturas de apoio já foi ultrapassado em onze estados do País - sendo Pernambuco o primeiro. No total, já foram recolhidas um milhão de fichas que atestam o apoiamento ao registro - o que representa praticamente o dobro do necessário para a legalização, que são 487 mil, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral.

24º Grito dos Excluídos
24º Grito dos ExcluídosFoto: Divulgação

Neste dia 7 de setembro, o 24º Grito dos Excluídos em Pernambuco, promovido pela CUT , em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC) e outros movimentos populares e entidades da sociedade civil organizada, voltará a ecoar no Recife. Com concentração às 8h30,na praça da Democracia, no bairro do Derby, em paralelo aos tradicionais desfiles militares. O tema da edição deste ano é “Vida em primeiro Lugar” e o lema: “Desigualdade gera violência. Basta de Privilégios”.

“Ano a ano, o Grito dos Excluídos e das Excluídas vem mudando o significado do dia 7 de setembro. Este é o dia do povo nas ruas, praças e campos, expressando seus desejos, anseios e utopias. Denunciando as mazelas e anunciando valores da solidariedade e justiça. Cada vez mais o Grito é reconhecido e compreendido nos vários setores sociais e principalmente vivido e construído pelos próprios excluídos (as)”, afirmou o presidente da CUT-PE, Paulo Rocha.

Segundo ele, a proposta é denunciar a exclusão social de parcela da população que não tem acesso a direitos básicos como saúde, educação, alimentação, moradia, transporte público e políticas de preservação do meio ambiente, com ações e práticas para uma sociedade mais justa, fraterna, plural e igualitária.

Grito dos Excluídos - O 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”, e responder aos desafios levantados na 2ª Semana Social Brasileira, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. Em 1999 o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.

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