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Os candidatos que disputaram o 2º turno devem prestar contas ao TSE até o próximo sábado (17)
Os candidatos que disputaram o 2º turno devem prestar contas ao TSE até o próximo sábado (17)Foto: José Cruz / Agência Brasil

Os candidatos e partidos que disputaram o segundo turno das Eleições 2018, realizado em 28 de outubro, têm até o dia 17 de novembro, às 19h, para apresentar a prestação de contas final. Nessa fase, devem ser discriminados todos os recursos arrecadados e despesas de campanha referentes aos dois turnos, incluindo todos os órgãos partidários que efetuaram doações ou tiveram gastos com as candidaturas.

Participaram do segundo turno das eleições presidenciais Jair Bolsonaro, eleito presidente da República pela Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL/PRTB), e o candidato Fernando Haddad, da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/PROS), bem como os respectivos candidatos a vice-presidente. Jair Bolsonaro entregou, no início da noite de sexta-feira (9), sua prestação de contas de candidato. A documentação foi apresentada pelo representante do político no protocolo do TSE.

Também concorreram no segundo turno 28 candidatos a governador, com os respectivos vices, em 13 estados (Amazonas, Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Rio Grande do Norte, Sergipe, Roraima, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo) e no Distrito Federal.

A Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições) fixa, em seu artigo 29, inciso IV, que o envio das contas de campanha deve ocorrer até o vigésimo dia após a realização do segundo turno. O candidato que não prestar contas fica impedido de obter certidão de quitação eleitoral e não poderá ser diplomado. A sanção para o partido que deixar de apresentar as contas é a perda do direito ao recebimento dos recursos do Fundo Partidário.

Todos os candidatos devem prestar contas, inclusive os que tenham renunciado à candidatura ou desistido dela, bem como os que foram substituídos e aqueles que tiveram o seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral. Esses candidatos devem prestar contas correspondentes ao período em que participaram do processo eleitoral, mesmo que não tenham realizado campanha. No caso de falecimento do candidato, a responsabilidade da prestação de contas é de seu administrador financeiro.

Transparência

Toda a documentação entregue à Justiça Eleitoral por partidos e candidatos é disponibilizada na íntegra no Portal do TSE para consulta pública. A medida permite que candidatos, partidos, profissionais da imprensa, órgãos de fiscalização do Estado e qualquer cidadão tenham acesso aos documentos comprobatórios das prestações de contas dos candidatos e das legendas nas eleições deste ano.
Faça a consulta pública dos documentos no site do TSE.

Contas

O TSE analisa as contas dos candidatos a presidente da República. As contas dos candidatos aos cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital são examinadas pelo respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado pelo qual o candidato concorreu.

Após receber as contas finais, a Justiça Eleitoral disponibiliza os dados em página da internet e determina a imediata publicação de edital para que qualquer partido político, candidato ou coligação, bem como o Ministério Público, possam apresentar impugnação no prazo de três dias.

As impugnações à prestação de contas dos candidatos eleitos e dos respectivos partidos políticos, inclusive dos coligados, serão autuadas em separado, e o cartório eleitoral ou a secretaria do tribunal notificará imediatamente o candidato ou o órgão partidário, encaminhando-lhe a cópia da impugnação e dos documentos que a acompanham para manifestação também no prazo de três dias.

Depois da análise das contas pela área técnica do tribunal, o ministro ou juiz relator abre prazo para manifestação do prestador de contas quanto às diligências decorrentes do exame preliminar. Posteriormente, ao analisar os argumentos prestados, a unidade técnica emite o parecer conclusivo do exame da conta que irá subsidiar o relator para o julgamento em Plenário.

Caso haja desaprovação das contas dos candidatos, o tribunal encaminha cópia do processo ao Ministério Público Eleitoral para verificação da ocorrência de possível abuso de poder econômico. Já a desaprovação das contas do partido tem como consequência a suspensão do recebimento de cotas do Fundo Partidário.

Apresentada ou não a manifestação do impugnado, transcorrido o prazo de três dias, o cartório eleitoral ou a secretaria do tribunal eleitoral cientificará o Ministério Público da impugnação. Decorrido o prazo previsto e cientificado o Ministério Público, o cartório eleitoral solicitará os autos da prestação de contas à unidade ou ao responsável pela análise técnica.

Diferente da prestação de contas dos candidatos eleitos, a eventual impugnação à prestação de contas dos candidatos não eleitos deverá ser juntada no mesmo processo de prestação de contas.

Declarações do presidente eleito teriam desagradado Liga dos Países Árabes
Declarações do presidente eleito teriam desagradado Liga dos Países ÁrabesFoto: Mauro Pimentel / AFP

Segundo a tendência de votação da região Nordeste, em que Fernando Haddad (PT) teve vantagem, em Pernambuco o petista foi mais votado em todos os municípios, inclusive no Recife, onde Bolsonaro havia vencido no primeiro turno do pleito. A única exceção foi Santa Cruz do Capibaribe que deu ao candidato eleito do PSL 53,83% (23.044 votos), contra 46,17% do petista, que somou 19.765 votos.

A vitória de Bolsonaro no município, no entanto, foi menor do que no primeiro turno, quando ele foi mais votado com 45,64% contra 26,24% de Haddad. Santa cruz é governada por Edson Vieira (PSDB). Alessandra Vieira (PSDB), sua esposa, foi eleita para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Luciano Bivar (PSL), em entrevista à Rádio Folha
Luciano Bivar (PSL), em entrevista à Rádio FolhaFoto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

O deputado federal eleito e presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, acredita que uma das primeiras atitudes do novo governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deve ser "tecnicamente a reforma tributária". "Depois é a gente acabar com essa história de luta de classe, que o Brasil está dividido, não tem nada disso. Todos nós estamos irmanados, vamos acabar com essa história", avisou, em entrevista à Rádio Folha 96.7 FM.

Segundo Bivar, o eleitor de Bolsonaro do segundo turno não teria votado, em parte, no candidato vencedor no primeiro turno. "O eleitor não era originalmente de Bolsonaro. Era do Alckmin, era do Amôedo e do Meirelles, e, do Bolsonaro naturalmente", lembrou.

Porém, o dirigente tentou diferenciar seu partido do principal adversário nestas eleições, o PT. "A gente não queria mais um país dirigido por uma seita. Umas coisas que se interessava em fazer política por viés ideológico, isso eclodiu na mente do povo brasileiro para a gente mudar", disse Bivar.

O deputado acredita "no bom senso do parlamentar brasileiro". "Você não pegar ao pé da letra e não vai ter anda fora do texto legal, nada de arbitrário. Estamos para defender o estado de direito, que se ele não cumprir, nós que o elegemos, nós vamos pedir a saída dele. É diferente do PT que o cara tá na cadeia e o povo insiste em dizer o cara é inocente. Diferente do que esta aí. As proposta terão que ser negociadas com parlamentares. Pode ficar certo que acredito no bom senso e na retidão do parlamentar brasileiro com uma renovação de mais d e 50%", contou.

Cientista político Hely Ferreira
Cientista político Hely FerreiraFoto: Folha de Pernambuco

O dia depois da eleição do capitão Jair Bolsonaro (PSL) presidente da República foi avaliado pelo professor Hely Ferreira, cientista político. Ferreira analisou a conjuntura política para Pernambuco e o Nordeste, que não deram a vitória ao candidato vencedor. "O grande desafio do novo presidente é fazer o povo acreditar de que o Brasil pode ter dias melhores", observou.

Os primeiros passos do presidente eleito ainda na transição de governo, o discurso de Bolsonaro enquanto candidato e depois de eleito.

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Prédio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE)
Prédio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE)Foto: Reprodução/MPPE

Com o encerramento da apuração dos votos do segundo turno deste ano, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que atuou por meio de diversos promotores na fiscalização da realização das eleições gerais deste ano, avalia como positiva e tranquila as votações no Estado.

“Clima de paz e harmonia tomou conta de quase todos os locais de votação ao longo do Estado. As ocorrências foram pontuais e rapidamente sanadas.Trabalhamos em todas as cidades, por meio de promotores dedicados ao seu ofício, fiscalizando a realização das eleições. Atuamos com prudência e de forma orientativa”, disse o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros.

Ao todo, 14 pessoas foram levadas para delegacias em Pernambuco, no segundo turno. Três delas ficaram detidas. Além disso, o número de crimes eleitorais cometidos foi menor que o saldo registrado em todo o Brasil. Cinco dos casos ocorreram em Ipojuca. Todos não estavam atuando de forma coletiva, mas sim isolada. Houve prisões nos seguintes municípios: três em Rio Formoso, na Zona da Mata Sul; uma em Bonito, no Agreste; uma em Carnaíba, no Sertão; e uma em Petrolina, no Sertão. As três detenções ocorreram nas seguintes cidades: Gravatá, no Agreste; Itambé, na Zona da Mata Norte; e Mirandiba, no Sertão.

No arquipélago de Fernando de Noronha, local em que primeiro foi encerrada a votação no Estado, o clima foi tranquilo e sem nenhum incidente registrável. “Tudo transcorreu com a maior tranquilidade e sem nenhum incidente. A totalidade dos eleitores foi aos locais de votação e exerceu o direito de escolher seu dirigente”, disse o promotor de Justiça Alfredo Pinheiro Martins Neto.

Ao todo, foram registrados 28 crimes eleitorais em todo o Estado e apenas 0,67% das mais de 20 mil urnas de Pernambuco foram substituídas. Foram 254 ocorrências que resultaram em 136 equipamentos substituídos. Um número bem aquém do esperado.

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Em Olinda, a promotora de Justiça Rosângela Furtado fez o registro de crime eleitoral ainda pela manhã, quando flagrou uma mulher fazendo uso de caixa de som e microfone em local próximo ao Colégio Guedes Alcoforado, localizado na Av. Joaquim Nabuco, nº 921, no Varadouro. “A realização de boca de urna é considerado ato ilegal, uma vez que pode cooptar votos dos eleitores, mesmo após a decisão tomada. Não podemos permitir a que seja perdida a livre escolha no pleito. Assim, elaboramos o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em desfavor da imputada pelo crime eleitoral de boca de urna utilizando um aparelho de som, o qual foi apreendido”, relatou a promotora.

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro
Fernando Haddad e Jair BolsonaroFoto: Montagem/AFP

A deputada federal Luciana Santos (PCdoB), vice-governadora eleita, questionou a institucionalidade do encontro
A deputada federal Luciana Santos (PCdoB), vice-governadora eleita, questionou a institucionalidade do encontroFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Vice-governadora eleita de Pernambuco e presidenta nacional do PC do B, Luciana Santos, esteve acompanhando a apuração dos votos, neste domingo (28), em São Paulo, junto ao presidenciável Fernando Haddad (PT). Passado este momento, a comunista fez a defesa da democracia e dos direitos da população.

Confira a nota na íntegra:

Por uma ampla união em defesa da democracia, do Brasil e dos direitos do povo

A eleição de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais instaura um novo período político no país, marcado por ameaças à democracia, ao patrimônio nacional, à soberania da nação e aos direitos do povo. Foi eleito um presidente da República declaradamente determinado a instaurar um governo de conteúdo ditatorial, para implementar, a ferro e fogo, um programa ultraliberal e neocolonial.

A chapa Fernando Haddad presidente, Manuela d’Ávila vice obteve mais de 46 milhões de votos e catalisou uma tomada de posição da consciência democrática da nação, lançando as bases de uma oposição vigorosa que começa agora.
Há uma guinada em direção a um retrocesso, à desconstrução, e mesmo à destruição de históricas realizações e conquistas sobre as quais, a despeito de graves problemas que persistem, se ergueram e floresceram o Brasil e o povo brasileiro.

Isso ficou bem explícito na reta de chegada da campanha do segundo turno, quando as próprias instituições da República, com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram ameaçadas. De igual modo, foram atacadas garantias básicas da Constituição Federal, como a liberdade de imprensa, de manifestação e de organização partidária. A autonomia das universidades foi pisoteada. O presidente eleito, durante a campanha, foi um pregoeiro da violência, da intolerância e do ódio entre os brasileiros, e jurou encarcerar ou banir do país os cidadãos e as cidadãs “vermelhos” que dele divergirem, e criminalizar movimentos e entidades do povo.

Dada a importância do Brasil – que possui uma economia que está entre as dez maiores do mundo –, essa ruptura reacionária terá forte impacto regressivo na América Latina.

O gatilho de tudo isto foi o golpe de agosto de 2016, que agora se consolida com a assunção da extrema-direita ao governo da República. Há um corte na construção da democracia, reiniciada em 1985 após o fim da ditadura militar, por meio de um processo eleitoral que transcorreu com o Estado Democrático de Direito, sufocado pelo Estado de Exceção. A pregação de matriz fascista do candidato eleito emergiu nesse leito, não sem ser confrontada pelas forças da democracia – uma tendência que certamente se fortalecerá neste novo cenário político.

A lisura do pleito foi corrompida para favorecer a candidatura da extrema-direita, por intermédio de expedientes ilegais, ao estilo da denominada ‘guerra híbrida’, que estimula o uso em grande quantidade das falsas notícias, as chamadas fake news, expediente financiado criminosamente, conforme denúncias da imprensa, por grandes empresários. Tais ilicitudes, entre outras, interferiram no resultado das urnas. Com toda razão, estão em processo de inquérito na Justiça Eleitoral, da qual se espera profunda e ágil instrução com decisões consoantes a gravidade do ocorrido.

A resistência das forças democráticas, progressistas, populares e patrióticas começa respaldada pela expressiva obtida pela chapa Fernando Haddad-Manuela d’Ávila e na tomada de posição de personalidades e instituições que ergueram a voz para defender a democracia e a Constituição.

A resistência, a oposição vigorosa, deve ser organizada no âmbito de toda a vida política e social do país, a começar pelo Congresso Nacional e outras casas legislativas, se estendendo para os movimentos sociais, as organizações da classe trabalhadora, segmentos do empresariado, o universo acadêmico, a intelectualidade, os artistas, o mundo jurídico, setores religiosos, e inclusive para os integrantes de instituições da República. Os governadores e os prefeitos do campo democrático terão importante papel nesta empreitada.

Com essa nova realidade, que representa uma ruptura com o ciclo de avanço da democracia iniciado na chamada Nova República, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), como sempre fez em sua história, se posiciona firmemente na trincheira da defesa intransigente da nação, da democracia e do povo.

O Partido Comunista do Brasil, legenda quase centenária, desde a República Velha, em conjunto com as demais forças progressistas do país, lutou contra todos os governos e regimes autoritários e tiranos que infestaram a história da República. Com base nessa experiência, transmite ao povo brasileiro a certeza e a confiança de que, apesar das graves ameaças que pairam sobre o céu do país, não será fácil a Bolsonaro realizar a obsessão de sepultar a democracia brasileira. Ela deitou raízes profundas no solo pátrio, custou à nação muitas lutas e vidas.

Progressivamente, a partir dos milhões e milhões que votaram e apoiaram a chapa Haddad presidente, Manuela vice, uma maioria se levantará para defender a democracia, e ela vencerá mais uma vez.

Para tal, o PCdoB se dirige ao povo e às forças democráticas do país conclamando que a partir de hoje iniciemos a construção de uma ampla unidade com o objetivo de descortinar horizontes a uma jornada cívica, patriótica, democrática e popular, e a formação de barreiras contra a volta de um regime de Estado de exceção e em defesa da democracia, do Brasil e dos direitos do povo.

São Paulo, 28 de outubro de 2018.

Deputada Federal *Luciana Santos* | Presidenta do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

O eleitor que não compareceu às urnas no 2º turno do pleito, deve justificar a ausência até o dia 27 de dezembro
O eleitor que não compareceu às urnas no 2º turno do pleito, deve justificar a ausência até o dia 27 de dezembroFoto: Divulgação

O eleitor que não votou nem justificou a ausência no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (28), deve regularizar sua situação diante da Justiça Eleitoral a partir desta segunda-feira (29). A regularização – que deve ser feita até o próximo dia 27 de dezembro - pode ser feita pela internet, no site do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), através do preenchimento de um formulário, disponível no endereço eletrônico.

“Depois que preencher com os dados requeridos e declarar a motivação do não comparecimento às urnas, o eleitor deve anexar um documento que comprove a impossibilidade de ter votado nas eleições”, explicou Orson Lemos, assessor da corregedoria do TRE-PE.

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Em cada turno em que o eleitor não compareceu para votar, deve ser feita uma justificativa separada. Vale ressaltar que o prazo para justificar de quem não votou nas eleições do primeiro turno, no último dia 7 de outubro, segue até o dia 6 dezembro. “Caso o eleitor não regularize a sua situação eleitoral, será gerada uma multa no valor de R$ 3,50”, completou Orson.

Além do pagamento da multa, o eleitor também poderá deixar de receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, participar de  concorrência pública ou administrativa e obter empréstimos e inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, entre outras penalidades.

Abstenções 

De acordo com Orson Lemos, Pernambuco foi na contramão do número de abstenções do Brasil. Enquanto no país o número de eleitores que não foram às urnas subiu de 21% para 22%, no Estado houve diminuição. “Em Pernambuco, no primeiro turno, a abstenção foi de 19, 7% e no segundo, de 18,14%, o que corresponde a pouco mais de 1 milhão de pessoas, gerando uma diminuição de cerca de 0,5% o não comparecimento do eleitor no 2º turno”, ressaltou Lemos.

Segundo turno em Pernambuco foi tranquilo, segundo o TRE-PE
Segundo turno em Pernambuco foi tranquilo, segundo o TRE-PEFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Ao longo deste domingo (28), 5.377.444 eleitores compareceram às 19.797 seções eleitorais de Pernambuco. A abstenção neste pleito foi de 18,14%, ou 1.191.872 eleitores, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na totalização das urnas, o candidato Fernando Haddad (PT) foi o mais votado no Estado. Derrotado no total nacional, o petista, que fez um grande ato no Pátio do Carmo, no Centro do Recife, na última quinta-feira (25), recebeu 3.297.944 votos, 66,50% dos válidos. Eleito o próximo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) terminou o segundo turno em Pernambuco com 1.661.163 votos, o equivalente a 33,50%.

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Na contagem total, 76.515 eleitores (1,42%) votaram em branco e 341.822 votos nulos (6,36%) foram computados. As primeiras parciais dos resultados começaram a ser divulgados apenas às 19h, uma vez que os eleitores do Acre e de algumas cidades do oeste do Amazonas votaram em um fuso horário de duas horas a menos em relação ao horário de Brasília.

Balanço das ocorrências
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) avaliou que a eleição transcorreu de forma "muito positiva e sem qualquer intercorrência grave". Durante a votação, em Pernambuco, de acordo com o TRE-PE, foram registradas 254 ocorrências com urnas e 136 delas foram substituídas.

“O eleitor pernambucano, é muito ordeiro e merece todo o respeito”, afirmou o presidente do TRE-PE, Desembargador Luiz Carlos Figueiredo. No Estado ocorreram 11 prisões e três detenções. “A maior parte, inclusive, já passou pela audiência de custódia e já foram liberados. Num universo de eleitores de mais de 6,5 milhão de eleitores e de quase 21 mil urnas. Isso é uma gota d´água no oceano”, comentou o presidente do órgão.

“Qualquer das circunstâncias que foram narradas, todas elas são comunicadas ao Ministério Público Eleitoral para averiguar as circunstâncias inquietas em que essas coisas aconteceram. Essas coisas serão avaliadas devidamente no Ministério Público, para saber se irá ou não, ajuizar em cada caso concreto”, complementou o Desembargador Luiz Carlos Figueiredo.

com informações de Luiza Alencar, da editoria de Política

Aos 68 anos, a contabilista aposentada Isabel Martins de Moraes tem glaucoma avançado e fez questão de votar
Aos 68 anos, a contabilista aposentada Isabel Martins de Moraes tem glaucoma avançado e fez questão de votarFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A votação do segundo turno da eleição presidencial foi mais tranquila no Estado do que a do primeiro turno. Com apenas um candidato para escolher, os eleitores foram rápidos nas cabines de votação e pouquíssimas filas foram registradas. Na Faculdade Guararapes, um dos principais polos de votação do município de Jaboatão dos Guararapes, o movimento foi intenso durante todo o dia, mas sem intercorrências.

“Estamos sem nenhuma ocorrência até agora. Os eleitores estão tranquilos, exercendo sua cidadania”, declarou a servidora do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Alcina Carvalho Couceiro, que coordenou a votação na faculdade, no bairro de Piedade, e nas escolas Augusto Severo e Bartolomeu Gusmão, também em Jaboatão dos Guararapes.

Até às 16h, 70% dos cerca de 14 mil eleitores que votam nas 35 seções da Faculdade dos Guararapes, no bairro de Piedade, já haviam comparecido. Entre eles, exemplos de cidadania como o da contabilista aposentada Isabel Martins de Moraes que tem glaucoma avançado e, por causa de um sério problema de varizes, precisa usar cadeira de rodas. Aos 68 anos, praticamente sem enxergar, ela votou com ajuda da filha- o que a lei permite aos deficientes visuais. "Sempre votei, mesmo depois dos problemas de visão. Continuei trabalhando e acreditando que posso contribuir para o meu Brasil. O meu voto é importante para o País melhorar", declarou.

Na Escola Americana do Recife, no bairro de Boa Viagem, a movimentação também foi tranquila, durante todo o dia, sem intercorrências. No final da tarde muita gente compareceu também para justificar o voto, como a estudante de arquitetura Morgana de França. Mãe de Maelí, de seis meses, ela é natural de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, onde votou no primeiro turno. Mas desta vez não pôde ir porque o marido, que também vota na cidade, é policial militar e estava trabalhando. "Infelizmente não temos opção no segundo turno. Mesmo assim tinha escolhido um candidato. Lamento não ter votado", afirmou, garantindo que não teve problemas na hora de fazer a justificativa com a bebê no colo.

A estudante de arquitetura Morgana de França justificou o voto porque não conseguiu retornar à sua cidade natal

A estudante de arquitetura Morgana de França justificou o voto porque não conseguiu retornar à sua cidade natal - Crédito: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

 

Clima tranquilo também na escola Assis Chateubriand, no Pina. Pouca gente deixou para a última hora mas foi alto o número de justificativas de voto e de abstenções. De acordo com Erickson Ferreira, presidente de mesa da seção 170, foram 60 justificativas de pessoas ausentes do seu domicilio eleitoral e 40 abstenções. Dos 369 eleitores da seção, apenas 319 compareceram para votar no segundo turno.

A diarista Jacira de Oliveira de 53 anos foi uma das retardatárias. Moradora de Brasília Teimosa, ela estava aproveitando a folga e foi a última a votar. "Eu cheguei atrasada porque tava tomando uma (cerveja)! Tenho que falar a verdade, né?", disse sorrindo. Para ela, o mais importante foi votar na esperança de mudanças para o Brasil.

Do lado de fora da Assis Chateaubriand, a funcionária da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Midiã Costa, de 51 anos, estava vestida com as cores e a bandeira em que acredita. “Fiz campanha, fui para a rua, quero a democracia no meu País. Minha boca de urna foi silenciosa, com as cores que são do Brasil e não do candidato Jair Bolsonaro”, revelou, segurando um livro de História numa mão e uma carteira de trabalho na outra.

Funcionária da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Midiã Costa, acreditou até o último momento

Funcionária da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Midiã Costa, acreditou até o último momento - Crédito: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

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