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As emendas ao texto original serão analisadas pelo relator da comissão na Câmara
As emendas ao texto original serão analisadas pelo relator da comissão na CâmaraFoto: Divulgação

O deputado federal Eduardo da Fonte apresentou à Comissão Especial da reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, alterações ao texto proposto pelo governo.  Entre as modificações à matéria, está a retirada das classes D e E (cuja renda mensal é até três salários mínimos) da reforma da Previdência.

"Os trabalhadores contemplados com esta emenda são os mais sofridos e fustigados, que chegam à exaustão corporal e ao envelhecimento mais cedo do que outras categorias de trabalhadores. A remuneração recebida por eles é baixa o suficiente para que o impacto de suas aposentadorias seja baixo ao governo. Não podemos admitir que trabalhadores que ganhem pouco e trabalhem à exaustão sejam penalizados com a reforma da previdência. Como é que um gari ou um cortador de cana, por exemplo, podem se aposentar com 65 anos?", questionou  Eduardo da Fonte. 

As emendas ao texto original serão analisadas pelo relator da comissão na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que apresentará o relatório final da reforma no mês de junho.

Deputado estadual Joel da Harpa (PP)
Deputado estadual Joel da Harpa (PP)Foto: Anderson Stevens/Arquivo Folha

O deputado estadual Joel da Harpa (PP), representante dos policiais militares, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), se manisfestou contra contra a inclusão da classe na reforma da Previdência. “Se os militares estaduais forem incluídos na Reforma da Previdência que será apresentada no Congresso Nacional, será a primeira traição do presidente Jair Messias Bolsonaro”, afirma Joel da Harpa.
  
Para o deputado, policiais e bombeiros militares, um dos principais apoiadores da então candidatura à presidente da República de Jair Bolsonaro (PSL), esperavam outra postura do agora presidente. "Os militares estaduais vem sofrendo, ao longo dos anos, com o descaso dos governadores, seja quanto aos baixos salários, perseguições, carga horária de trabalho excessiva. Exército, Marinha e Aeronáutica não vão para a rua, não têm férias cassadas no carnaval, São João, não passam noites em claro como os policiais e bombeiros", reclamou.

Relembrando o histórico parlamentar de Bolsonaro, Joel da Harpa, rememora feitos realizados entre os anos de 2016 e 2017, enquanto o presidente ainda era deputado federal e integrante da Bancada da Bala. "Bolsonaro participou e apoiou todos os movimentos realizados pelas entidades representativas da segurança pública que lutavam contra a reforma e buscavam um tratamento diferenciado", disse o deputado.

Para ele, a proposta elaborada ainda pelo Governo Temer deveria seguir para votação em plenário por ser consensual entre todas as categorias. "O não acatamento do que foi acordado é, além de desrespeitosa, um verdadeiro banho de água fria para quem acreditava em dias melhores com o devido reconhecimento da importância do trabalho desses profissionais que arriscam suas vidas em defesa da população", desabafou Joel da Harpa.

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