[300] Flávio Bolsonaro
[300] Flávio BolsonaroFoto: reprodução/vídeo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que eventuais irregularidades cometidas pelo seu filho, o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) não são assunto de governo, mas que o caso gera repercussão por causa do nome da família.

"Isso não é um assunto do governo ou da administração federal. Mas vou expressar minha opinião sobre o assunto. Em grande medida, seu nome de família, Bolsonaro, é a razão pela qual ele tem tanta visibilidade", afirmou o presidente, em entrevista ao jornal The Washington Post, em Davos (Suíça), onde participou do Fórum Econômico Mundial.

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Bolsonaro também afirmou ao jornal americano que o filho não pode ser responsabilizado por irregularidades envolvendo pessoas com as quais se relacionou, como o ex-assessor Fabrício Queiroz -investigado por movimentações financeiras suspeitas- e o ex-policial militar Adriano Nóbrega, acusado de chefiar uma milícia no Rio de Janeiro e que já foi homenageado por Flávio.

"Naturalmente, a pessoa que concedeu a decoração não pode ser culpada. Se alguma evidência se tornar disponível contra meu filho, ele será punido como qualquer outra pessoa e cumprirá sua pena."

Na quarta (23), em entrevista à agência Bloomberg, Bolsonaro tinha dito que eventuais irregularidades cometidas por Flávio teriam de ser punidas. "Se por acaso ele errou e isso for provado, lamento como pai, mas ele terá de pagar o preço por esses atos que não podemos aceitar".

Mais tarde, em entrevista à TV Record, disse acreditar na inocência do filho. "Não é justo atingir um garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir."
Crítica à imprensa Bolsonaro também fez uma nova crítica à imprensa, depois que a repórter do jornal americano o perguntou a respeito de uma de suas frases polêmicas sobre homossexuais.

"Você disse que preferia ter um filho que é viciado do que um filho que é gay. Em retrospecto, você acha que deveria ser presidente de todo o povo brasileiro e esquecer essas observações?", questionou o Washington Post. "Você realmente acredita em mídia impressa? Você realmente acredita nisso cegamente?", rebateu Bolsonaro.

A repórter afirmou que sim, que cresceu no jornalismo impresso. "Não estou lançando dúvidas sobre sua mídia. No Brasil, eles são todos iguais [os jornais]", disse o presidente.

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