ex-prefeito de Pretolina e candidato ao Governo de Pernambuco, Júlio Lóssio (Rede)
ex-prefeito de Pretolina e candidato ao Governo de Pernambuco, Júlio Lóssio (Rede)Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Apesar de contar apenas com dez segundos de tempos de televisão, o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (Rede), afirmou que não se arrepende de encabeçar uma chapa que não tem coligação. “Eu tenho liberdade para caminhar sem nenhuma defensiva”, disse. De acordo com ele, as coligações ‘Frente Popular’ e ‘Pernambuco vai mudar’ possuem dificuldade de comunicação entre os candidatos, que integram várias siglas.

O postulante ao Palácio das Princesas, entretanto, admitiu que o partido tentou conversar com outras legendas no plano nacional. “Tentamos, não deu certo, e acabei ficando satisfeito. Depois nós identificamos que o PROS estava envolvido na Lava Jato e hoje me dá mais conforto, pois não vou precisar usar meu tempo de televisão para ficar me defendendo”, diz.

Durante sabatina à Rádio Folha FM 96,7, Lóssio também subiu o tom contra a atual gestão do município sertanejo. A desavença entre ele e o grupo Coelho esteve em evidência ao longo da entrevista. “Quando fui prefeito, aproveitei muito do que recebi de Odacy (Amorim). Muito pouco de Fernando (Bezerra Coelho), porque ele só se preocupava em infraestrutura e obras faraônicas”, disparou Lóssio ao responder se manteria os programas de governo da gestão de Paulo Câmara. Outro ponto levantado durante a entrevista foram as casas entregues pelo ‘Minha casa minha vida’ durante sua estadia na prefeitura sertaneja.

Saúde
Médico por formação, ele afirmou que, se eleito, não vai mais construir hospital. “Não precisa mais de hospital, já tem muito”. Isso porque, de acordo com ele, já existem hospitais suficientes no Estado e o investimento agora precisaria se dar na questão preventiva. Além disso, de acordo com Lóssio, o custo para se manter um hospital também é alto. “Sou médico e sei. Esse modelo hospitalocêntrico não deu certo, todas energias e recursos estão na questão hospitalar. Está errado", analisou. Para Lóssio, é melhor investir em políticas de prevenção, como sua proposta de fazer um “grande mutirão para reduzir os acidentes de motos” .

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Segurança pública
O sertanejo criticou o Pacto Pela Vida, criado no governo de Eduardo Campos (PSB), que vem sendo alvo de questionamentos na gestão de Câmara. Mas ele observa que coibir a escalada de violência não é tarefa fácil, é questão é de longo prazo. "Esse problema da segurança, atual, não tem governador que resolva em quatro ou oito anos. É de longo prazo". E a primeira medida - a longo prazo - para tratar do assunto é “garantir as crianças na escola até o ensino médio”. Ele também tem como proposta armar a guarda municipal, construir três grandes presídios e criar a Polícia Rodoviária Militar com foco nas fronteiras para evitar a entrada de armas e drogas. “Sou contra armar o cidadão comum, mas a favor de armar as guardas municipais”, ponderou. De acordo com ele, os recursos para o armamento da guarda seriam provenientes do FEM.

Presídios
Na Prefeitura de Petrolina, Lóssio chegou a usar mão de obra dos presos para a conclusão de obras no município.Caso eleito, o programa deve ser expandido em Pernambuco. “Vamos fazer os presídios do trabalho, para trabalhar na limpeza pública ou na construção de praças”, disse.

Educação
Para Lóssio, o investimento em educação é fundamental para resolver, também, o problema da segurança. Se eleito, também deve promover um programa de creche, além de um convênio com o sistema S e estimular o ensino técnico aos adolescentes “para dar qualificação profissional aos nossos jovens”. O ex-gestor também ponderou que os jovens ingressam na universidade, mas não conseguem empregos. “Nós não podemos somente ficar empurrando as pessoas para as universidades para quando elas terminarem o curso não terem emprego”, disse.

Energia solar
Lóssío também quer criar um programa para implantar placas solares para os micro e pequenos agricultores, a fim de que eles possam vender energia para o Estado e para o município. “Seria o Chapéu de Sol”, brincou, numa alusão ao Chapéu de Palha dos governos do PSB. O programa iria fazer um investimento em R$ 1mil de energia. “Ele (o agricultor) vai ter que tomar conta das placas. Essa energia vai ser jogada no sistema, e os municípios e o Estado vão poder comprar a ele essa energia”. Júlio informou que esse financiamento deve vir do BNDES.

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