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WhatsAppFoto: Reprodução

Ainda sem apresentar resultados efetivos no combate a fake news, o conselho consultivo sobre internet e eleições coordenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou sua primeira reunião na tarde de quarta-feira (11).

Agora, o grupo informou que quer fazer uma parceria com o WhatsApp para tentar combater a proliferação de notícia falsa pela internet, em especial por meio de redes sociais. "Acabamos de alinhar um contato com o WhatsApp para fazermos uma reunião", disse Estêvão Waterloo, secretário-geral do TSE e coordenador do conselho consultivo.

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Segundo ele, "a avaliação lá atrás é de que o cenário [de notícia falsa influenciando a eleição] seria muito pior. Não é cenário simples, é preocupante no mundo inteiro".
A proliferação de notícia falsa atingiu o próprio TSE e a confiabilidade na Justiça Eleitoral. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) levantou a possibilidade de fraude da urna eletrônica, que chegou à 12ª eleição no país sob ataque inédito e relatos de desconfiança dos eleitores em redes sociais. O tribunal garante que o sistema é seguro.

Waterloo disse que o TSE estuda fazer um aplicativo para receber fake news e que o tribunal faz "todos os esforços" para que fique pronto até o segundo turno, dia 28 de outubro. Ele destacou que o tribunal vai fazer uma página no site para tratar de notícias falsas.

Na semana passada, a Folha de S.Paulo mostrou que o TSE falhou no combate a fake news na campanha de primeiro turno e que as propostas do grupo criado pelo órgão não saíram do papel.

O conselho consultivo, criado no fim da gestão de Gilmar Mendes, foi a bandeira da gestão do ministro Luiz Fux à frente do tribunal, de fevereiro a agosto de 2018.
Em junho, o então presidente do TSE, ministro Luiz Fux, disse que a legislação brasileira prevê a possibilidade de anulação de eleições se o resultado for influenciado pela difusão de fake news.

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