Fernando Haddad
Fernando HaddadFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (11) que o Banco Central em seu governo terá como tarefa, além de controlar a inflação, realizar uma reforma bancária que terá que garantir que os juros sejam menores que os lucros dos empresários.

O programa do PT propõe uma reforma bancária em que haverá uma taxação sobre os bancos para estimular a redução do chamado spread bancário – diferença entre o juro pago quando os bancos captam os recursos e o juro cobrado dos clientes nos empréstimos.

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"Não vai dar para só trabalhar a questão de redução da inflação com juros ao consumidor e ao empresário nesse nível", disse Haddad em entrevista à TV Band. "Temos que fazer no Brasil o que fez o mundo inteiro: o juro tem que ser menor que o lucro."

Questionado sobre quem seria o presidente do Banco Central, Haddad admitiu que poderia ser alguém do setor bancário ou alguém do mercado financeiro, mas que aceite fazer a reforma que está nos planos do PT.

"Alguém que entende de banco, pode (ser alguém do mercado), para controlar a inflação e reduzir os juros para o tomador. Não basta reduzir os juros para quem empresta, para quem toma nós temos que reduzir os juros", disse.

O petista ressaltou, no entanto, que esse não seria o perfil do seu ministro da Fazenda. Repetiu, mais uma vez, que não quer um banqueiro no cargo, mas alguém ligado à produção.

Previdência
Haddad disse ainda que deverá cuidar, no primeiro ano de governo, caso seja eleito, de uma reforma da Previdência no setor público. O petista disse que pretende negociar com os servidores públicos, mostrando que a Previdência de alguns estados quebrou e é necessário mudar para manter o sistema em dia.

"No primeiro ano nós vamos só mexer no regime público e depois nós vamos propor a convergência dos dois regimes para um só, e aí vamos discutir todas as variáveis do modelo", afirmou.

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