Folha Política

Renata Bezerra de Melo

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O ex-ministro das Cidades falou sobre o encontro com as lideranças políticas da oposição a Paulo Câmara
O ex-ministro das Cidades falou sobre o encontro com as lideranças políticas da oposição a Paulo CâmaraFoto: George Gianni/Divulgação

Ex-ministro das Cidades, Bruno Araújo está viajando durante o recesso parlamentar, mas assesores asseguram que não há motivo "de ordem técnica" que justifique o atual ministro da pasta, Alexandre Baldy, ter reduzido prazo de apresentação de material à Caixa Econômica Federal relativo a projetos do Minha Casa Minha Vida. Pessoas próximas do tucano grifam não ter havido "revogação de portaria por problemas técnicos, mas um encurtamento no prazo de entrega da documentação". Em reserva, a fonte prossegue: "A redução do prazo danifica muitos projetos no Brasil inteiro". Refere-se à situação das construtoras, e observa: "Elas estão entrando na Justiça no Brasil inteiro". Então, detalha: "Construtores compraram terrenos, prepararam, fizeram investimentos e, agora, o prazo para apresentação de projetos mudou".

Baldy já foi do PSDB como Bruno Araújo e a alteração realizada pelo Ministério das Cidades pode atingir outros tucanos em estados diversos. Em São Paulo, o secretário de Habitação do governo Alckmin, Rodrigo Garcia, é aliado de Rodrigo Maia e ainda há no Estado áreas beneficiadas que são redutos de outros governistas, a exemplo do deputado Baleia Rossi. Em Goiás, o governador Marconi Perillo também é aliado de Baldy. São Paulo foi o primeiro Estado mais beneficiado pela gestão de Bruno, o segundo, Minas Gerais e o terceiro, Pernambuco. A hierarquia envolve critérios de renda, população, entre outros. Um interlocutor de Bruno Araújo sublinha que a atitude de Baldy foi "eminentemente política para atender o Centrão". Em outras palavras, traduz: "Politicamente, a pressão é grande. Encontraram uma fórmula para derrubar contratações e distribuir com o Centrão". O risco de criar esse "estoque" de projetos é atirar no que viu e acertar no que não viu. Leia-se: atingir redutos da própria base aliada.

Boa vizinhança

Presidente estadual do PSD, o deputado federal André de Paula recebe visita, hoje, do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo e do presidente do partido na Paraíba, Rômulo Gouveia, deputado federal e 4º secretário da Mesa Diretora da Câmara. Os dois vão participar de um encontro no Recife e vão aproveitar para realizar conversas no partido, às 11h.

Migração > André projeta crescimento do partido nesses próximos meses que antecedem a janela partidária. Aguarda ingresso de parlamentares. Deve perder Álvaro Porto, mas pode vir a receber Fernando Monteiro, que não descarta a travessia.

Chapão >
De antemão, André pondera que, dada a aliança com o PSB, o PSD vai para o chapão de estadual e federal o que inibe, de outro lado, a atração de lideranças que trabalham com ideia de chapinha.

Ano novo > Álvaro Porto observa que bastou uma semana de 2018 para o Governo do Estado ampliar sua conta com a população no que diz respeito à precarização da Saúde. Cita a greve dos funcionários da UPAE em Caruaru, no dia 2, e a suspensão dos serviços da associação que atende pacientes oncológicos do Sertão do São Francisco, em Petrolina, na última segunda. "O cartão de visita de 2018 já foi dado. E, infelizmente, é pior que o de 2017", critica.

Posse > Marcos Loreto, que toma posse, hoje, às 10h, na presidência do Tribunal de Contas de Pernambuco para o biênio 2018-2019, substituirá o conselheiro Carlos Porto.

Convenção > Nos bastidores do DEM e, entre aliados, o nome do prefeito de Salvador, ACM Neto, vem sendo dado como certo para comandar a legenda nacionalmente, ainda que o nome de José Agripino ainda esteja no páreo.

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