Folha Política

Renata Bezerra de Melo

ver colunas anteriores
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, esteve com o presidente do STF, Dias Toffoli, no mesmo dia que o Senado aprovou o aumento de 16% para os ministros daquela corte
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, esteve com o presidente do STF, Dias Toffoli, no mesmo dia que o Senado aprovou o aumento de 16% para os ministros daquela corteFoto: EVARISTO SA / AFP

A proposta de reajuste de 16% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi encaminhada ao Congresso Nacional, ainda em 2015, pelo, então, presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Um ano depois, em 2016, a Câmara aprovou a matéria. Ela repousava no Senado desde então, maas acabou entrando na pauta da Casa na última terça. Ontem, ainda pela manhã, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, chegou a advertir que "não é o momento (de aumentar gastos)". E ponderou o seguinte: "Acho que estamos numa fase que todo mundo tem ou ninguém tem. Sabemos que o Judiciário é o mais bem aquinhoado entre os poderes, a gente vê com preocupação...". Essa preocupação do presidente eleito, no entanto, parece não ter encontrado amparo nos senadores. Ainda ontem, Bolsonaro, que foi à mesa com o presidente do STF, Dias Toffoli, fez outra aposta: "Todos têm que colaborar para que o Brasil saia dessa crise. E o poder Judiciário, no meu entender, num gesto de grandeza, com toda certeza, não fará tanta pressão assim por esse aumento de despesa". Se não contou com compreensão da Casa Alta, Bolsonaro também não viu o referido gesto de grandeza do Judiciário se consolidar. Com 41 votos favoráveis, 16 contrários e 1 abstenção, o Senado aprovou o reajuste dos ministros, teto de todo o funcionalismo público. Se os magistrados tinham subsídios de R$ 33,7 mil, agora, terão um montante de R$ 39,2 mil no contracheque. A matéria vai à sanção do presidente Michel Temer. A Casa Alta aprovou também o aumento da Procuradoria Geral da República, também com efeito cascata para promotores e procuradores de todo o País. De acordo com cálculo feito pelas consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado, o impacto anual nas contas públicas pode ser de R$ 4 bilhões. Com o País amargando um volume de 12 milhões desempregados e uma grave crise fiscal, uma bomba caiu no colo de Bolsonaro antes mesmo que ele assumisse.

Na sexta à tarde
Cleiton Collins, deputado estadual mais votado em 2014 e segundo mais votado no pleito deste ano, chegou a assumir interinamente a presidência da Assembleia Legislativa, mas é o neo-progressita Eriberto Medeiros quem assume o Governo do Estado na próxima sexta-feira, mediante viagem de férias do governador Paulo Câmara, que embarca para 10 dias de férias na Espanha.

Balança - À coluna, Eriberto já havia sinalizado que pretende continuar na presidência da Alepe. Enquanto isso, o Palácio das Princesas, que pode ficar com a 1ª secretaria, bate na tecla da redução da cota do PP na administração.

Convescote - O presidente Michel Temer convidou os 33 ministros do STJ para jantar no Palácio do Jaburu ontem.

Medalha 1 - Presidente do Tribunal de Contas do Estado, Marcos Loreto comanda, hoje, solenidade de entrega das medalhas do Cinquentenário do tribunal, às 17h. Serão homenageadas 50 personalidades que fazem parte da história do TCE-PE.

Medalha 2 - Entre os homenageados, o governador Paulo Câmara, o prefeito Geraldo Julio e o conselheiro aposentado do TCE-PE, o deputado estadual Romário Dias.

Emprego 1 - Visando a combater as dificuldades relacionadas ao fechamento de vagas, o deputado Aluísio Lessa, presidente da Comissão de de Desenvolvimento Econômico da Alepe, comanda visita, hoje, visita ao Complexo de Suape.

Emprego 2 -A ação se dá apoio ao estaleiro Vard-Promar, que participa de licitação para a produção de navios da Marinha Mercante.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: